Mundo

Israel mata comandante de divisão de elite do Hamas em novo ataque aéreo

 

As Forças de Defesa de Israel (FDI) divulgaram nesta quinta-feira (20) que mataram um comandante da divisão de elite do Hamas no norte da Faixa de Gaza. O terrorista foi identificado como Ahmed Hassan Salame Alsauarka.

A operação aérea direcionada foi realizada com base em dados da inteligência israelense, o Shin Bet (Agência de Segurança de Israel), segundo os militares.

Alsauarka fintegrava um esquadrão das Forças Nukhba, que participou dos massacres no sul de Israel em 7 de outubro. Além disso, o terrorista foi classificado por Israel como um atirador do Hamas que liderou atividades do grupo na região de Beit Hanoun, participando de siversos ataques contra soldados das FDI.

Segundo fontes militares, foi feita uma extensa busca em uma região onde havia suspeitas da presença do Hamas e, posteriormente, a identificação de Alasuarka na área de Beit Hanoun. Nenhum civil ficou ferido durante o ataque.

Deu na Gazeta do Povo

Mundo

UE aprova novo pacote de sanções contra Moscou visando pela 1ª vez o gás russo

Bandeiras da União Europeia em Bruxelas| Foto: REUTERS/Johanna Geron

 

Os países da União Europeia (UE) concordaram com um 14º pacote de sanções contra a Rússia por causa da guerra na Ucrânia, disseram diplomatas nesta quinta-feira (20), incluindo suas primeiras restrições ao gás russo.

O pacote proíbe a reexportação de gás natural liquefeito (GNL) russo em águas da UE, mas não chega a proibir as importações, como o bloco fez em 2022 para o petróleo marítimo russo. Alguns países da UE ainda importam gás de gasoduto da Rússia via Ucrânia.

No entanto, especialistas do mercado de gás dizem que a medida terá pouco impacto, já que os transbordos de gás via portos da UE para a Ásia representam apenas cerca de 10% do total das exportações russas de GNL.

O pacote também sanciona três projetos russos de GNL e inclui uma cláusula destinada a permitir que a Suécia e a Finlândia cancelem os contratos russos de GNL, segundo diplomatas.

A Bélgica, que detém a presidência rotativa da UE até 1º de julho, disse na plataforma de mídia social X que o pacote “maximiza o impacto das sanções existentes ao fechar brechas”.

“Esse pacote contundente impedirá ainda mais o acesso da Rússia às principais tecnologias. Ele privará a Rússia de mais receitas de energia. E combaterá a frota e a rede de bancos paralelos de Putin no exterior”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no X.

Os países debateram as novas medidas por mais de um mês e, por fim, diluíram uma das propostas da Comissão, que visava evitar ainda mais evasões, a pedido da Alemanha.

A medida abandonada teria forçado as subsidiárias de empresas da UE em países terceiros a proibir contratualmente a reexportação de seus produtos para a Rússia. A UE está empenhada em interromper o fluxo de tecnologia de uso duplo, como chips de máquinas de lavar roupa que poderiam ser usados pela Rússia para fins militares.

Um diplomata da UE disse que a Alemanha havia solicitado uma avaliação de impacto e que a medida poderia ser incluída em uma data posterior.

Deu na Gazeta do Povo

Mundo

A ascensão científica da China assusta os EUA

 

Em meio à escala da rivalidade entre duas superpotências, a China e os Estados Unidos, há algo em comum entre elas: ambas reconhecem a importância da inovação como segredo para a superioridade geopolítica, econômica e militar.

A matéria de capa da revista britânica The Economist  desta semana esmiúça o porquê Washington está assustado com os avanços da ciência e da tecnologia liderados por Pequim.

A publicação, considerada uma das “bíblias” do liberalismo e do discurso anti-China, reconhece a força chinesa na ciência global com a manchete The rise of Chinese science: Welcome or worrying?” (A ascensão da ciência chinesa: Bem-vinda ou preocupante?, em tradução livre).

