Polícia

“Deus evitou o impensável”, celebra Trump um dia após sofrer atentado

Foto: Jabin Botsford

 

O ex-presidente Donald Trump afirmou, neste domingo (14/7), que “Deus evitou que o impensável acontecesse”. A declaração ocorreu após um homem armado atirar, nesse sábado (13/7), contra o candidato republicano em um comício na Pensilvânia, nos Estados Unidos (EUA).

No Truth Social, sua própria rede social, ele agradeceu a todos pelas mensagens de apoio e orações. Além disso, prestou condolências ao apoiador que perdeu a vida após ser atingido pelos disparos do sniper, que também morreu no local.

“Obrigado a todos por seus pensamentos e orações ontem, pois foi somente Deus quem evitou que o impensável acontecesse. NÃO TEMEREMOS, mas em vez disso permaneceremos resilientes em nossa fé e desafiadores diante da maldade”, escreveu Trump.

Ele prosseguiu: “Nosso amor vai para as outras vítimas e suas famílias. Rezamos pela recuperação daqueles que foram feridos e guardamos nos nossos corações a memória do cidadão que foi tão horrivelmente morto”.

Segundo o ex-chefe da Casa Branca, no momento, o mais importante é: “Que permaneçamos unidos e mostremos o nosso verdadeiro caráter como americanos, permanecendo fortes e determinados, e não permitindo que o mal vença”.

“Eu realmente amo nosso país e amo todos vocês, e estou ansioso para falar à nossa Grande Nação esta semana em Wisconsin”, finalizou. O compromisso de Trump em Wisconsin é a Convenção Nacional Republicana, que ocorre de 15 a 18 de julho. O evento trata-se de quando os “delegados” escolherão oficialmente quem representará o partido nas eleições.

 

Deu no Metrópoles

Polícia

Milei diz que Trump foi vítima de ‘tentativa covarde de assassinato’ e fala em ‘desespero da esquerda internacional’

Foto: Martin Divisek

 

O presidente argentino Javier Mileimanifestou seu apoio ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump após o atentado durante um comício em Butler, na Pensilvânia. Em comentário na rede social X (antigo Twitter). Milei se solidarizou ao candidato republicano à presidência dos EUA e atacou a esquerda mundial. “Todo o meu apoio e solidariedade ao presidente e candidato Donald Trump, vítima de uma tentativa covarde de assassinato que colocou em risco a sua vida e a de centenas de pessoas. O desespero da esquerda internacional não é surpreendente, pois hoje vê a sua ideologia nociva expirar e está disposta a desestabilizar as democracias e a promover a violência para chegar ao poder. Com medo de perder nas urnas, recorrem ao terrorismo para impor a sua agenda retrógrada e autoritária. Espero a rápida recuperação do presidente Trump e que as eleições nos Estados Unidos sejam realizadas de forma justa, pacífica e democrática”, disse Milei.

Justiça, Polícia

Thiago Brennand consegue habeas corpus no TJ-SP, mas seguirá preso em Tremembé

As penas somadas de Thiago Brennand giram em torno de 20 anos de reclusão

 

O empresário Thiago Antonio Brennand Tavares da Silva Fernandes Vieira conseguiu um habeas corpus (HC) nesta quinta-feira (11), junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) no caso da agressão contra uma mulher em uma academia da capital paulista. No entanto, ele permanecerá preso na Penitenciária 2, de Tremembé, por ter sido condenado em outras duas ações criminais. As penas somadas giram em torno de 20 anos de reclusão. Brennand está preso desde abril de 2023 e, em junho deste ano, deixou a Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, em São Paulo, e foi transferido para o interior paulista. A decisão da 5ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP ocorre um dia depois da confirmação da condenação de primeira instância contra Brennand a um ano e oito meses de reclusão por lesão corporal contra a mulher agredida na academia.

