Meio Ambiente

Alerta: Brasil tem 7 cidades ameaçadas de inundação pelo mar

 

O Brasil tem sete cidades ameaçadas de inundação pelo aumento do nível do mar, decorrente da emergência climática. Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador, Recife, Porto Alegre, São Luís e Santos contam com áreas ameaçadas pelo mar. As pessoas afetadas nessas localidades somam 2 milhões.

Os sete municípios integram uma lista de 100 cidades mapeadas em todo o mundo pela organização não governamental Climate Central. As informações são da rádio CBN.

A Climate Central utiliza dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). As 100 cidades apontadas como em risco pela elevação do nível do mar estão em 39 diferentes países.

Nos últimos 30 anos, o nível do mar já subiu 9 centímetros (cm) e pode chegar a até 80 cm até 2100. A população atingida por esta consequência da emergência climática chega a 800 milhões em todo o mundo.

No entanto, esta elevação do nível do mar não é uniforme. Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) indica elevação do mar no Estado de São Paulo de 20 centímetros nos últimos 73 anos. Até 2050, conforme as emissões estão, a elevação pode chegar a 36 cm.

Algumas das localidades já estão tomando medidas de adaptação para conviver com as transformações.

O Rio de Janeiro fez parceria com a agência espacial norte-americana Nasa para o monitoramento do nível do mar. No Recife, algumas áreas de risco estão sendo desocupadas, e em Fortaleza deve ser construído um lago subterrâneo para conter o avanço da água.

Informações do Metrópoles

Meio Ambiente

Queimadas no Pantanal em junho superam patamar da maior devastação já registrada

Foto: Dida Sampaio

 

Os focos de incêndio no Pantanalaumentaram 1.500% de 2023 para 2024, considerando o período de janeiro até 17 de junho. Os dados são do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia. De janeiro a maio deste ano, 1.276 km² pegaram fogo, uma área equivalente a 178.700 campos de futebol. Com 1.291 focos, a cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, concentra a maior parte dos incêndios – no bioma e no País em 2024. As 2.246 queimadas registradas pelo Inpe no bioma até meados deste mês se aproximam do patamar de 2020 na mesma época. Naquele ano, 26% da extensão do bioma pantaneiro pegou fogo, com 2.315 focos até junho. Foi até hoje a maior devastação já registrada no Pantanal. Levando em conta somente o mês de junho de cada ano, porém, o cenário de 2024 é ainda mais preocupante: até 18 de junho de 2024, houve 1.434 focos, contra 406 em todo o mês de junho de 2020. Segundo dados do MapBiomas Fogo, que também monitora os focos de queimada no País, divulgados na terça-feira, 18, Corumbá (MS), foi um dos municípios mais atingidos pelo fogo no Brasil de 1985 a 2023.

Apesar da área menor em comparação a outros biomas – 90 mil km² foram atingidos por fogo pelo menos uma vez -, o Pantanal foi proporcionalmente o mais queimado no período. O fogo já atingiu 59% da extensão do bioma. No início de junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou com governadores dos Estados que compõem a Amazônia e o Pantanal um pacto pela Prevenção e Controle de Incêndios. Também no começo deste mês, o Supremo Tribunal Federal deu ao Congresso Nacional um prazo de 18 meses para editar uma lei de proteção ao bioma, concluindo haver “omissão inconstitucional” por parte dos deputados e senadores na matéria. Considerado patrimônio nacional, o Pantanal conta atualmente com a proteção do Código Florestal e de leis estaduais. Por enquanto, só a Mata Atlântica conta com uma lei federal específica, que representou um divisor de águas na preservação do bioma.

Informações da JP

 

Meio Ambiente

Focos de incêndio: Brasil tem pior primeiro semestre em 21 anos

Foto: Nilmar Lage

 

Registros do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o Brasil tem o pior início de temporada de incêndios florestais dos últimos 21 anos.