O texto ressalta que o presidente chinês, Xi Jinping, espera que a ciência e a tecnologia ajudem seu país a ultrapassar os Estados Unidos. Na tentativa de impedir que a China ganhe vantagem tecnológica, os políticos dos EUA têm usado uma combinação de controles de exportação e sanções.

A estratégia dos EUA tem poucas chances de dar certo, pondera a The Economist, que classifica a abordagem estadunidense como equivocada. “Se os Estados Unidos querem manter sua liderança — e obter o máximo benefício da pesquisa dos talentosos cientistas chineses — fariam melhor em focar menos em conter a ciência chinesa e mais em se impulsionar adiante”, observa.

Ciência para segurança alimentar

Um dos feitos da China que surpreende os autores do texto da revista britânica é o trabalho da Academia Chinesa de Ciências (CAS, da sigla) em Pequim, que é a maior organização de pesquisa do mundo com atuação em diversas áreas, desde a biologia vegetal até a física de supercondutores.

Na área de biologia das culturas alimentares, chama a atenção a enormidade de estudos. Nos últimos anos, cientistas chineses descobriram um gene que, quando removido, aumenta o comprimento e o peso dos grãos de trigo; outro que melhora a capacidade de culturas como sorgo e milheto crescerem em solos salinos; e um que pode aumentar a produção de milho em cerca de 10%.

No outono do ano passado, agricultores em Guizhou, província no sudoeste da China, completaram a segunda colheita de arroz gigante geneticamente modificado desenvolvido por cientistas da CAS.

Esses estudos são resultado do empenho liderado pelo Partido Comunista Chinês (PCCh) para impulsionar a pesquisa agrícola, considerada como crucial para garantir a segurança alimentar do país, e transformá-la como uma prioridade para os cientistas chineses.

Na última década, a qualidade e a quantidade de pesquisas sobre culturas produzidas na China cresceram imensamente, e agora o país é amplamente considerado um líder na área.

Medida do sucesso na ciência

Uma maneira de medir a qualidade da pesquisa científica de um país é contabilizar o número de artigos de alto impacto produzidos a cada ano — ou seja, publicações que são citadas com mais frequência por outros cientistas em seus próprios trabalhos posteriores.

Em 2003, os Estados Unidos produziram 20 vezes mais desses artigos de alto impacto do que a China, de acordo com dados da Clarivate, uma empresa de análise científica. Em 2013, os EUA produziram cerca de quatro vezes o número de principais artigos, e, no lançamento mais recente dos dados, que examina artigos de 2022, a China superou tanto os Estados Unidos quanto toda a União Europeia (UE).

A China lidera o mundo no Índice Nature, criado pela prestigiada revista de mesmo nome para contabilizar o número de artigos publicados em um conjunto de revistas de renome. Para serem selecionados, os artigos devem ser aprovados por um painel de revisores que avaliam a qualidade, novidade e potencial impacto do estudo.

Quando o Índice Nature foi lançado, em 2014, a China ocupava a segunda posição, contribuindo com menos de um terço dos artigos elegíveis em comparação com os Estados Unidos. Em 2023, a China alcançou o primeiro lugar. De acordo com o Leiden Ranking, que avalia o volume de produção científica, seis universidades ou instituições chinesas estão agora entre as dez melhores do mundo. Pelo Índice Nature, são sete instituições.

Essas universidades chinesas, como Shanghai Jiao Tong, Zhejiang e Peking (Beida), estão começando a ser mencionadas ao lado de instituições ocidentais renomadas como Cambridge, Harvard e ETH Zurich. A Tsinghua está na liderança mundial em em ciência e tecnologia. Essa conquista extraordinária foi alcançada em apenas uma geração.

Em especial ao longo da última década, cientistas chineses ganharam vantagem nessas duas medidas amplamente observadas de ciência de alta qualidade, e o crescimento da pesquisa de ponta no país não mostra sinais de desaceleração. A antiga ordem mundial da ciência, dominada por América, Europa e Japão, está chegando ao fim.

