Tecnologia

Quem é o adolescente investigado por Moraes por invadir a rede de Janja

Foto: Claudio Kbene/PR

No dia 27 de abril, Eduardo Vilhena de Araújo completou 18 anos. Graças à idade, o jovem escapou de um processo conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) que poderia levá-lo a um destino semelhante ao de pessoas comuns investigadas criminalmente por “atos antidemocráticos”, “ataque a instituições” e coisas do gênero.

Eduardo é o garoto que, em 12 de dezembro do ano passado, acessou a conta na rede X (antigo Twitter) da primeira-dama, Janja da Silva, e por pouco mais de uma hora postou textos obscenos e xingamentos contra ela, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra o próprio Moraes.

“Eu quero avisar aí que eu estou ciente que a Polícia Federal está investigando isso aqui, eu não tô nem aí. Eu sei que vai dar alguma coisa, talvez não dê, talvez dê, depende do sistema judiciário do país, que é quebrado, e eu sou um cara que julga muito que as leis desse país são frágeis, são uma porcaria e só tem político roubando”, disse, num áudio que soltou na invasão.

No último dia 22, após seis meses de investigação no STF, o ministro decidiu remeter o caso de Eduardo “ao juízo competente”. A família respirou aliviada, pois já começava a achar que, se ficasse no STF, ele poderia pegar penas que chegassem a 17 anos de prisão, como receberam alguns dos que foram presos nos prédios da Corte, do Palácio do Planalto e do Congresso em 8 de janeiro de 2023. Pela lei, isso não seria possível. Como ele era menor de idade à época dos fatos, o processo deve seguir para a Vara de Infância e Juventude do Distrito Federal, onde possivelmente termine, no máximo, com a sanção de assistir a uma palestra e levar uma advertência.

Pela lei brasileira, menores de 18 anos são inimputáveis. Assim, quando praticam alguma conduta tipificada no Código Penal, não cometem um crime, mas sim um “ato infracional análogo ao crime”. Para a tia de Eduardo, que faz sua defesa no caso, injúrias, difamações e calúnias que ele lançou contra Janja, Moraes e Lula foram uma “infantilidade”.

“Ele tem 18 anos, mas não tem maturidade para a idade cronológica dele. Cometeu esse ato bobo no finalzinho da adolescência. Quem é que não faz uma besteira na vida? Se tem homem velho fazendo besteira por aí…”, diz Roseliane Borges de Araújo, a tia advogada que defende Eduardo. Ela é delegada aposentada e durante alguns anos atuou na Delegacia da Criança e do Adolescente em Brasília. Ela diz que desde o início o caso deveria ter tramitado lá, e não no STF.

No gabinete de Moraes, o caso tramita sob sigilo. Roseliane diz que nem tentou obter acesso aos autos, por ter ouvido falar das dificuldades enfrentadas por advogados de outros investigados para conhecer as imputações contra clientes. Ela diz que vai esperar o caso chegar à Vara de Infância, na primeira instância, para saber o que foi apurado.

Eduardo também não sabe exatamente se foi investigado por xingamentos às autoridades ou também por “invasão de dispositivo informático”, crime com pena de 3 meses a 1 ano de detenção, e que pode chegar a 2 anos se o invasor obtém conteúdo de comunicações eletrônicas privadas – em qualquer desses casos, a condenação não leva um adulto à prisão, porque como a punição é baixa, é convertida em prestação de serviços à comunidade e multa.

Eduardo conta por que invadiu conta de Janja

Ele conta que conseguiu invadir o e-mail pessoal de Janja e, com isso, alterar sua senha no X. Segundo Eduardo, o acesso se deu por curiosidade, mas ele diz que não guardou e-mails e mensagens privadas. “Dei uma lida rápida, mas não cheguei a clicar, porque não tinha coisa interessante”, afirmou à Gazeta do Povo.

Questionado sobre o motivo dos xingamentos à primeira-dama, respondeu que “estava meio revoltado com o governo, com a Janja e com o Lula”. “Foi com ódio mesmo e zoação. Eu não tenho nada contra a Janja especificamente, tenho mais contra quem ela representa ali no governo, sempre associo ela à imagem do Lula. Ela é a primeira-dama, mas como é esposa do Lula e tem mais contato, influencia nas decisões que ele vai tomar”, afirma Eduardo.