No primeiro semestre de 2024, foram 27.914 focos de incêndio.  Imagens de satélites mostram que cinco dos seis biomas brasileiros registram tendência de alta nos números.

O problema se acentua no Pantanal, Cerrado e na Amazônia.

Ao jornal O Globo, a coordenadora do sistema de monitoramento de fogo do projeto MapBiomas, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar se diz preocupada.

“A gente vai passar aperto na temporada de seca deste ano porque não teve chuva suficiente para suprir o solo e compensar o estresse hídrico da temporada passada”, diz a especialista.

Deu no DP

Meio Ambiente

Prazo se aproxima e governo avalia pacto com prefeitos para acabar com lixões

Arquivo/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende lançar, agora em julho, um pacto nacional com prefeitos para pôr fim aos lixões espalhados pelo país.

A lei prevê 2 de agosto como data-limite para que municípios acabem com os lixões e façam uso de aterros sanitários para a disposição de resíduos sólidos.

Conforme dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o Brasil tem 1.572 lixões e 598 aterros controlados (áreas com contenção dos rejeitos, mas sem impermeabilização do solo e nem sistema de tratamento do chorume).

O prazo será desrespeitado pela terceira vez. No início da década passada a Política Nacional de Resíduos Sólidos deu o ano de 2014 como limite para a substituição dos lixões a céu aberto por aterros sanitários, com um sistema de controle completo.

Primeiro, o prazo foi adiado para 2020. Depois, com a aprovação do novo marco legal do saneamento, ficou para agosto de 2024.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, já avisou a pessoas próximas, em conversas reservadas, que não existe a possibilidade de o governo propor nova alteração da lei com o objetivo de postergar o prazo.

A solução encontrada pelo ministério é firmar um pacto nacional com os municípios. As prefeituras se comprometeriam a extinguir seus lixões, executando ações e cumprindo requisitos estabelecidos pelo governo. Em contrapartida, receberiam recursos federais.

A proposta prevê a assinatura de acordos de não persecução penal com o Ministério Público, o repasse de recursos federais para estudos de viabilização e implementação dos aterros sanitários e a extensão do prazo para o fim dos lixões.

O governo acredita que haverá grande adesão dos municípios. O receio dos prefeitos, externado a integrantes do ministério, é o de que a partir de 3 de agosto, dia seguinte ao prazo estipulado pela lei, as prefeituras e seus secretários sejam processados pelo Ministérios Públicos Estaduais.

Além do prejuízo na Justiça, a medida tende a causar desgaste político aos prefeitos perante o eleitorado em ano de eleições municipais.

O ministério estima cerca de R$ 7 bilhões para o programa. A intenção é a de que o presidente Lula publique um decreto em 2 de julho, a um mês do fim do prazo previsto na lei. A proposta ainda depende da palavra final da Casa Civil, que analisará o texto nesta semana.

Integrantes do ministério devem apresentar em breve a proposta para a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e para a Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) com o objetivo de oferecer mais segurança jurídica para quem aderir ao pacto.

A falta de destinação correta de resíduos sólidos no Brasil é explicada, em parte, pela falta de investimento pelas prefeituras. Para tentar driblar esse cenário, o marco legal do saneamento estabeleceu que os municípios deveriam criar uma cobrança para bancar os serviços relacionados ao lixo.

Essa taxa ou tarifa deveria ter sido definida até julho de 2021. Contudo, apenas 44% das cidades declararam possuir cobrança por esses serviços (2.226 municípios), de acordo com a última divulgação do SNIS.

Em abril deste ano, a Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA) informou que somente 438 municípios haviam enviado informações ao órgão sobre o instrumento de cobrança para o manejo de resíduos sólidos.

A ideia do governo federal é estimular a atração de capital privado para os futuros aterros, aproveitando o potencial de geração de biometano a partir dos resíduos. O gás pode ser usado, entre outras coisas, na geração de energia termoelétrica.