Os desembargadores, no entanto, reduziram a reparação civil à vítima de R$ 50 mil para R$ 20 mil. Também foi mantida a absolvição do réu pela imputação de corrupção de menor, em relação a seu filho, que presenciou os fatos. O caso ocorreu em 2022. A defesa de Thiago Brennandapontou cerceamento de defesa por não conseguir decisão favorável para realização de nova perícia nos vídeos. “Não há que se falar em quebra da cadeia de custódia das provas digitais eis que não há evidências de violação dos vídeos juntados aos autos e porque a condenação foi amparada em evidências suficientes da autoria e materialidade”, disse o magistrado Damião Cogan.

Em outubro do ano passado, o empresário foi condenado a 10 anos e seis meses de reclusão por estupro. A decisão é da 2ª Vara de Porto Feliz, no interior de São Paulo. Já em janeiro deste ano, ele foi condenado pelo mesmo crime em outra ação a oito anos de prisão. Há recursos nos dois casos. Brennand foi indiciado em nove processos criminais em São Paulo e na Comarca de Porto Feliz, no interior, a maioria por violência contra a mulher. Antes de ser preso, ele chegou a passar quase um mês foragido nos Emirados Árabes, com o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.

Informações da JP News

Polícia

RN tem queda de 14% nas mortes violentas

Foto: PUBLICIDADE 

O Rio Grande do Norte registrou uma queda de 14% nas mortes violentas intencionais (MVIs) no primeiro semestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), 455 pessoas foram mortas ao longo dos primeiros seis meses de 2024, contra 529 ocorrências no mesmo período de 2023, representando 74 mortes a menos. Os números foram apresentados pelo Governo do Estado em entrevista coletiva nesta terça (9).

Esse é o melhor resultado da série histórica dos últimos 14 anos, consolidando o semestre menos violento do período. Em junho deste ano, houve uma queda de 25% nas mortes violentas em comparação ao mesmo mês do ano passado, com 66 mortes registradas contra 88 em junho de 2023, representando 22 mortes a menos. “A cada ano, a gente vem diminuindo os índices de criminalidade e violência, tanto de mortes violentas quanto roubos, vários indicadores que, graças a Deus, tem diminuído com consistência no RN”, diz Fátima Bezerra.

Os investimentos em segurança foram determinantes para a melhoria dos índices, destaca o secretário de Segurança, Francisco Araújo. “Fizemos ações integradas de inteligência e prevenção, com criação da Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado, fizemos ações de policiamento ostensivo nas divisas do Estado e áreas de interesse turístico, foram feitos esforços para o controle do sistema prisional, além da capacitação dos profissionais de segurança”, destaca o gestor.

Deu na Tribuna do Norte

Polícia, Política

Eduardo Bolsonaro critica PF por inquérito contra o pai: “cadelas de Moraes”

Em entrevista ao programa Assunto Capital, Eduardo Bolsonaro disse que indiciamente de Jair Bolsonaro pelas joias é perseguição política| Foto: Gazeta do Povo

 

Ao comentar o inquérito concluído pela Polícia Federal e que resultou no indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no caso das joias sauditas, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou se tratar de perseguição política levada a cabo pelo ministro do STF Alexandre de Moraes e pela Polícia Federal. “Esperar serenidade e bom-senso dessa Polícia Federal, que são as cadelas do Alexandre de Moraes, não dá mais”, disse Eduardo no Programa Assunto Capital.

O deputado ainda afirmou que fará uma petição para que Mohammed bin Salman, o príncipe herdeiro e atual primeiro-ministro da Arábia Saudita, peça de volta os presentes – joias, relógios e esculturas – que ofertou a Jair Bolsonaro e que são alvo do inquérito da Polícia Federal.

