Notícias

Empresa causadora de desastre em Maceió participa da COP28

 

A Braskem participou da Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP28, para mostrar seus “feitos sustentáveis”. Enquanto isso, os moradores de Maceió aguardam pelo colapso de uma das minas da empresa que pode resultar em uma cratera do tamanho do Maracanã.

O desastre ambiental na capital alagoana é resultado de décadas de exploração do sal-gema, matéria prima encontrada a mil metros do solo que é utilizado e revendido pela petroquímica.

Cinco bairros foram esvaziados após o afundamento de terra. Assim, cerca de 60 mil pessoas perderam suas casas e tiveram que procurar outro local para viver. Muitas delas não receberam indenização da empresa até hoje.

A mina 18, localizada no bairro de Mutange, segue sendo monitorada pela Defesa Civil diante do possível colapso. De acordo com o capitão Augusto, chefe da Seção de Desastres Tecnológicos da Defesa Civil de Alagoas, os últimos relatórios apontam que a velocidade da movimentação do solo em torno da mina 18 continua alta, porém, com estabilização nas últimas horas.

Para evitar pânico nas pessoas, o governo de Alagoas resolveu não prevê mais o horário em que a que mina pode desabar e tem feito esforços para evitar que informações falsas cheguem até os moradores das proximidades dos bairros afetados.

– Nós, da Defesa Civil Estadual, não estamos falando mais em horário que vai acontecer o colapso, nem o que pode acontecer durante e depois, para não disseminar esse pânico na população. É importante evitar as notícias falsas. Poderão ser sentidas algumas vibrações, principalmente em edificações, no entanto, a magnitude do colapso não tem energia para gerar impacto nessas estruturas – garante o capitão.

Deu no Pleno News

Notícias

Governador do Amazonas fala em cobrar por uso da marca Amazon

O governador do Amazonas, Wilson Lima

 

O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), fez um anúncio que viralizou nas redes sociais nesta quarta-feira (29) por cogitar uma possível cobrança pelo uso da marca Amazon. A fala ocorreu durante a apresentação da agenda do estado na COP28, conferência sobre o clima que começa nesta quinta (30) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Ao falar sobre o tema, Lima disse que vai se reunir com representantes da gigante de tecnologia na tentativa de “fechar parcerias” com a empresa por conta do nome da empresa norte-americana. O chefe do Executivo indagou o fato de a empresa usar o nome do estado do Amazonas e isso não gerar nenhum retorno financeiro ao poder público.

– Quanto é que a gente ganha com isso? – questionou.

O governador afirmou categoricamente que esse é um dos questionamentos que ele fará durante a COP28. O político disse também que será lançado na conferência internacional o projeto Amazônia 2030, uma iniciativa de pesquisadores brasileiros para criar um plano de desenvolvimento sustentável para a Amazônia brasileira.

De acordo com o livro The Everything Store: Jeff Bezos and the Age of Amazon (A Loja de Tudo: Jeff Bezos e a Era da Amazon, na tradução livre), do autor Brad Stone, a escolha aconteceu após o fundador da companhia, Jeff Bezos, folhear a seção da letra A do dicionário, pois a listagens de sites nos anos 90 era em ordem alfabética.

Foi então que ao chegar à palavra Amazon, nome em inglês do Rio Amazonas, o maior do planeta, Bezos decidiu que aquele era o nome perfeito para seu projeto. O fundador da Amazon disse a Stone o motivo pelo qual entendeu que aquele era o nome adequado: “Este não é apenas o maior rio do mundo, é muitas vezes maior que o próximo maior rio”.

DECLARAÇÃO VIRA MEME
A repercussão da fala do governador do Amazonas nas redes sociais foi imediata e muitos internautas ironizaram e fizeram piada com a declaração. Na web, várias pessoas lembraram do nome de outras marcas que fazem referência a lugares.

– E as sandálias havaianas vão ter que pagar pro Havaí – indagou uma internauta.

– Uberlândia vai cobrar o Uber? – questionou outro.

– Americanas então está ferrada – finalizou um terceiro.

