Racismo

Lula destrói a credibilidade brasileira no cenário internacional

O presidente Lula comparou Israel aos nazistas durante viagem oficial à África.| Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

 

A língua sem freio de Lula voltou a atacar no encerramento de sua viagem à África – mas antes se tratasse apenas das boquirrotices habituais do presidente da República sobre assuntos como economia, por exemplo. Desta vez, Lula foi muito além do aceitável, e em duas breves frases ditas no domingo, em entrevista coletiva realizada na Etiópia, onde participou da abertura da 37.ª Cúpula da União Africana, deixou muito claro que está incondicionalmente alinhado com o que existe de pior no mundo em termos de autoritarismo e uso do terror contra uma população.

Ao comentar a morte de Alexei Navalny, ocorrida na sexta-feira, criticou a “pressa” dos que rapidamente atribuíram ao autocrata russo Vladimir Putin a responsabilidade pelo falecimento do seu principal opositor – o que incluiu praticamente todo o mundo livre. “Temos de primeiro fazer uma investigação para saber do que o cidadão morreu. (…) Para que essa pressa de acusar alguém?”, questionou o petista, que, para citar um caso recente, não esperou a investigação da Polícia Federal para chamar os envolvidos no empurra-empurra do aeroporto de Roma de “canalhas” e “animais selvagens” que “não merecem respeito”.

Aquilo que Lula chamou de “interesses” da parte de quem afirmou haver o dedo de Putin na morte de Navalny, no entanto, não tem nada de precipitação. Afinal, é inegável que o líder opositor já havia sofrido uma tentativa de envenenamento em 2020 com o uso de uma arma química que, segundo especialistas, só está disponível a agentes estatais – outros adversários de Putin foram atacados ou mortos com métodos semelhantes –, e as autoridades russas abortaram as investigações ainda na fase premilinar. Navalny estava em uma prisão remotíssima, e o governo russo se recusa a entregar o corpo para uma autópsia independente. Mesmo na hipótese de a causa imediata da morte de Navalny ser mesmo um mal súbito, e não uma ação letal direta como um novo envenenamento, não haveria como negar a influência de sua precária condição de saúde, consequência dos confinamentos e das tentativas anteriores de eliminá-lo.

Ainda mais abjeta, no entanto, foi a afirmação de Lula sobre a contraofensiva israelense em resposta aos ataques terroristas do Hamas, em 7 de outubro do ano passado. Depois de criticar a reação de vários países do Ocidente que reduziram ou cortaram seu financiamento à Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos (UNRWA), após a notícia de que alguns funcionários da agência teriam colaborado com o ataque terrorista, Lula comparou a reação israelense ao nazismo alemão. “O que está acontecendo na Faixa de Gaza não existe em nenhum outro momento histórico – aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”, afirmou o presidente brasileiro.

O repúdio imediato que a declaração despertou – do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, a lideranças políticas brasileiras e a praticamente toda a comunidade judaica nacionais, inclusive da parte que apoiou Lula em 2022 – foi até comedida perto do absurdo da comparação. É perfeitamente possível defender uma solução de dois Estados, considerar que a resposta israelense tem usado meios desproporcionais em sua busca por eliminar o Hamas e resgatar os reféns, ou até mesmo dizer que Israel está cometendo crimes de guerra em Gaza; mas não existe a mínima base histórica ou moral para comparar a contraofensiva à “solução final” do Holocausto, que foi um plano deliberado para exterminar toda uma população inocente simplesmente por sua origem étnica. Quem está próximo do nazismo não é Israel, mas o Hamas, que se nega a aceitar a existência do Estado de Israel e prega sua destruição – o grupo terrorista palestino, aliás, parabenizou Lula pelas declarações na Etiópia.