Conquistas da China na ciência

Atualmente, a China lidera o mundo nas ciências físicas, química e ciências da Terra e ambientais. A pesquisa aplicada é um ponto forte da potência asiática, que domina publicações sobre painéis solares de perovskita, que são potencialmente mais eficientes do que as células de silício convencionais na conversão de luz solar em eletricidade.

Químicos chineses desenvolveram um novo método para extrair hidrogênio da água do mar usando uma membrana especializada para separar água pura, que pode ser dividida por eletrólise. Em maio de 2023, foi anunciado que cientistas, em colaboração com uma empresa estatal de energia chinesa, desenvolveram uma fazenda flutuante piloto de hidrogênio na costa sudeste do país.

A China também produz mais patentes do que qualquer outro país. Com sua base industrial forte, combinada com energia barata, isso permite uma produção em larga escala rápida de inovações físicas, como materiais.

O país também demonstra seu poder científico de maneiras mais visíveis. No início deste mês, a nave espacial robótica Chang’e-6 da China pousou em uma cratera gigante no lado escuro da Lua, coletou amostras de rochas, plantou uma bandeira chinesa e partiu de volta para a Terra. Se retornar com sucesso no final do mês, será a primeira missão a trazer de volta amostras desse lado difícil de alcançar da Lua.

Estrutura da ciência chinesa

A reformulação da ciência chinesa foi alcançada focando em três áreas: investimento, equipamentos e pessoas. Em termos reais, os gastos da China em pesquisa e desenvolvimento (P&D) cresceram 16 vezes desde 2000.

Segundo os dados mais recentes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 2021, a China ainda está atrás dos EUA em gastos totais em P&D, com 668 bilhões de dólares, em comparação com 806 bilhões de dólares dos EUA em paridade de poder de compra.

No entanto, em termos de gastos apenas por universidades e instituições governamentais, a China ultrapassou os EUA. Nesses locais, os EUA ainda gastam cerca de 50% a mais em pesquisa básica, mas a China está investindo fortemente em pesquisa aplicada e desenvolvimento experimental.

Os investimentos são cuidadosamente direcionados para áreas estratégicas. Em 2006, o PCCh publicou sua visão para o desenvolvimento científico nos próximos 15 anos. Desde então, os planos quinquenais de desenvolvimento do partido incluíram projetos científicos.

O plano atual, publicado em 2021, visa impulsionar pesquisas em tecnologias quânticas, inteligência artificial (IA), semicondutores, neurociências, genética e biotecnologia, medicina regenerativa e exploração de áreas “fronteiriças” como espaço profundo, oceanos profundos e os polos da Terra.

Formação de cientistas

O desenvolvimento científico na China tem sido impulsionado por iniciativas como o “Projeto 211”, o “Programa 985” e a “China Nine League”, que forneceram financiamento a laboratórios selecionados para aprimorar suas capacidades de pesquisa.

Universidades chinesas oferecem bônus significativos aos funcionários, estimados em uma média de 44 mil dólares, podendo chegar até 165 mil dólares, para publicações em revistas internacionais de alto impacto.

Entre 2000 e 2019, mais de 6 milhões de estudantes chineses foram estudar no exterior, retornando recentemente em grande número com novas habilidades e conhecimentos. Dados da OCDE indicam que, desde o final dos anos 2000, mais cientistas estão voltando para a China do que saindo. Atualmente, a China emprega mais pesquisadores do que os Estados Unidos e a União Europeia juntos.

Programas de incentivo, como o “Youth Thousand Talents” lançado em 2010, oferecem bônus únicos de até 150 mil dólares e subsídios de até 420 mil dólares para montar laboratórios. Esse programa atraiu jovens pesquisadores de alta qualidade, que rapidamente se tornaram líderes em suas áreas.

Equipamentos e infraestrutura

A China tem investido pesadamente em equipamentos científicos. Em 2019, o país já tinha um inventário impressionante de hardware, incluindo supercomputadores, o maior radiotelescópio de abertura preenchida do mundo e um detector subterrâneo de matéria escura.