Deu na CNN Brasil

Meio Ambiente

Bancada se divide sobre PEC das terras de marinha

Arte: Poder360

A bancada federal do Rio Grande do Norte está dividida quanto aos efeitos da PEC 03/2022, que trata da regulamentação e uso das terras de marinha, enquanto uns são favoráveis, outros são contra ou estudam o assunto e aguardam o momento oportuno para se pronunciar. No Senado Federal, onde aguarda pauta de votação, o senador Styvenson Valentim (Podemos) já se posiciona favoravelmente, porque “isso e coisa das Capitanias Hereditárias e cobranças indevidas”.

Styvenson Valentim declarou que “foi a maior mentira que inventaram essa história de privatização”, explicando que recentemente esteve em Lima, no Peru, “e lá fizeram, para valorizar áreas que não eram valorizadas, um restaurante que segue dentro do mar”, como naquele trapiche que entra mar adentro na praia da Redinha, na Zona Norte de Natal.

Segundo Valentim, o importante é que na próxima semana haverá o debate temático, que “vai esclarecer toda a questão”.

Já a senadora Zenaide Maia (PSD) já antecipou que votará “não”, porque que considera a emenda inconstitucional: “Privatiza as praias e o litoral brasileiro. É um absurdo”. “Os terrenos de marinha na nossa costa são propriedade da União, até por segurança nacional”, complementa a senadora.

Mas, em nenhum trecho a PEC trata das áreas de praia – as faixas de areia como conhecemos –, que são bens públicos de uso comum, com acesso livre ao mar garantido.

Como não costuma se posicionar antes de alguma matéria ir à discussão na Casa, o senador Rogério Marinho (PL) aguardará o agendamento da pauta: “Não acredito que seja votado agora”.

O deputado federal General Girão (PL) disse que no ano passado, quando a PEC tramitou sob o número 39/2011, votou favoravelmente à proposta. “Não é verdadeira a ideia difundida de que isso implicará a privatização das praias, o que de fato seria absurdo; o que se pretende é a regularização dos terrenos que já estão sob domínio útil dos Estados, Municípios ou particulares atualmente”.

No entanto, o General Girão afirmou que é a favor de que continue havendo uma ampla discussão no Senado Federal, como a sessão de debates temáticos que foi aprovada quinta-feira (6) pelos senadores. “Adaptações ao texto, para maior segurança jurídica, e de acordo com o que for discutido pela sociedade, podem ser muito bem-vindas”, destacou.

O deputado federal Sargento Gonçalves está no exercício do primeiro mandato e não acompanhou a tramitação da matéria em 2022. Porém, informou que “precisa estudar melhor o texto da PEC, pois ainda não tem convicção formada sobre a matéria”.

Gonçalves acrescentou que “até tratou do tema com um pessoal da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério da Economia: “Como afirmei anteriormente, não tenho uma convicção formada sobre o assunto”.

Sargento Gonçalves informou, inclusive, que lhe chegou uma demanda sobre uma desapropriação do distrito de Diogo Lopes, em Macau. Por ser uma área de propriedade da União, de proteção ambiental, mas, a comunidade está lá há décadas. Envolvia algo neste sentido”.

O deputado federal Fernando Mineiro (PT) não participou da votação da proposta na Câmara dos Deputados em 2022, pois chegou à Casa pela primeira vez este ano, mas se posiciona contra a matéria: “Eu não estava lá, se estivesse teria votado contra, porque privatiza as praias brasileiras”.

Já no exercício do segundo mandato, a deputada Federal Natália Bonavides (PT) votou contra em 2022 e disse que a “a proposta retira a propriedade desses terrenos da União”. Ela também argumenta que “é uma forma de restringir o acesso das pessoas às praias e facilitar a degradação das orlas e das praias do país’.