E, para não deixar dúvidas de que o antissemitismo está definitivamente impregnado no DNA petista – algo de que já se suspeitava fortemente, especialmente depois de José Genoino defender boicote a empresas com donos judeus –, os petistas e seus aliados, em vez de reconhecer o absurdo lulista, dobraram a aposta. O chefão do MST, João Pedro Stédile; o ministro Paulo Pimenta e a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann; e o chanceler de facto Celso Amorim endossaram as afirmações de Lula. O Itamaraty e aquele que, no papel, comanda a diplomacia brasileira, o ministro Mauro Vieira, andam tão ausentes (o máximo que Vieira fez foi pedir uma reunião com o embaixador israelense em Brasília) que foi Amorim quem adiantou que não haverá retratação pelas palavras de Lula.

A essa altura, não há gerenciamento de crise ou contenção de danos capaz de convencer o mundo livre de que o Brasil é um interlocutor confiável ou um mediador imparcial. Hoje, não somos nem sequer capazes de estar em uma mesa de negociações com russos e ucranianos, ou israelenses e palestinos, quanto mais tomar a iniciativa de buscar um entendimento entre eles. Lula escolheu seu lado, está sendo festejado por isso por seus aliados, e mostrou mais uma vez o nível de degeneração moral que consegue atingir quando se trata de proteger os amigos ou fustigar desafetos. O 18 de fevereiro de 2024 tem tudo para entrar na história da diplomacia brasileira como o seu “dia de infâmia”.

Deu na Gazeta do Povo

Política, Racismo

Mulher chama segurança de ‘negro macaco’ e é presa no interior do RN

 

Um caso de racismo foi registrado durante o final de semana na cidade de Mossoró, região Oeste potiguar. Uma mulher de 24 anos foi presa em flagrantes após chamar o segurança de um estabelecimento comercial de ‘negro macaco’.

O momento foi flagrado em um vídeo que repercutiu nas redes sociais. Segundo a Polícia Civil, a mulher que era cliente do restaurante foi autuado por injúria racial.

De acordo com o boletim de ocorrência, era por volta das 23h30 de sábado (3) quando o crime aconteceu. A Polícia Militar informou que a mulher havia discutido com garçons do restaurante e, já na saída do estabelecimento, ofendeu o segurança.

Após o registro do caso na Delegacia de Plantão de Mossoró, a mulher passou por audiência de custódia no domingo (4) e foi solta. Ela vai responder em liberdade e, se for condenada, pode pegar até 5 anos de prisão em regime fechado.

A confusão teria começado dentro do restaurante, quando segundo a cliente, funcionários do restaurante teriam tentado retirar os pratos da mesa. A mulher disse que foi ofendida pela garçonete.

Segundo a Polícia Civil, o segurança relatou na Delegacia de Plantão de Mossoró que a cliente ameaçou quebrar os vidros do restaurante e, que, já do lado de fora, disse que voltaria para dentro do estabelecimento, o que foi impedido por ele. Neste momento, ela o ofendeu.

Deu no Novo Notícias

Racismo

Hotéis na Argentina e Uruguai se recusam a receber Roger Waters após ele duvidar do massacre do Hamas contra Israel

 

Dois hotéis de Montevidéu, no Uruguai, e outros dois de Buenos Aires, na Argentina, rejeitaram o músico britânico Roger Waters por suas críticas a Israel. A decisão foi tomada após Waters negar a responsabilidade do Hamas pelos ataques que mataram mais de mil civis em Israel em outubro de 2023.

Waters, ex-integrante da banda Pink Floyd, está previsto para se apresentar em Montevidéu nesta sexta-feira (17). No entanto, sua chegada ao país provocou fortes reações devido às suas posições políticas.

O presidente do Comitê Central Israelita do Uruguai, Roby Schindler, enviou uma carta ao hotel Sofitel Montevidéu, onde Waters deverá se hospedar, solicitando que rejeitasse quaisquer reservas do artista. Na carta, Schindler descreve Waters como “misógino, xenófobo e antissemita” e alerta para o risco de contribuir para o aumento da judeofobia no país ao hospedá-lo.

“Ao recebê-lo, você será, mesmo que não queira, um propagador do ódio que este homem exala e estará contribuindo para o aumento da judeofobia em nosso país”, afirmou Schindler na carta dirigida ao gerente geral do Sofitel.