Desde então, a lista só cresceu, com a adição do detector de raios cósmicos ultra-alta energia mais sensível do mundo, o campo magnético de estado estacionário mais forte e, em breve, um dos detectores de neutrinos mais sensíveis do mundo.

Laboratórios individuais nas principais instituições chinesas estão bem equipados, com máquinas em instituições acadêmicas chinesas mais impressionantes e expansivas do que as dos EUA. No Advanced Biofoundry do Shenzhen Institute of Advanced Technology, por exemplo, há um edifício incrível com quatro andares de robôs.

Com universidades chinesas cada vez mais equipadas com tecnologia de ponta e pesquisadores de elite, além de salários competitivos, as instituições ocidentais tornam-se menos atraentes para jovens cientistas chineses. O resultado é que os estudantes na China não veem os EUA como uma ‘Meca científica’ da mesma forma que seus orientadores poderiam ter visto.

Conquistas em Inteligência Artificial

Em 2019, apenas 34% dos estudantes chineses que trabalhavam na área de inteligência artificial permaneceram no país para estudos de pós-graduação ou trabalho. Esse número subiu para 58% em 2022, segundo dados do AI Talent Tracker da MacroPolo, um think-tank estadunidense. Em comparação, nos EUA, esse percentual era de cerca de 98% em 2022.

Atualmente, a China contribui com cerca de 40% dos artigos de pesquisa mundiais em IA, em contraste com aproximadamente 10% dos EUA e 15% da União Europeia e Reino Unido combinados. Um dos artigos de pesquisa mais citados de todos os tempos, demonstrando como redes neurais profundas podem ser treinadas para reconhecimento de imagens, foi escrito por pesquisadores de IA trabalhando na China, embora para a Microsoft, uma empresa dos EUA.

Crescimento em pesquisa e desenvolvimento

O crescimento na qualidade e quantidade da ciência chinesa parece improvável de parar tão cedo. Os gastos com pesquisa em ciência e tecnologia continuam aumentando, com o governo anunciando um aumento de 10% no financiamento para 2024.

Em 2020, as universidades chinesas concederam 1,4 milhão de diplomas em engenharia, sete vezes mais do que os EUA. A China agora educou, no nível de graduação, 2,5 vezes mais pesquisadores de IA de primeira linha do que os EUA. Até 2025, espera-se que as universidades chinesas produzam quase o dobro de doutores em ciência e tecnologia em comparação com os EUA.

Informações da Revista Fórum

Mundo

Brasil se recusa a assinar declaração de cúpula que quer paz na Ucrânia

Foto: EFE

 

A Cúpula da Paz na Ucrânia, que reuniu cerca de 60 líderes mundiais e representantes de 90 governos, terminou neste domingo (16) com uma declaração conjunta apelando à segurança do trânsito nuclear e marítimo. Mas o Brasil e 12 outros países em desenvolvimento e os parceiros da Rússia em certos fóruns se recusaram a assinar o documento.

As informações são do governo da Suíça, país que foi o anfitrião da cúpula.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fez viagem à Europa nesta semana, decidiu não participar do encontro. A ausência foi proposital. Segundo a agência de notícias Reuters, o governo brasileiro pensa que não fazia sentido participar da cúpula, pois “não envolve os dois lados em conflito”.

O ditador russo Vladimir Putin não foi convidado. Por isso, Lula rejeitou os convites de Viola Amherd, presidente da Suíça, e enviou a embaixadora brasileira no país como representante.

Além do Brasil, também se recusaram a assinar Índia e África do Sul — que fazem parte, juntamente com Rússia e China, do grupo de economias emergentes Brics —, assim como o México.

Também não assinaram o documento Armênia, Bahrein, Indonésia, Eslováquia, Líbia, Arábia Saudita, Tailândia e Emirados Árabes Unidos, enquanto 80 nações o fizeram, incluindo a grande maioria dos países da União Europeia, Estados Unidos, Japão, Argentina, Chile e Equador.