Ele acrescenta não ter nada contra a defesa de minorias encampada por Janja. “Eu não vejo problema em defender, por exemplo, mulheres e crianças. Mas vejo problema em defender, na situação do Rio Grande do Sul, cavalos e animais, enquanto tem gente alagada morrendo”, diz Eduardo – a primeira-dama também fez postagens nas redes levando ajuda para pessoas, mas ganhou mais notoriedade pelo resgate de cães.

Uma das principais críticas de Eduardo ao atual governo é a posição em relação a Israel. Desde o início da guerra contra o Hamas, em outubro do ano passado, Lula e Janja manifestam críticas recorrentes à ofensiva do governo de Benjamin Netanyahu ao grupo terrorista na Faixa de Gaza, em razão da morte de civis palestinos.

A tia de Eduardo, Roseliane, afirma que ele foi influenciado a fazer a invasão por outros jovens e adolescentes com quem conversava na internet. “Houve aí um ardil. A senha de e-mail dela estava disponível há meses [para hackers], era como se a porta estivesse aberta e alguém tivesse entrado no local. Todos os hackers do Brasil e do mundo sabiam. Foi uma isca que botaram e caiu na mão de um adolescente”, diz Roseliane em defesa do sobrinho. Para ela, outros hackers teriam incentivado e desafiado Eduardo, sabendo que ele era menor e inimputável. Ela acredita que a PF deve encontrar essas pessoas ao vasculhar o computador, dois celulares e pen drives de Eduardo. Os agentes recolheram os equipamentos em seu quarto dois dias após a invasão, por ordem de Moraes.

No momento da invasão, Eduardo citou amigos virtuais, conhecidos por codinomes: Ludwig, Chris Speedwagon, Pinguim, Ecologyc, Rav e Binoxy. Em depoimento à PF, disse que nenhum deles participou da invasão e que os mencionou de forma voluntária. Disse que conversa com eles no Discord, plataforma popular entre adolescentes, conhecida por não impedir a publicação de conteúdo criminoso, inclusive incentivo a suicídio – material que Eduardo garante não curtir na rede social, onde se apresenta com o codinome Smalkade.

Vida pessoal: dentro do quarto

Eduardo parou de estudar no meio do ano passado e desde então diz passar boa parte do tempo no computador, dentro do quarto. Diz que seus temas de maior interesse são política e religião. Quando criança, ia com um tio à Igreja Universal do Reino de Deus, que voltou a frequentar neste ano. Mora num condomínio fechado de casas de classe média em Sobradinho, perto de Brasília, com um irmão mais novo, de 13 anos, que tem autismo severo, com o irmão mais velho, de 23 anos, e com a madrasta, viúva de seu pai de criação, que faleceu em 2018.

Ele foi criado pelo casal, uma vez que a mãe biológica era dependente de drogas, quando Eduardo nasceu. Hoje, segundo a família, ela está recuperada. Segundo Roseliane, Eduardo é tímido. “Não é perigoso, é bobinho, é um menino medroso. Quer ser pessoa influente. Tem conhecimento de informática, mas não sei até onde. Gostaria de ser cantor. Mas personalidade para cometer infração, não tem não”, diz ela, acrescentando que ele e os irmãos nunca cometeram qualquer ilícito nem se envolvem em confusão. A família, diz ainda, é formada por vários servidores públicos. “Ele foi criado num ambiente de pessoas instruídas.”

A PF chegou a Eduardo por meio de um amigo do Facebook, para quem chegou a doar dinheiro por pix, e conhecido artisticamente como “Maníaco”.  Suas músicas, divulgadas na internet, como “Mulher gosta de porrada” e “Bíblia Incel”, têm teor misógino.

Dias após a invasão da conta de Janja, discursando para jovens na 4ª Conferência Nacional de Juventude, Lula defendeu uma formação humanista nessa fase da vida.