As declarações de Waters que geraram repúdio foram feitas em uma entrevista ao advogado e jornalista Glenn Greenwald. Na ocasião, ele declarou: “Como diabos os israelenses não sabiam que isso iria acontecer? Ainda estou um pouco nessa toca do coelho. Quero dizer, o Exército Israelense naqueles 11, 10 ou 11 campos não ouviu as explosões quando elas aconteceram? O que eles tiveram que voar para cruzar a fronteira? Há algo muito suspeito nisso.”

Quando questionado se o massacre selvagem de civis perpetrado pelo Hamas pode ser justificado, o britânico garantiu que ainda não sabe que eles foram os responsáveis. Durante a entrevista, evitou reconhecer as evidências inegáveis dosacontecimentos ocorridos no dia 7 de outubro nos kibutzim e no festival de música, onde mais de mil civis foram massacrados a sangue frio por terroristas.

Da mesma forma, apesar das evidências confiáveis apresentadas por Israel sobre a morte de bebês, o músico garantiu: “A coisa foi exagerada pelos israelenses que inventaram histórias sobre decapitação de bebês.”

E depois expandiu sua posição dizendo: “O que sabemos é se foi uma operação de bandeira falsa ou não, ou o que quer que tenha acontecido, e não sabemos se algum dia teremos uma história real. É sempre muito difícil saber o que realmente aconteceu. Eles chamam isso de 11 de setembro. O que diabos aconteceu em 11 de setembro na América do Norte? Ninguém sabe. Claramente, a narrativa oficial tem enormes lacunas.”

As declarações de Waters foram condenadas por organizações judaicas e por políticos de ambos os países. O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, afirmou que “não se pode justificar o terrorismo, nem a incitação ao ódio”.

Deu na Gazeta Brasil

Racismo

A cada 100 mortos pela polícia em 2022, 65 eram negros, segundo estudo

 

O número de pessoas mortas pela polícia em apenas oito estados brasileiros chegou a 4.219 em 2022. Desse total, 2.700 foram considerados negros (pretos ou pardos) pelas autoridades policiais, ou seja, 65,7% do total. Se considerados apenas aqueles com cor/raça informada (3.171), a proporção de negros chega a 87,4%.

Os dados são do estudo Pele Alvo: a Bala não Erra o Negro, realizado pela Rede de Observatórios da Segurança, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), e divulgado nesta quinta-feira (16), com base em estatísticas fornecidas pelas polícias do Rio de Janeiro, de São Paulo, da Bahia, de Pernambuco e do Ceará, Piauí, Maranhão e Pará, com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).

Dos oito estados, apenas o Maranhão não informou a cor/raça de qualquer um dos mortos. Já nos estados do Ceará e Pará, há um grande número de mortos sem identificação de cor/raça: 69,7% e 66,2% do total, respectivamente.

Os dados mostram que a polícia baiana foi a mais letal no ano passado, com 1.465 mortos (1.183 tinham cor/raça informada). Desse total, 1.121 eram negros, ou seja, 94,8% daqueles com cor/raça informada, bem acima da parcela de negros na população total do estado (80,8%), segundo a pesquisa, feita com base em dados do Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE).

Aliás, isso ocorre em todos os sete estados que informaram a cor/raça de parte das vítimas. No Pará, por exemplo, 93,9% dos mortos com cor e raça identificadas eram negros, enquanto o percentual de negros na população é de 80,5%, de acordo com o estudo.

Os demais estados apresentaram as seguintes proporções de mortes de negros entre aqueles com cor/raça informada e percentuais de negros na população: Pernambuco (89,7% e 65,1%, respectivamente), Rio de Janeiro (87% e 54,4%), Piauí (88,2% e 79,3%), Ceará (80,43% e 71,7%) e São Paulo (63,9% e 40,3%).