“Eu tenho certeza de que ele [Bin Salman] nem sabe que isso tudo está acontecendo. Ele quis fazer um aceno, um agrado para o presidente da República do Brasil, Jair Bolsonaro, e isso está tentando se transformar em uma narrativa esdrúxula, eu sei, mas estão tentando transformar isso em um caso de corrupção. Então, se possível, eu gostaria que o Mohammed bin Salman pedisse de volta esses presentes, e eu estou para oficiar a embaixada da Arábia Saudita sobre esse caso”, afirmou o deputado à Gazeta do Povo.

Eduardo destacou que o pai já devolveu todos os presentes pessoais que recebeu. Segundo o deputado, Bolsonaro teria dito que não precisa de presente nenhum para viver e ainda ressaltou que não quer “uma vida luxuosa”. “Ele tá muito bem com um G-Shock [relógio] dele no braço, que todo o Brasil sabe que ele usa”, afirmou sobre o ex-presidente.

Por outro lado, o deputado expôs o que considera uma incoerência do tratamento dado a seu pai e a outros mandatários em relação a presentes recebido. Por decisão do TCU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve em seu acervo pessoal um relógio de alto valor que ganhou do ex-presidente francês Jacques Chirac nas comemorações dos 200 anos das relações entre Brasil e França, em 2005.

Trata-se de um relógio Cartier Santos Dumont feito de ouro branco 18 quilates e prata 750, e que tem uma coroa arrematada com uma safira azul. Eduardo Bolsonaro citou o questionamento que o deputado Rodrigo Valadares fez à Procuradoria-Geral da República (PGR), perguntando por que Bolsonaro está sendo investigado por um relógio de luxo que recebeu de outro chefe de Estado, já que o procedimento com o petista foi diverso.

Em sua decisão, o TCU afirmou que itens de alto valor, mesmo sendo presentes personalíssimos, devem ser devolvidos à União. No caso específico do relógio ofertado a Lula, o Tribunal, no entanto, não recomendou a devolução, pois afirmou que esse entendimento não poderia ser utilizado de forma retroativa e prejudicar o atual presidente.

Eduardo afirmou que a mesma lógica se aplicaria ao pai. Segundo o deputado,  nunca houve má-fé por parte de Bolsonaro no tratamento dado às joias e aos relógios. Ele comentou que os itens foram classificados pelo órgão responsável, nesse caso a Diretoria de Documentação Histórica da República (DDH/PR), como personalíssimos e que, portanto, o então presidente poderia dispor deles da maneira que quisesse. Outros ex-mandatários como Fernando Henrique Cardoso, Dilma Rousseff e o próprio Lula agiram dessa forma.

Diante da disparidade do tratamento conferido a seu pai e a Lula e outros ex-presidentes, Eduardo Bolsonaro afirmou que o inquérito e o indiciamento de Bolsonaro são frutos de perseguição política. “Tem um mar de argumentos jurídicos que estão sendo desconsiderados para fazer essa perseguição política”.

A tentativa de venda dos presentes que o príncipe da Arábia Saudita ofereceu à Bolsonaro é o ponto principal do inquérito da Polícia Federal que indicia o ex-presidente pelos crimes de associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. De acordo com a PF, o ex-mandatário teria tentado vender as joias que recebeu de presente durante o mandato para enriquecer de forma ilícita, já que as peças pertenceriam à União.

Informações da Gazeta do Povo

Polícia

Caso Marielle: testemunhas prestam depoimento ao Conselho de Ética

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados 

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados ouve o depoimento de testemunhas no processo de cassação contra o deputado Chiquinho Brazão (Sem partido-RJ) nesta terça-feira (9/7).

Chiquinho Brazão é apontado pela Polícia Federal (PF) como um dos mandantes da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018. Na época, Chiquinho e Marielle eram vereadores da Câmara Municipal do Rio de Janeiro e teriam embates a respeito da grilagem de terras em área dominada pela milícia no estado.

Na oitiva desta terça, confirmaram presença apenas o deputado Tarcísio Motta (PSol-RJ), Thiago Kwiatkowski e Marcos Rodrigues Martins. A relatora do processo no Conselho de Ética, Jack Rocha (PT-ES), convidou outras testemunhas, como delegados da PF que, no entanto, não compareceram.