Os deputados Robinson Faria (PL) e Paulinho Freire não exerciam mandato em 2022, por ocasião da aprovação da matérias, mas não responderam sobre a questão, no momento. Os deputados federais Benes Leocádio (União) e João Maia (PP) já ocupavam cadeiras na Câmara Federal e, também, não responderam.

O governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estimou em novembro de 2019 que a venda de terrenos de marinha poderia resultar em ganho de R$ 140 bilhões à União. Com a variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) até abril de 2024 (dado mais recente disponível) são R$ 184 bilhões. Apesar do quanto poderia render à União, o Governo Lula tem se posicionado contra a proposta em tramitação no Congresso Nacional.

Lira nega que PEC trate de privatizar

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), negou que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada na Casa e em discussão no Senado trate de privatização de praias. A medida causou polêmica nos últimos dias nas redes sociais, com manifestações até mesmo da atriz Luana Piovani, que entrou num embate virtual com o jogador Neymar em torno do assunto. O governo se posicionou contrário à matéria.

“A narrativa que estão dando não é verdadeira. Não estamos a discutir privatização de praias”, disse Lira a jornalistas. “O texto é bastante diferente dessa narrativa pequena de dizer que se vai privatizar praias, que se vai ameaçar o meio ambiente, que vai se ameaçar a soberania de segurança nacional”, emendou.

O presidente da Câmara disse que não há nenhum problema com o texto que foi aprovado pelos deputados. O tema foi pautado no Senado sob relatoria do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Hoje, cidades inteiras são terrenos de Marinha, onde os proprietários moram. Ninguém vai destruir Florianópolis, vai? Alguém vai mudar Balneário Camboriú, Recife, Vitória do Espírito Santo, São Luiz do Maranhão? Então, essas cidades hoje quase 100% são terrenos de Marinha, e os proprietários ficam pagando laudêmio, isso precisa ser regularizado. Foi para isso que a PEC foi feita, com todo o respaldo de 400 votos de deputados”, argumentou Lira.

Na segunda-feira (3) o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que o governo é contra a PEC da forma como está e que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá trabalhar contra a proposta na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.

A PEC retira a obrigatoriedade de pagamento de taxa à União por pessoas que ocupam essas áreas. Além disso, esses territórios da Marinha poderiam ser transferidos a entes privados mediante pagamento.

Atualmente, o imóvel é compartilhado entre o morador ou ocupante, que detém 83%, e a União, com 17% da área.

Entenda porque é errado falar em privatização

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 3 de 2022, em tramitação no Senado, ganhou os holofotes nos últimos dias com a pecha de ser uma proposta que permitiria a privatização de praias. No entanto, há uma leitura equivocada do texto da A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 3 de 2022, em tramitação no Senado, que não cita efetivamente as praias e na realidade trata só dos chamados terrenos de marinha.

Em nenhum trecho a PEC trata das áreas de praia –as faixas de areia como conhecemos–, que são bens públicos de uso comum, com acesso livre ao mar garantido. Isso não mudaria na lei. Os terrenos de marinha de propriedade da União abordados na proposta ficam mais de 30 metros distantes da faixa de areia.

Mas o que é um terreno de marinha? Apesar do nome, as terras de marinha não pertencem à Marinha, que é parte das Forças Armadas. São terrenos de propriedade da União, localizados entre a linha imaginária da média das marés, chamada de LPM (Linha de Preamar Média). Essa linha foi estabelecida pela Carta Náutica de 1831 e da média das enchentes comuns daquela época.

Trata-se de um resquício do período imperial, que criou uma área de proteção à soberania nacional próxima à costa. Os terrenos de marinha compreendem uma faixa de 33 metros para dentro do continente a partir da LPM. E essa linha fica 30 metros distante das praias. Além do mar, a faixa passou a ser aplicada posteriormente às margens de rios e lagos.