Racismo
“Os negros são a grande parcela dos mortos pelos policiais. Quando se comparam essas cifras com o perfil da população, vê-se que tem muito mais negros entre os mortos pela polícia do que existe na população. Esse fator é facilmente explicado pelo racismo estrutural e pela anuência que a sociedade tem em relação à violência que é praticada contra o povo negro”, diz o coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), Pablo Nunes.

Nunes também destaca que há falta de preocupação em registrar a cor e raça dos mortos pela polícia em estados como Maranhão, Ceará e Pará. “A dificuldade de ser transparente com esses dados também revela outra face do racismo, que é a face de não ser tratado com a devida preocupação que deveria. Se a gente não tem dados para demonstrar o problema, a gente ‘não tem’ o problema e, se ‘não há’ problema, políticas públicas não precisam ser desenhadas.”

O estudo mostrou ainda que, neste ano, a Bahia ultrapassou o Rio no total de óbitos (1.465 contra 1.330). Em terceiro lugar, aparece Pernambuco, com 631 mortes. “Isso significa um cenário de degradação das forças policiais baianas e um processo de falta de políticas públicas de ação do governo estadual para lidar com essa questão, elencando-a como prioridade e estabelecendo metas e indicadores de redução dessa letalidade por parte das forças policiais”, afirma Nunes.

Segundo a Rede de Observatórios, a quarta edição do estudo demonstra o crescente nível da letalidade policial contra pessoas negras. “Em quatro anos de estudo, mais uma vez, o número de negros mortos pela violência policial representa a imensa maioria. E a constância desse número, ano a ano, ressalta a estrutura violenta e racista na atuação desses agentes de segurança nos estados, sem apontar qualquer perspectiva de real mudança de cenário”, afirma Silvia Ramos, pesquisadora da rede.

Segundo ela, é preciso entender esse fenômeno como uma questão política e social. “As mortes em ação também trazem prejuízos às próprias corporações que as produzem. Precisamos alocar recursos que garantam uma política pública que efetivamente traga segurança para toda a população”, completa.

Posicionamentos
A Secretaria de Segurança de São Paulo informou, por meio de nota, que as abordagens da Polícia Militar obedecem a parâmetros técnicos disciplinados por lei, que criou a Divisão de Cidadania e Dignidade Humana e que seus protocolos de abordagem foram revisados. Além disso, oferece cursos para aperfeiçoar seu trabalho – nos cursos de formação, os agentes estudam ações antirracistas.

Uma comissão analisa todas as ocorrências por intervenção policial e se dedica a ajustar procedimentos. A Polícia Civil paulista busca “estabelecer diretrizes e parâmetros objetivos, racionais e legais, sem qualquer tipo de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, origem, onde o policial civil, no desempenho da sua atividade”.

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) informa que, de janeiro a outubro de 2023, o estado alcançou redução de 22% nas mortes por intervenção de agentes do Estado, se comparado ao mesmo período de 2022, quando foram registrados, respectivamente, 440 e 569 casos em todo o Pará. A Segup ressalta que as ocorrências são registradas no Sistema Integrado de Segurança Pública pela Polícia Civil e que o campo “raça/cor” não é de preenchimento obrigatório, sendo a informação de natureza declaratória por parte de parentes ou da vítima no momento do registro.

Na Bahia, a Secretaria da Segurança Pública ressalta que as ações policiais são pautadas dentro da legalidade e que qualquer ocorrência que fuja dessa premissa é rigorosamente apurada e todas as medidas legais são adotadas. A secretaria informa que investe constantemente na capacitação dos efetivos e também em novas tecnologias, buscando sempre a redução da letalidade e a preservação da vida.

Para tanto, foi criado um grupo de trabalho voltado para a discussão e criação de políticas que auxiliem na redução da letalidade policial, promovendo uma análise mais aprofundada das informações provenientes dessas ocorrências, como o perfil das pessoas envolvidas, contextualização e região, entre outros dados que possam colaborar para a redução desses índices. A secretaria destaca ainda que a maioria dos acionamentos policiais se dá a partir dos chamados via 190 (Centro Integrado de Comunicações) e 181 (Disque Denúncia), além das operações para cumprimentos de mandados determinados pela Justiça.