Segundo o relatório da PF, Chiquinho e Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), contrataram o ex-policial militar Ronnie Lessa para assassinar Marielle Franco. O ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa também teria participado do planejamento do crime.

Testemunhas

Tarcísio Motta foi vereador ao lado de Marielle Franco na época do assassinato. Ele foi arrolado pela relatora e chegou para prestar depoimento ao Conselho de Ética com um broche em homenagem a colega.

“É sobre esse tipo de terror que nós estamos falando do assassinato de Marielle Franco. Onde o assassinato dela era pra causar terror em aqueles que ousassem enfrentar o poder político nos parlamentos desses milicianos. E esta é a conclusão do que o relatório da Polícia Federal tem apresentado”, afirmou Tarcísio Motta.

Thiago Kwiatkowski é vice-presidente do Tribunal de Contas da cidade do Rio de Janeiro, e foi indicado pela defesa de Chiquinho Brazão para prestar depoimento. Assim como, Marcos Rodrigues Martins, assessor da Câmara Municipal do Rio.

Deu no Metrópoles

Polícia

“Quando mais vocês fizerem isso, mais gente vai para a rua apoiar Bolsonaro”, diz Eduardo sobre a PF

Foto: Renato Araújo

 

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse ser inacreditável que a Polícia Federal esteja acusando seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de envolvimento com um esquema de venda de presentes para custear sua estadia nos Estados Unidos no fim de 2022 e início de 2023. Ele argumentou que as joias recebidas pelo ex-mandatário eram presentes “personalíssimos” e que o indiciamento de Bolsonaro pela Polícia Federal pode reforçar manifestações de rua.

“Parabéns à Polícia Federal, mais um grande escândalo para se investigar. Quando mais vocês fizerem isso, mais gente vai para a rua apoiar Bolsonaro”, disse Eduardo Bolsonaro em entrevista ao vivo à CNN Brasil.
A PF apresentou ao Supremo Tribunal Federal na semana passada um inquérito que indicia Bolsonaro pelos crimes de associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. O documento foi tornado público nesta segunda-feira (8) pelo ministro Alexandre de Moraes. A investigação da polícia diz que o ex-presidente teria participado de um esquema que movimentou R$ 6,8 milhões com a venda das joias nos Estados Unidos.

Eduardo Bolsonaro fez ainda um apelo ao príncipe e premiê saudita Mohammed Bin Salman para que peça de volta os presentes dados a Bolsonaro. “Não há qualquer tipo de possibilidade de você ter justiça na investigação que estão fazendo com a clara intenção de perseguir Jair Bolsonaro. Isso já está gerando ruído diplomático entre os nossos países”, disse.

Ele também argumentou que não houve crime por parte de Bolsonaro. “Não existe ilegalidade quando na base disso esses presentes foram recebidos e uma comissão, formada por pessoas que não são indicadas pelo presidente Bolsonaro, decidiu que esses presentes são personalíssimos. Eu pergunto a vocês, será que o Estado brasileiro tem um braço para usar um relógio? Ele tem um pescoço para usar qualquer tipo de adorno? É óbvio que não”, disse o deputado.

Deu na Gazeta do Povo

Polícia

PF indicia Zé Trovão e Sérgio Reis por incitar atos antidemocráticos

 

A Polícia Federal concluiu as investigações e indiciou o deputado federal Zé Trovão (PL-SC), o cantor Sérgio Reis e outras onze pessoas por incitarem atos antidemocráticos em setembro de 2021. Os indiciados foram acusados de incitação ao crime, associação criminosa e tentativa de impedir o livre exercício dos Poderes. O relatório final da PF foi entregue ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, que decidirá sobre a denúncia ou arquivamento do caso.