Atualmente, quem ocupa áreas nessa faixa, sejam os Estados, municípios ou agentes privados, compartilham a propriedade desses terrenos com a União, que detém 17% do valor da terra. Por isso, os moradores dessas áreas pagam duas taxas para o governo federal, chamadas de foro e laudêmio – esta última é paga sempre que um imóvel na área é vendido, numa taxa de 5% do valor da terra. que não cita efetivamente as praias e na realidade trata só dos chamados terrenos de marinha.

A PEC, proposta em 2011 pelo ex-deputado federal Arnaldo Jordy (Cidadania-PA) e aprovada em 2022 pela Câmara com o apoio dos Estados e municípios litorâneos, nada mais trata do que acabar com as taxas existentes.

Em vez de cobrar taxas referentes aos seus 17% de participação nos terrenos, o governo federal poderá vender sua parcela para quem já ocupa os tais terrenos de marinha.

Deu na Tribuna do Norte

Meio Ambiente

Desperdício de água cai pela primeira vez em seis anos no Brasil

Foto: Reprodução/Freepik

Após seis anos seguidos de aumento, o desperdício de água caiu no Brasil. Um estudo do Instituto Trata Brasil, divulgado nesta quarta-feira (5), apontou que 37,8% de toda a água potável produzida no país foi perdida antes de chegar às residências em 2021, ano mais recente com dados disponíveis, representando uma melhora em relação aos 40,3% observados anteriormente. Apesar dessa progressão, o índice continua longe da meta de 25% estabelecida pelo Ministério do Desenvolvimento Regional para 2034. Luana Pretto, Presidente Executiva do Instituto Trata Brasil, enfatiza a urgência de reduzir o desperdício, apontando para a necessidade de uma gestão mais eficiente da água frente às adversidades climáticas e ao aumento da demanda. A magnitude dessa perda é equivalente a cerca de 7.600 piscinas olímpicas desperdiçadas todos os dias, um volume suficiente para abastecer a população do Rio Grande do Sul por mais de cinco anos.

A recente tragédia de enchentes no Rio Grande do Sul afetou gravemente o abastecimento de água e ressaltou a fragilidade do sistema hídrico do país frente às mudanças climáticas. Essa estatística se torna ainda alarmante ao considerar que mais de 32 milhões de brasileiros ainda vivem sem acesso à água tratada. Os obstáculos para diminuir o desperdício de água são diversos, incluindo a necessidade de investimentos substanciais em saneamento básico e a modernização dos sistemas de distribuição de água. Além disso, problemas como vazamentos nas redes de distribuição, desvios irregulares e erros na medição dos hidrômetros são apontados como causas significativas das perdas.

Deu na JP News

Meio Ambiente

Drive-thru para recebimento de lixo eletrônico começa na terça-feira em Natal

Foto: Alex Régis

Por mais um ano, no mês de junho, durante a Semana do Meio Ambiente 2024, Natal terá quatro pontos para descarte de resíduos eletroeletrônicos. A ação intitulada o “Drive-thru do Lixo Eletrônico” é uma iniciativa da Prefeitura, com o objetivo de recolher equipamentos que não têm mais utilidade para população e evitar que sejam descartados incorretamente.

A coleta estará nas quatro zonas da cidade e começa na terça-feira (4) até a sexta-feira (7). Serão coletados equipamentos de uso doméstico de pequeno e médio porte como computadores, impressoras, telefones, carregadores e eletrodomésticos.

Na terça-feira (4), das 10h às 13h, o drive-thru será no Partage Norte Shopping, na zona norte; na quarta-feira (5), das 9h às 12h, no estacionamento do CCAB-SUL, em Capim Macio, na zona sul; na quinta-feira (6), na Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, em Nossa Sra. de Nazaré, das 9h às 12h, na zona oeste; e na sexta-feira (7) no Shopping 10, localizado no Alecrim, na zona leste, também das 9h às 12h.