“Nós precisamos compreender que o que vai levar a gente a subir a escada inteira é a capacidade de discussão política que nossa juventude que está aqui tiver para discutir com a juventude que não está aqui. Aquela juventude que muitas vezes é emprenhada pelos ouvidos pela televisão, muitas vezes é emprenhada pela internet, muitas vezes é emprenhada pela quantidade de desinformações. Vocês sabem que o moleque, o cara que hackeou a Janja, era um moleque de 17 anos? Como é que a gente vai preparar essa meninada que muitas vezes está na internet, pregando violência, abusando de meninas, tentando colocar fotos delas em situações não apropriadas, para poder coagi-las? Quando é que a gente vai reagir?”, afirmou.

O episódio acabou criando mais uma oportunidade para Janja, Lula e outros integrantes do governo defenderem a regulamentação das redes, para forçar as plataformas a impedir, por conta própria, a publicação de conteúdos violentos e ilícitos.

Deu na Gazeta do Povo

Tecnologia

Cientistas do Japão constroem 1º satélite de madeira do mundo e planejam lançá-lo ao espaço em setembro

Foto: AFP

 

Uma equipe de cientistas japoneses desenvolveu o primeiro satélite de madeira do mundo, que será lançado ao espaço em setembro por meio de um foguete da SpaceX. O artefato, um pequeno cubo de dez centímetros de aresta, foi criado por pesquisadores da Universidade de Kyoto em parceria com a madeireira Sumitomo Forestry. A expectativa é que o satélite se desintegre completamente ao reentrar na atmosfera, o que pode contribuir para reduzir a quantidade de resíduos metálicos gerados por dispositivos espaciais ao retornarem à Terra.

Segundo Takao Doi, astronauta e professor da Universidade de Kyoto, a fabricação de satélites não metálicos deveria se tornar mais comum. Feito de madeira de magnólia, o satélite será entregue à agência espacial japonesa Jaxa na próxima semana. Em seguida, em setembro, será transportado por um foguete da SpaceX até a Estação Espacial Internacional (ISS), de onde será lançado ao espaço para testar sua resistência e durabilidade. Durante a missão, os pesquisadores receberão dados do satélite para avaliar possíveis sinais de estresse e verificar se o artefato é capaz de suportar as grandes variações de temperatura no espaço. A iniciativa representa um avanço na busca por alternativas mais sustentáveis na fabricação de dispositivos espaciais, visando reduzir o impacto ambiental causado pela geração de resíduos metálicos.

 

Tecnologia

BYD anuncia carros híbridos capazes de rodar 2 mil quilômetros sem reabastecer

Seal 06 faz parte dos carros da quinta geração lançados pela BYD, com motores capazes de percorrer mais de dois mil quilômetros sem recarga ou reabastecimento.| Foto: Divulgação/BYD

 

A montadora chinesa especializada em carros elétricos BYD anunciou a sua quinta geração de veículos híbridos plug-in para o mercado global. Com eficiência maior e consumo de combustível menor, os veículos terão autonomia para rodar até 2,1 mil quilômetros sem precisar de recarga ou reabastecimento, segundo a empresa.

Isso significa ser possível fazer um percurso equivalente à distância entre São Paulo e Sergipe, do Rio a Alagoas ou, ainda, entre Brasília e Fortaleza com uma única carga ou tanque. Nos Estados Unidos, cerca de 2 mil km é mais ou menos o percurso de Nova York a Miami. Na Europa, entre as capitais Paris e Berna.

A nova tecnologia chega ao mercado com o lançamento dos modelos sedãs Qin L DM-i e Seal 06 DM-i. A diferença, diz a empresa, é que o nível de eficiência térmica e operacional estão otimizados. Isso significa que o novo sistema reduz perda de energia, fortalecendo a capacidade e desempenho do veículo.

BYD está construindo no Brasil sua primeira fábrica fora da Ásia

Por ora, esses carros serão vendidos somente na China e depois devem ganhar escala para outros países. Segundo a BYD no Brasil, por enquanto não há previsão de os modelos citados serem comercializados no Brasil.

Mas esse deve ser um caminho natural, uma vez que o Brasil é um dos países no radar de investimentos estratégicos da empresa. Além das importações, a BYD está construindo sua primeira fábrica fora da Ásia. Será em Camaçari, na Bahia, para a produção de carros elétricos, puros ou híbridos, cuja proposta é atender toda a América do Sul.