No Rio de Janeiro, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, em todos os cursos de formação e aperfeiçoamento de praças e oficiais, a corporação insere nas grades curriculares como prioridade absoluta disciplinas como direitos humanos, ética, direito constitucional e leis especiais. A questão racial perpassa, de forma muito incisiva, por todas essas doutrinas na formação dos quadros da corporação.

De acordo com a assessoria, internamente, a Polícia Militar do Rio de Janeiro tem feito a sua parte para enfrentar o desafio do racismo estrutural ao longo de mais de dois séculos. Foi a primeira corporação a oferecer a pretos uma carreira de Estado, e hoje mais de 40% do seu efetivo é composto por afrodescendentes.

A instituição orgulha-se também de seu pioneirismo em ter pretos nos postos de comando. O coronel PM negro Carlos Magno Nazareth Cerqueira comandou a corporação durante duas gestões, nas décadas de 1980 e 1990, tornando-se uma referência filosófica para toda a tropa, ao introduzir os conceitos de polícia cidadã e polícia de proximidade. No decorrer dos últimos 40 anos, outros oficiais negros ocuparam o cargo máximo da corporação.

Deu na Agência Brasil

Racismo

Assessora racista perde cargo para ‘preservar’ Anielle

A assessora exonerada em área vip com a então chefe, Anielle Franco, e o ministro Silvio Almeida

 

O governo demitiu a assessora racista do Ministério da Igualdade Racial para tentar poupar a atitude deslumbrada da ministra Anielle Franco, exibindo-se nas redes sociais a bordo do jato da FAB que a levou a São Paulo para torcer pelo seu time, Flamengo, derrotado no Morumbi. O uso abusivo da mordomia, em outros governos, recebia tratamento de escândalo, mas desta vez o caso foi praticamente ignorado na mídia e até pelos sempre atentos membros do Ministério Público Federal (MPF).

A jogada do governo, ao dispensar da assessora por intolerância racial, é oferecer mais um pretexto para que mídia e MPF “esqueçam” o episódio.

A demissão foi ordenada pela Casa Civil da Presidência da República, diante da repercussão negativa de todo o episódio.

A aspone estava com Anielle no voo da alegria, e depois publicou post racista contra torcedores do São Paulo e com insultos aos paulistas.

Informações do Cláudio Humberto

Política, Racismo

CCJ da Assembleia aprova projeto da Política Vini Jr. de Combate ao Racismo nos estádios

 

Na sua 17ª reunião ordinária, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou o projeto que institui a “Política Estadual Vini Jr. de combate ao racismo nos estádios e nas arenas esportivas do RN”.  A matéria, de iniciativa do mandato do deputado Francisco do PT, foi aprovada na manhã desta terça-feira (4), junto com outros projetos de iniciativa parlamentar e do Executivo.

De acordo com o projeto, torna-se obrigatório no âmbito das atividades dos estádios e arenas do RN a divulgação e a realização de campanhas educativas de combate ao racismo nos períodos de intervalo ou que antecedem os eventos esportivos ou culturais, preferencialmente veiculadas por meios de grande alcance, tais como telões, alto-falantes, murais, telas, panfletos, outdoors etc.

A matéria também institui a divulgação das políticas públicas voltadas para o atendimento às vítimas das condutas combatidas pela lei e a interrupção da partida em andamento, em caso de denúncia ou manifestação de  conduta  racista  por  qualquer  pessoa  presente.

Racismo

Denúncias de racismo dentro do governo federal cresceram 94% em 2023

 

Nos cinco primeiros meses de gestão Lula, houve um considerável aumento no número de denúncias de racismo dentro do governo federal. De janeiro a maio deste ano, foram 394 ocorrências. Trata-se de um aumento de 94% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o levantamento da CGU, os órgãos de onde mais partiram denúncias de assédio foram o Departamento de Polícia Federal (DPF), o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Ápice de denúncias

Nos últimos quatro anos e cinco meses, foram registradas 2.646 denúncias de racismo no governo. Desse total, 1.922 foram concluídas e 658 foram arquivadas.