No final da segunda sessão plenária de líderes, realizada hoje, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, agradeceu às delegações pela sua participação e por compreenderem que “estamos todos interessados ​​no fato de não haver perigo nas centrais nucleares e outras instalações atômicas”.

“Estou grato que os participantes nesta conferência compreenderam isto e a necessidade de restaurar a segurança total na fábrica de Zaporizhzhia, capturada pela Rússia”, acrescentou.

“Agradeço também a cada um de vocês por nos apoiar em nossos esforços para garantir uma navegação segura e preservar o livre fluxo de alimentos”, disse o mandatário ucraniano.

“Quero enfatizar que a segurança alimentar é vital, não somente para os países do Sul Global, mas literalmente para todos os países do mundo. Qualquer perturbação nos mercados de alimentos é um caminho direto para o caos que a Rússia deseja”, disse Zelensky.

O documento produzido pela cúpula defende a integridade territorial da Ucrânia perante a invasão russa e pede que o país invasor colabore com troca de prisioneiros de guerra inteiramente e devolva crianças.

Informações da Gazeta do Povo

Mundo

Brasil será ouvido quando adotar princípio das nações civilizadas, diz Zelensky

 

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky(foto), se manifestou neste domingo, 16, ao final da cúpula para a paz na Ucrânia, sobre o fato de o Brasil não ter assinado a declaração final do evento.

Questionado sobre as ausências do Brasil e da China na assinatura do documento, Zelensky afirmou que os dois países serão ouvidos quando “adotarem princípios das nações civilizadas”.

Disse que não há “nenhum mal entendido”diplomático em relação ao conflito: “A guerra não é uma divergência, é outra coisa”.

“A Rússia está sendo um país de ocupação e está fazendo contra outro país, no caso, a Ucrânia, que é uma vítima. Não há uma divergência de opiniões, nenhum mal entendido diplomático. É um caso bastante grave e com muitas vítimas. Não fomos nós que começamos esta guerra, afirmou o presidente ucraniano.

A Ucrânia tem direito à sua independência, à integridade territorial do seu país e o sucesso desta cúpula passa também por todos terem reconhecido isso e foi um apoio robusto ao que aconteceu aqui pela Ucrânia”, disse, acrescentando que “quando o Brasil e a China adotarem os princípios expressos pela comunidade internacional, que uniram todos nós hoje como nações civilizadas, deveremos então unir esforços de todo o mundo nesse sentido”.

Zelensky afirmou que “muitos países defenderam que devia haver uma representação da Rússia, enquanto a maioria dos países não queria apertar a mão deles e tinham opiniões diferentes”.

Lula, como mostramos, recusou-se a comparecer ao evento, realizado na Suíça, alegando que a cúpula não alcançaria seu objetivo pela paz sem o envolvimento dos russos nas negociações.

Além do Brasil, que participou do evento como observador, a Arábia Saudita, o México, a Índia, a África do Sul e a Indonésia não assinaram a declaração final.

A lista de signatários inclui 84 nações, além da Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e o Conselho da Europa.

Lula já deu várias declarações controversas sobre o conflito, inclusive uma na qual disse que o governo de Kiev, vítima da invasão, também era responsável pela guerra. Em outra ocasião, disse que o apoio ocidental aos ucranianos estava apenas prolongando o conflito. Ou seja, Lula propagandeia a versão do Kremlin sobre a guerra.

Deu no Antagonista

Mundo

Homem armado com picareta e coquetel molotov é alvejado pela polícia antes de jogo da Euro; VEJA VÍDEO

Em um evento perturbador antes do confronto entre Polônia e Holanda pela Eurocopa, conforme informações do Globo Esporte, a polícia de Hamburgo foi forçada a abrir fogo contra um indivíduo ameaçador. Armado com uma picareta e um coquetel molotov, o homem representava uma ameaça iminente aos transeuntes.

Felizmente, não houve feridos no incidente, exceto pelo agressor, que sofreu ferimentos após ser baleado pela polícia, que disparou pelo menos seis vezes, segundo relatos da mídia local. O homem foi hospitalizado para tratamento médico após ser atingido nas pernas. A polícia descartou qualquer conexão do ataque com os eventos da Eurocopa, enfatizando que o ato ocorreu distante da Fan Zone, especificamente próximo à estação Reeperbahn S-Bahn.