Deu no Pleno News

Turismo

Lula vai à COP28 e terminará o ano com mais de 2 meses fora do Brasil

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca na 2ª feira (27.nov.2023) em direção a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para participar da COP28 -principal conferência da ONU para discussão do clima. Volta ao Brasil na semana seguinte, em 5 de dezembro, passando 62 dias ao todo fora do país em 2023. Antes da COP, em 29 e 30 de novembro, fará uma parada em Riade, na Arábia Saudita, e outra em Doha, no Catar. Nessas viagens, deve aproveitar para discutir o conflito entre Hamas e Israel com líderes das regiões próximas à guerra.

Só depois, em 1 de dezembro, o petista chega a Dubai e participa dos eventos do evento climático. Na volta, Lula ainda fará uma parada em Berlim, na Alemanha, onde assinará cerca de 20 acordos bilaterais, a maior parte sobre meio ambiente e desigualdade.

 

Essa é a 15ª viagem internacional do presidente desde que tomou posse. Quando voltar a Brasília, terá completado 62 dias fora do Brasil em 2023. O levantamento do Poder360 considera como 1 dia toda vez que Lula passa mais de 12h fora do país, seja no dia do embarque ou desembarque. Essa é a última grande viagem internacional de Lula. No início de novembro, o presidente disse que conseguiu cumprir seu objetivo de recuperar a imagem do Brasil no exterior com suas viagens e, a partir de 2024, se dedicará a rodar pelos Estados brasileiros e visitar obras.

COP28

Em suas declarações durante o ano e em eventos como a Cúpula de Belém, em agosto, Lula tentou ser alavancado ao patamar de principal autoridade internacional no debate climático. Na COP28, terá o mesmo objetivo.

Segundo o MMA (Ministério do Meio Ambiente), o Brasil assumirá uma postura de “provedor de soluções climáticas” e “reafirmará a liderança pelo exemplo” no evento. A secretária nacional de Mudança do Clima do MMA, Ana Toni, afirmou que o país é o participante com a maior quantidade de alternativas ao atual cenário climático e usará isso a seu favor. “Na COP, veremos a continuidade desse debate iniciado na Cúpula de Belém e propostas mais concretas.

[…] Serão propostas ligadas a questões como remuneração dos serviços ecossistêmicos das florestas e manutenção da floresta em pé”, disse a secretária. A agenda ambiental de Lula tem um viés econômico prático. O petista tenta negociar com a União Europeia uma resposta para as pressões feitas, especialmente pelos franceses, de punições para o desmatamento e eventuais violações ambientais cometidas pelo agronegócio.

Durante a viagem, o petista pode se reunir com representantes da Comissão Europeia para fechar de vez as negociações sobre o acordo Mercosul-UE. Ao se posicionar como uma das principais vozes no combate ao avanço dos problemas climáticos, Lula se cacifa para enfrentar as ameaças de sanções ao Brasil feitas pelos europeus.

Segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o Brasil irá a COP28 com o compromisso de manter o limite do aquecimento da Terra em até 1,5 Cº e “nem um pouco a mais”.  Marina disse ainda que Lula levará apresentará o dado de que seu governo reduziu em mais de 40% o desmatamento na Amazônia em 10 meses.

Outra tecla na qual o presidente deve bater é o grande potencial do Brasil no mercado da transição energética e da produção de energia limpa. Lula afirmou por várias vezes que o Brasil pode ser para a energia verde o que o Oriente Médio foi para o petróleo. Deve buscar investimentos.

Durante a Cúpula de Belém, Lula também buscou chegar a uma posição conjunta dos países amazônicos para ser apresentada na COP28. Eles concordaram em criar uma aliança para combater o desmatamento, mas não estabeleceram metas conjuntas para atingir tal objetivo.  A cobrança pelo dinheiro prometido por países ricos deve continuar durante a COP. Na Cúpula da Amazônia, os países com florestas tropicais cobraram que as nações mais ricas paguem US$ 100 bilhões por ano prometidos para financiamento de ações climáticas. O grupo também pediu que os países desenvolvidos ajudem na mobilização de US$ 200 bilhões anuais para implementação de planos nacionais de biodiversidade.

Deu no Poder 360