Os resíduos eletrônicos possuem vários materiais em sua composição, como vidro, plásticos e metais, o descarte adequado garante que eles serão desmontados e esses materiais usados como matéria prima em novas produções, contribuindo com a redução de retirada de recursos da natureza.

A Sema 2024 também mobiliza várias secretarias municipais e órgãos da administração indireta, além de parceiros da iniciativa privada. Com o tema “Cidades Costeiras Resilientes: Desafios Climáticos”, o evento conta com vasta programação. Confira a programação completa aqui.

Deu na Tribuna do Norte

Meio Ambiente

Natal vai sediar um dos maiores eventos sobre reciclagem do Nordeste

Foto: Reprodução

Natal vai sediar um dos maiores eventos de reciclagem do Nordeste. Nos dias 13 e 14 de junho, acontece na capital potiguar o 3º Fórum de Reciclagem de Resíduos Sólidos do Rio Grande do Norte, com foco na responsabilidade compartilhada e a participação de nomes que são referências nacionais em um dos setores que mais cresce no Brasil.

A edição 2024 do evento, que se firmou no calendário regional de iniciativas voltados à reciclagem no Estado, vai ter como sede a Federação das Indústrias (Fiern), que apoia a sua realização. Palestras de Fabrício Soler, Luciana Balbino e Geraldo Rufino estão na programação.

Geraldo Rufino ficou famoso no país por ter uma história inspiradora, marcada pelo espírito empreendedor e resiliência. Ele saiu de uma condição extremamente modesta, de catador de latas na rua, para se tornar dono de uma rede de reaproveitamento e venda de peças de caminhões. Um caso que lhe rendeu milhões de seguidores nas redes sociais, entrevistas de grande audiência e palestras em todo o país.

O presidente do SindRecila-RN, Etelvino Patrício, explica o tema da terceira edição: “Responsabilidade compartilhada: nosso papel social, da geração à destinação de resíduos”. “Vamos ter como foco as ações integradas para transformar o que seria descartado em novas oportunidades, passando por políticas públicas, pelo trabalho das empresas e cooperativas e, claro, pela colaboração da sociedade”, conta ele.

O evento acontece nos dois dias das 9h às 18h, com painéis e palestras, além de apresentações culturais relativas ao tema. No mesmo horário, de modo paralelo, empresas ligadas ao setor farão exposição de produtos, serviços e iniciativas.

As inscrições já podem ser feitas pelo link https://bigticket.com.br/forum_reciclagem-rn, ao valor de R$ 100,00 (há ingressos sociais). As vagas são limitadas.

Deu na Tribuna do Norte

Meio Ambiente

Governo do RN autoriza início das obras de restauração de rodovias estaduais

A governadora Fátima Bezerra assinou nessa sexta-feira (03), a ordem de serviço para obras de restauração de nove trechos de rodovias estaduais sob jurisdição dos distritos rodoviários de Mossoró e Pau dos Ferros. Eles compõem o Lote 1 do Programa de Restauração de Rodovias Estaduais, recentemente licitado pela Secretaria da Infraestrutura, totalizando 210,5 quilômetros.

Fazem parte do lote, entre outras, a RN-015, trecho entre Mossoró e Baraúna; o trecho Mossoró/Governador Dix-sept Rosado da RN-117, e 41 quilômetros da RN-177, de Pau dos Ferros a São Miguel.

Financiado por recursos da primeira parcela do empréstimo no âmbito do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), no valor de R$ 428 milhões, o programa de restauração de rodovias contempla quase 800 quilômetros de estradas nos sete distritos rodoviários do Estado.

Na solenidade de assinatura da ordem de serviço, realizada no Auditório da Governadoria, com a presença de prefeitos, a governadora Fátima Bezerra disse que este e o primeiro de um total de três lotes, cujos trechos foram selecionados levando em conta as condições de precariedade do piso, a atividade econômica e o fomento ao turismo.