O portal alemão NiUS capturou as cenas tensas em vídeo.

 

Informações do Terra Brasil Notícias

Censura, Mundo

Opositores são presos durante ato de campanha na Venezuela

Foto: Ronald Peña

 

Três opositores venezuelanos foram presos de forma arbitrária após organizarem um ato de campanha para as eleições de julho, denunciou neste sábado o candidato à presidência pela maior coalizão opositora do país, Edmundo González Urrutia.

Os detidos trabalham no comando de campanha da líder opositora María Corina Machado e “estiveram envolvidos recentemente em um ato do candidato Edmundo González em Maiquetía”, publicou na rede social X (antigo Twitter) o partido Vente. Os três detidos ampliam para 13 o número de colaboradores de María Corina presos, enquanto outros seis, com mandados de prisão, refugiaram-se na embaixada argentina.

O governo venezuelano, que não se pronunciou sobre as prisões, acusa a oposição de tramar planos conspiratórios contra Nicolás Maduro, que buscará o terceiro mandato consecutivo.

Existem atualmente 278 presos políticos na Venezuela, segundo um balanço da ONG Fórum Penal. A situação política no país tem gerado preocupações e críticas por parte de organizações internacionais, que pedem respeito aos direitos humanos e à liberdade de expressão. A comunidade internacional tem acompanhado de perto os desdobramentos políticos na Venezuela, especialmente diante das eleições presidenciais que se aproximam.

Deu na JP News

Mundo

“Devemos eliminar urnas eletrônicas”, diz Elon Musk

Elon Musk em Bali, Indonésia, em 20 de maio de 2024. Bilionário opinou contra urnas eletrônicas em sua rede social X.| Foto: EFE/EPA/MADE NAGI

 

O bilionário Elon Musk disse neste sábado (15) que “devemos eliminar máquinas de voto eletrônico”, o que inclui urnas eletrônicas. “O risco de serem hackeadas (invadidas) por humanos ou por inteligência artificial, mesmo que pequeno, é ainda grande demais”, afirmou o empresário na rede social X, da qual é dono.

Musk estava reagindo a uma publicação de Robert F. Kennedy Jr., candidato independente nas eleições presidenciais dos Estados Unidos este ano, na mesma rede social.

Kennedy afirmou que as primárias em Porto Rico, território americano no Caribe, foram marcadas por “centenas de irregularidades de voto relacionada às máquinas de votação”. “Por sorte”, continuou, “havia registros em papel, então o problema foi identificado e a contagem de votos corrigida. O que acontece em jurisdições sem registros em papel?”

Para o candidato, os americanos precisam “voltar às cédulas em papel para evitar interferência eletrônica nas eleições”. Caso vença, seu governo “exigirá cédulas impressas e garantirá eleições honestas e justas”.

O político citou como fonte uma reportagem da agência de notícias Associated Press (AP). “O problema começou com uma falha de software que fez com que as máquinas fornecidas pela empresa Dominion Voting Systems calculassem incorretamente o total de votos”, disse à AP a presidente interina da comissão eleitoral de Porto Rico, Jessika Padilla Rivera.

Mais de 6000 mil máquinas da Dominion foram usadas nas primárias da ilha. A empresa tem um contrato com a comissão eleitoral que expira no fim de junho. Com a falha, a renovação é incerta. “Não podemos permitir que a confiança do público no processo de votação continue a ser prejudicada enquanto nos aproximamos das eleições gerais”, disse José Varela, vice-presidente da Câmara dos Deputados de Porto Rico.

Os porto-riquenhos elegerão em novembro o seu governador. Porém, como a ilha é um território não incorporado dos Estados Unidos, eles não têm direito de escolher o próximo presidente do país.

A inconsistência de contagem de votos atingiu os principais partidos, sem uma direção ideológica ou partidária aparente, e afetou votos para os cargos de governador e prefeito.