A investigação teve início a pedido da ex-subprocuradora-geral Lindôra Maria Araújo, durante a gestão anterior. Na época, Trovão e Reis convocaram manifestações que pediam o fechamento e “invasão” do STF, além de um “ultimato” ao Senado Federal. De acordo com o pedido de investigação feito pela PGR, as provas apontavam para a participação dos investigados na divulgação de mensagens, agressões e ameaças contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições. As postagens e vídeos publicados pelos indiciados convocavam a população, por meio das redes sociais, a praticar atos criminosos e violentos durante uma suposta manifestação e greve de ‘caminhoneiros’ às vésperas do feriado de 7 de setembro de 2021. O documento revelando os desdobramentos das investigações que resultaram nos indiciamentos.

Agora, cabe ao Procurador-Geral da República decidir os próximos passos do caso, que envolve figuras públicas e suas supostas ações antidemocráticas. Os investigados, incluindo Zé Trovão e Sérgio Reis, foram apontados como responsáveis por incitar atos que ameaçavam a ordem democrática e o funcionamento das instituições. A Polícia Federal, ao concluir as investigações, encontrou indícios de incitação ao crime, associação criminosa e tentativa de impedir o livre exercício dos Poderes.

O relatório final foi entregue ao Procurador-Geral da República, que terá a responsabilidade de decidir se haverá denúncia ou arquivamento do caso. As manifestações convocadas pelos indiciados em setembro de 2021 geraram polêmica e levaram à abertura da investigação, que agora aguarda os desdobramentos legais para definir as consequências das ações dos envolvidos.

Deu na JP News

Cidade, Polícia

Caso Gabriel: policiais acusados da morte do jovem são absolvidos por jurados

 

Os quatro policiais militares acusados da morte de Giovanni Gabriel de Souza Gomes foram absolvidos pelos jurados, em sessão do júri popular, que começou na terça-feira (2) e teve finalização nessa quinta-feira (4). Os réus foram absolvidos pela tese da negativa de autoria, ou seja, no entendimento da maioria dos jurados os acusados não foram os responsáveis pela morte de Giovanni Gabriel, ocorrida em junho de 2020.

Foram absolvidos os réus Anderson Adjan Barbosa de Souza, Bertoni Vieira Alves, Valdemi Almeida de Andrade e Paullinelle Sidney Campos Silva.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) informou que já recorreu da sentença pela absolvição dos quatro policiais militares julgados no caso Gabriel, por entender que a decisão dos jurados foi absolutamente contrária às provas contidas nos autos.

O caso

Giovani Gabriel de Souza Gomes desapareceu no dia 5 de junho de 2020. Seu corpo só foi encontrado no dia 14. Ele saiu nas primeiras horas da manhã do bairro em que morava, Guarapes, zona Oeste de Natal, em direção à casa da namorada, em Parnamirim. O namoro, segundo familiares, não era aprovado pelos pais da jovem, o que fez com que Gabriel guardasse sua bicicleta em um terreno próximo à casa.

Quando saía do terreno, o jovem foi surpreendido pela viatura onde estavam Bertoni Vieira Alves, Valdemi Almeida de Andrade e Anderson Adjan Barbosa de Sousa, que levaram o rapaz. Segundo a denúncia do MPRN, os policiais militares lotados no Batalhão da PM de Goianinha estavam longe de sua área de patrulhamento atribuída.

Naquele dia, Paulinelle Sidney Campos Silva informou que sua cunhada havia sido vítima de um assalto na manhã do sumiço de Gabriel e que seu veículo, um Hyundai i30, foi roubado pelos assaltantes.

Ainda de acordo com a sentença, o assalto aconteceu por volta das 6h40 e, às 7h15, Paullinelle telefonou para os colegas a fim de iniciar a busca pelos assaltantes, ignorando os procedimentos previstos dentro da Corporação e sua área definida de patrulhamento.