O ápice de casos desse tipo foi em 2020, no governo Bolsonaro; entre janeiro e maio daquele ano, foram registradas 675 denúncias. A maioria delas partiu da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), com destaque especial para a então Superintendência de Trens Urbanos de Belo Horizonte, privatizada para o Grupo Comporte em dezembro do ano passado.

Na época, havia uma onda de relatos de casos de racismo nas estações de metrô da capital de Minas Gerais.

“Em geral, essas denúncias partiram de abordagem dos seguranças do metrô contra usuários. Nós temos também outros casos de usuário contra usuário, de usuários contra seguranças negros; em 2020, porém, houve abordagens dos seguranças contra usuários, de maneira violenta, e todas as pessoas abordadas eram negras”, relatou a metroviária e vereadora de BH Iza Lourença (PSol), que acompanhou de perto essa situação, à época.

Direcionamento das denúncias

Um dos motivos para órgãos como a Polícia Federal e o Ministério dos Direitos Humanos estarem no topo do ranking é que, muitas vezes, denunciantes procuram por instituições que têm políticas relacionadas ao tema, segundo a CGU.

“O fato de determinado órgão ou entidade receber denúncia de assédio não necessariamente significa que o ato relatado tenha ocorrido naquele ambiente ou que tenha sido realizado por servidor daquele local”, explicou a CGU em e-mail.

Além disso, a CGU esclareceu que o arquivamento acontece quando há falta de elementos ou em caso de denúncias repetidas.

A reportagem questionou quais foram as conclusões das denúncias, mas a CGU explicou que o registro das providências adotadas pelas áreas de apuração não consta na plataforma Fala.BR.

Deu no Metrópoles

 

Racismo

Polícia da Espanha prende sete suspeitos de cometerem ataques racistas contra Vinícius Jr.

 

Sete pessoas foram presas pela polícia da Espanha por ataques racistas contra o jogador brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid.

As prisões aconteceram nesta terça-feira, 23, dois dias depois de o jogador ser vítima de insultos raciais durante partida contra o Valência pelo Campeonato Espanhol. Na ocasião, o brasileiro foi chamado de “macaco” por torcedores da equipe e acabou expulso de campo. Três dos detidos foram presos na cidade de Valência e estariam entre os responsáveis por ofender Vinícius Júnior durante a partida de domingo.

“A polícia deteve três jovens em Valência por comportamentos racistas ocorridos no domingo passado no jogo entre Valencia CF e Real Madrid”, informou a Polícia Nacional, que abriu uma investigação após os acontecimentos. Outras quatro pessoas foram presas na capital Madri por terem sido responsáveis por crime de ódio ao pendurarem um boneco com o uniforme do brasileiro pendurado em uma ponte da capital espanhola em janeiro, simulando o enforcamento do craque brasileiro. Segundo a polícia da Espanha, três dos quatro detidos são “membros ativos de um grupo radical de torcedores de um clube madrileno”. O ato aconteceu após a vitória do Real Madrid por 3 a 1 contra o rival local, Atlético de Madrid, pela Copa do Rei. Ao lado do boneco, uma faixa dizia: “Madrid odeia o Real”.

A investigação sobre o boneco foi baseada em depoimentos, que permitiram que as autoridades os responsáveis fossem “identificados durante partidas consideradas de alto risco dentro dos dispositivos de prevenção de violência no esporte, foram os supostos autores”.

O caso mais recente gerou muitas reações na Espanha e em outros países, especialmente após Vinícius usar as redes sociais para criticar a organização do Campeonato Espanhol. “Não foi a primeira vez, nem a segunda e nem a terceira. O racismo é o normal na LaLiga. A competição acha normal, a Federação também e os adversários incentivam”, escreveu o brasileiro.

O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Luis Rubiale, disse que é necessário que a Espanha reconheça que tem “um problema de comportamento, de educação, de racismo”. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, também se manifestou, pedindo “tolerância zero” com o racismo.

Deu na JP News