Diferenças entre máquinas Dominion e urnas eletrônicas brasileiras

Os Estados Unidos possuem um sistema eleitoral mais descentralizado que o Brasil, então a adoção das máquinas de votação como as produzidas pela Dominion varia de estado para estado e de condado para condado.

Existem diferentes tipos de máquinas Dominion, algumas imprimem um registro em papel do voto chamado VVPAT (sigla em inglês para “registro auditável em papel verificado pelo eleitor”). Algumas regiões contam os votos nessas máquinas diretamente, como se faz com as urnas eletrônicas brasileiras produzidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas há também contagem dos recibos impressos.

A urnas eletrônicas brasileiras não emitem recibos impressos para cada voto. O Paraguai, por sua vez, tem máquinas de votação que os emitem.
Em abril, a série de reportagens Twitter Files Brasil revelou, com comunicações internas da rede social, que o TSE quis coletar em massa dados pessoais de usuários do Twitter que participaram de campanhas com marcações de assunto com links (hashtags) a favor do “voto impresso auditável”. Segundo conselheiros sêniores do jurídico do Twitter, essa iniciativa do tribunal violava o Marco Civil e a Constituição.

Deu na Gazeta do Povo

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Manuscrito descoberto por brasileiro fala da infância de Jesus

 

Um manuscrito passou despercebidodurante muito tempo na Biblioteca Estadual e Universitária Carl von Ossietzky de Hamburgo. Mas, graças ao trabalho de pesquisadores, entre eles um brasileiro, o documento foi decifrado e agora é considerado o registro mais antigo da infância de Jesus Cristo.

O papel, datado de 1.600 anos, era considerado apenas uma nota antiga e privada. Ou seja, poderia ser uma carta pessoal ou uma lista de itens domésticos.

Entretanto, os papirologistas Lajos Berkes, do Instituto de Cristianismo e Antiguidade da Humboldt-Universität, e o brasileiro Gabriel Nocchi Macedo, da Universidade de Liège, identificaram o fragmento como a mais antiga cópia do evangelho apócrifo de Tomé.

Os evangelhos apócrifos são relatos da vida de Jesus que a maioria das igrejas cristãs, como a Igreja Católica, não reconhece.

As descobertas saíram na revista Zeitschrift für Papyrologie und Epigraphik. Apesar de as histórias não estarem na Bíblia, o papiro traz passagens que eram compartilhadas entre os fiéis na Antiguidade e na Idade Média.

Manuscrito conta milagre de Jesus

Por exemplo, há um milagre de Jesus, quando ele ainda era criança.

Ele brincava à beira de um riacho e fez 12 pardais de barro. Seu pai, José, o encontra naquela situação e briga com o menino, perguntando por que ele estava fazendo aquilo no santo sábado. Jesus, então com 5 cinco anos, bateu palmas e deu vida às figuras de barro.

“Nossas descobertas sobre esta cópia grega antiga da obra confirmam a avaliação atual de que o Evangelho da Infância segundo Tomé foi originalmente escrito em grego”, explica o professor brasileiro.

Segundo ele e Berks, o provavelmente é um exercício de escrita feito em escola ou mosteiro, por causa da caligrafia desajeitada e com traços irregulares. O fragmento tem 10 por cinco centímetros e contém apenas 13 linhas gregas (com cerca de 10 letras por linha).

É considerada uma descoberta significativa, uma vez que remonta aos primórdios do Cristianismo. “Por um lado, porque conseguimos datá-lo do século IV ao V, tornando-o o exemplar mais antigo conhecido. Por outro lado, porque pudemos obter novos insights sobre a transmissão do texto”, contou Berkes.