A governadora Fátima Bezerra lembrou que a previsão era iniciar as obras em junho, mas o prazo está sendo antecipado em 30 dias.

Os dois outros lotes, contendo 24 trechos, estão em fase final de licitação. Segundo o secretário de Infraestrutura, Gustavo Coelho, os serviços das estradas do primeiro lote serão iniciados em três frentes: De Mossoró a Baraúna; de Mossoró a Governador Dix-sept Rosado; e de Pau dos Ferros a São Miguel. Gustavo lembrou que a maioria das rodovias estaduais tem “estrutura fadigada” porque há muito tempo não passavam por manutenção adequada.

“Não será uma simples operação tapa-buracos. Na linguagem da engenharia rodoviária, trata-se de restauração. Vamos mexer na estrutura do piso e fazer o recapeamento geral desses trechos selecionados, incluindo a sinalização horizontal e vertical, tão importantes para a segurança viária”, informou o secretário.

A prefeita do município de Pau dos Ferros, Marianna Almeida, participou da cerimônia de assinatura da ordem de serviço. “As expectativas são as melhores possíveis, a gente vem lutando há tempo para que os serviços chegassem, de fato, a Pau dos Ferros, que é cidade polo do Alto Oeste Potiguar. São 36 municípios que convergem diretamente para Pau dos Ferros. Vemos, com muita alegria, a ordem de serviço de execução plena do serviço para melhorar a vida dos pau-ferrenses e da nossa região”.

Trechos Rodoviários

A RN-177 é uma das principais vias de circulação de pessoas e mercadorias da região Oeste Potiguar. Boa parte do abastecimento de mercadorias para as cidades de Encanto, Doutor Severiano, São Miguel, Venha Ver e Coronel João Pessoa passa pelo trecho que será restaurado. Além disso, interliga parte do Alto Oeste ao Ceará e é usada no transporte de estudantes para os campi da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UEFRN), Universidade Federal do Semi-Árido (UFERN) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN).

O trecho entre Mossoró e Governador Dix-sept Rosado tem um dos maiores fluxo de veículos entre as rodovias estaduais do Oeste. Na região é produzido petróleo, produtos agrícola e explorado o calcário para a produção de cimento. A RN-117 interliga a região de Mossoró ao Médio Oeste. Um outro trecho, que vai até Caraúbas já está no radar de obras do governo do Estado, programado para a segunda fase do programa de restauração de rodovias.

Pela RN-015 de Baraúna, são transportadas a safra agrícola da região de Mossoró, com destaque para a fruticultura irrigada, e a produção de cimento. “Essa obra vem em boa hora, no momento em que estamos negociando a vinda de empresas para o nosso município”, disse a prefeita de Baraúna, Maria Divanize Oliveira.

Deu na Tribuna do Norte

Cidade, Meio Ambiente

Terceiro maior reservatório do RN, Barragem de Umari volta a sangrar

 

A Barragem Senador Jessé Pinto Freire, mais conhecida como Barragem de Umari, localizada em Upanema, no Oeste potiguar, atingiu a capacidade máxima neste sábado (04). A última sangria do reservatório, o terceiro maior do Rio Grande do Norte, aconteceu em 09 de abril do ano passado.

O registro do momento de vertedouro da barragem foi capturado em vídeo durante a manhã, com a queda d’água ao longo da parede do reservatório. A estrutura tem capacidade total de 292.813.650 metros cúbicos de armazenamento.

No relatório do dia 15 de fevereiro da Instituto de Gestão das Águas (Igarn), o reservatório estava com 219.149.906 m³, percentualmente, 74,84% da sua capacidade total.

Quando consideradas todas as reservas hídricas superficiais do RN, que correspondem à somatória dos volumes das barragens e açudes monitorados pelo Igarn, o volume chega a acumulam 3.409.233.773 m³, percentualmente, 75,38% da capacidade total, que é de 4.438.663.499 m³.