Às 7h49, o PM foi informado pelo irmão, Platinny Willer Campos Silva, que o carro de Nicole havia sido encontrado em uma área próxima ao loteamento onde vivia a namorada de Giovani Gabriel. Foi próximo ao local onde o carro havia sido abandonado que se depararam com Giovani Gabriel, que acabava de guardar sua bicicleta.

Neste momento, os policiais colocaram Gabriel dentro da viatura e, em seguida, o levaram até a zona rural de São José do Mipibu. Em virtude da quebra do sigilo telefônico, foi possível constatar que Paullinelle, que não estava na mesma viatura dos três colegas, recebeu ligações e foi informado sobre o sequestro e, posteriormente, sobre a iminente execução do rapaz. Ainda segundo a denúncia, os PMs efetuaram dois tiros na nuca do estudante.

Deu na Tribuna do Norte

Polícia

Julgamento de Wendel Lagartixa na Bahia está marcado para 11 de julho

 

O julgamento do policial militar reformado Wendel Fagner Cortez de Almeida, conhecido como Wendel Lagartixa, vai começar na próxima quinta-feira (11) na Justiça da Bahia. Ele responde a processo por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e fraude processual. A audiência de instrução e julgamento de Lagartixa está marcado para o Fórum João Mangabeira, na Comarca de Vitória da Conquista/BA, cidade onde ele foi preso no último dia 10 de maio. Atualmente, ele encontra-se custodiado em um presídio militar em Salvador.

O advogado de defesa, João Antônio Dias, afirmou que a tese de defesa do acusado já está montada. Na audiência de instrução, o juiz do caso vai ouvir Wendel Lagartixa, testemunhas de acusação e defesa, além da apresentação de provas.

“Vamos ouvir as testemunhas, que são os policiais rodoviários federais que participaram da ocorrência e o pessoal que estava com ele [Wendel] dentro do carro. A gente vai ter a cautela de aguardar o que vai ser dito para poder, em cima disso, concretizar o que a gente vem trabalhando”, afirmou o advogado. João Antônio Dias reforçou que a defesa vai pedir a absolvição do policial militar reformado.

Wendel Lagartixa foi preso em Vitória da Conquista, no dia 10 de maio deste ano, após uma abordagem de policiais rodoviários federais que encontrou uma arma irregular dentro do carro que o policial militar reformado viajava com familiares e um amigo. Segundo Lagartixa, o grupo viajava rumo ao Rio Grande do Sul para ajudar as vítimas das enchentes nas cidades gaúchas.

“A arma não era dele, não. A arma era do irmão dele. Isso já está provado nos autos através de documentos”, disse o advogado de defesa.

Relembre o caso

Wendel Lagartixa responde por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e fraude processual. O caso foi registrado no dia 10 de maio deste ano, em Vitória da Conquista/BA, quando o carro onde ele estava foi parado por policiais rodoviários federais. Dentro do veículo, além do PM reformado, estavam o irmão Felipe (motorista) e o sobrinho dele Raysandro, juntamente com o amigo sargento Belarmino.

Segundo registro policial, o carro foi parado em Vitória da Conquista, em posto da Polícia Rodoviária Federal da BR-116, por volta das 16h. Após a abordagem, os agentes encontraram uma pistola .40, de uso restrito, no banco traseiro do automóvel, embaixo de uma bolsa. Os policiais disseram que a localização da arma foi apontada por Wendel Lagartixa. Ele teria assumido que a pistola era de sua propriedade e não seria registrada.

O registro da ocorrência diz que, quando os agentes da PRF afirmaram que o caso seria comunicado ao delegado plantonista, Wendel Lagartixa passou a afirmar que a arma pertencia ao seu irmão, que conduzia o veículo. Os ocupantes do carro também teriam corroborado com a segunda versão.

Contradições nas oitivas dos ocupantes do carro foram consideradas pela autoridade policial para ratificar a prisão do PM reformado.

Informações da Tribuna do Norte