Deu no Metrópoles

Mundo

Número de deslocados à força no mundo bate recorde pelo 12º ano consecutivo, alerta ONU

Foto: AFP

O mundo registrou o recorde de 120 milhões de pessoas deslocadas à força até o fim de abril de 2024, alertou a ONU nesta quinta-feira (13), um número que não para de aumentar devido às guerras, violência e perseguições. Os deslocamentos forçados no mundo aumentaram pelo 12º ano consecutivo, uma consequência dos conflitos em Gaza, no Sudão e em Mianmar, afirmou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) em seu relatório anual. “A guerra continua sendo o motor dos deslocamentos em massa”, explicou o diretor do Acnur, Filippo Grandi, em uma entrevista coletiva em Genebra. O aumento da estatística é acelerado: há alguns meses, no final de 2023, o número de deslocados era de 117,3 milhões, número que já superava o resultado de 2022 em 10 milhões de pessoas. O planeta tem quase o triplo de pessoas deslocadas que o número registrado em 2012 e a quantidade atual é equivalente à população do Japão, alerta o relatório.

Venezuela, terceiro país com mais exilados

O Acnur destaca que 23 milhões destas pessoas estão nas Américas, onde acontecem “movimentos mistos de pessoas refugiadas e migrantes sem precedentes, frequentemente ao longo de rotas extremamente perigosas”. O Alto Comissariado, no entanto, registra avanços neste continente na adoção de “soluções para garantir a proteção, regularização e integração das pessoas em situação de deslocamento”. O relatório menciona os casos do Brasil, Colômbia, Peru e Equador, com “vastos programas de regularização para pessoas refugiadas e migrantes vulneráveis, garantindo documentação e acesso a serviços”.

O diretor regional do Acnur para as Américas, José Samaniego, elogiou e estratégia adotada em muitos países “para abordar as causas profundas do deslocamento nos países de origem, para responder às necessidades humanitárias e de proteção das pessoas em trânsito e para fortalecer a proteção, inclusão e soluções nos países de destino e de retorno”. Os dados do relatório mostram que o número de venezuelanos deslocados no exterior aumentou em 2023 de 5,4 milhões para 6,1 milhões de pessoas, a maioria em outros países latino-americanos, como a Colômbia, que abriga 2,9 milhões de venezuelanos. O número deixa a Venezuela como o terceiro país com o maior número de deslocados no exterior no mundo, atrás apenas de Afeganistão e Síria, e à frente da Ucrânia.

“Desprezo” ao direito internacional

O aumento das crises é visível e as mudanças climáticas afetam o deslocamento das populações e os conflitos, segundo Filippo Grandi. No ano passado, o Acnur declarou 43 situações de emergência em 29 países, ou seja, quatro vezes mais do que era habitual há alguns anos, insistiu o diretor da agência. Grandi atribuiu o aumento à “forma como os conflitos acontecem, com um desprezo total” ao direito internacional e “muitas vezes com o objetivo concreto de aterrorizar a população”.”E, a menos que aconteça uma mudança na geopolítica internacional, infelizmente, minha previsão é de que este número continuará aumentando”, acrescentou. Do total registrado no fim 2023, 68,3 milhões de pessoas estavam deslocadas dentro do seu próprio país, afirma o relatório. O número de refugiados e pessoas que precisam de proteção internacional também aumento, a 43,4 milhões, segundo o Acnur.

No relatório, o Alto Comissariado tenta mais uma vez desmentir a falsa percepção de que os refugiados e outros migrantes se dirigem quase sempre para os países ricos. “A grande maioria dos refugiados é recebida em países vizinhos, com 75% residindo em países de renda baixa ou média”, afirma o documento. Grande parte do aumento do número de deslocados à força no mundo é provocado pela guerra civil no Sudão, iniciada em abril de 2023 e que causou a fuga de mais de nove milhões de pessoas. Os combates na República Democrática do Congo e em Mianmar também provocaram milhões de novos deslocados no último ano. Na Faixa de Gaza, a ONU calcula que 1,7 milhão de pessoas (75% da população do território) foram deslocadas pela guerra entre Israel e o movimento islamista Hamas. A Síria prossegue como a maior crise do mundo neste sentido, com 13,8 milhões de pessoas deslocadas à força dentro ou fora do país, destaca o Acnur.

*Com informações da AFP

Publicado por Luisa Cardoso