A BYD cessou a produção de carros exclusivamente a combustíveis fósseis em 2022 para focar nas linhas de híbridos e elétricos. Segundo a Bloomberg, desde então, tem aumentado suas vendas não só para o mercado chinês, mas para outros mercados emergentes que não têm infraestrutura para o carregamento de baterias.

É o caso do Brasil, onde os modelos híbridos ganham mais espaço no gosto do consumidor. Além de o carro com motor misto (bateria e combustão) ser mais barato, é ajustável à infraestrutura nacional, que hoje não tem postos suficientes para carregamento de veículos elétricos.

Hoje, a BYD vende no Brasil – por importação – os modelos TAN, Dolphin Mini, Dolphin Plus, Dolphin, Yuan, Han e o Seal. O único híbrido, até agora, é o Song Plus.

O cargueiro da BYD que aportou em Pernambuco na semana passada, com quase 5,5 mil veículos, veio com modelos sedã híbrido BYD King, conforme vídeo divulgado nas redes sociais pela revista Quatro Rodas.

“A nova tecnologia representa não apenas um grande salto tecnológico, mas significa o início de uma nova era na história da indústria automobilística global”, enfatizou Wang Chuanfu, presidente e CEO da BYD em nota da companhia.

O anúncio da BYD abre, ainda, um novo capítulo na corrida das montadoras pela eficiência das baterias. Segundo a Bloomberg, a Toyota também apresentou na semana passada protótipos de uma nova geração de motor de combustão interna para operar junto às baterias.

Deu na Gazeta do Povo

Tecnologia

Starlink: entenda o que é a empresa do Elon Musk

 

A Starlink, serviço de internet via satélite desenvolvido pela empresa SpaceX de Elon Musk, está implementada no Brasil desde fevereiro de 2022, mas ganhou grande repercussão, após a doação de mil kits para auxiliar os resgate e facilitar a comunicação no Rio Grande do Sul, que está em estado crítico com as inundações que atingiram diversas regiões do estado.

As antenas, que fornecem internet via satélite, chegaram à Base Aérea de Canoas no último sábado (11) e foram distribuídas gratuitamente para comunidades em áreas remotas e de difícil acesso, onde a infraestrutura de telecomunicações foi severamente danificada pelas chuvas.

A doação foi anunciada pelo próprio dono da companhia, por meio de uma publicação no X (antigo Twitter). Veja abaixo:

https://x.com/i/status/1788564251931508966

Mas o que de fato é a Starlink?

De acordo com o site oficial da empresa, a Starlink é uma constelação em constante crescimento de satélites artificiais em órbita baixa da Terra (LEO) com o objetivo de fornecer acesso à internet de banda larga de alta velocidade para qualquer lugar do planeta, mesmo nas regiões mais remotas e subdesenvolvidas.

Os usuários da Starlink precisam de um terminal receptor especial, similar a uma antena parabólica, para receber o sinal dos satélites e se conectar à internet.

A empresa atualmente oferece três modalidades de planos no Brasil: residencial, para viagens e para embarcações. Para contratar o serviço da Starlink no país, basta acessar o site oficial da empresa e todo procedimento é feito online, para conferir o passo a passo da contratação da internet, acesse essa matéria do E-Investidor.

Os valores mensais variam, mas o investimento inicial pelo equipamento é de R$ 2 mil, com uma taxa de assinatura mensal de R$ 184, para o plano básico residencial. Confira todos os valores dos planos disponíveis para contratação da Starlink no Brasil, nesta matéria da jornalista Luíza Lanza para o E-Investidor.

Tecnologia

Energia solar em casa: qual o tempo de retorno do investimento em cada estado

O retorno do investimento em painéis de geração de energia solar varia conforme o estado.| Foto: Pixabay

 

O investimento em um sistema de energia solar residencial se paga mais rápido em Mato Grosso, Alagoas e Piauí. As informações são de levantamento da consultoria Greener, que estimou o tempo de retorno da instalação de painéis fotovoltaicos em cada estado brasileiro.

Em Mato Grosso, a média é de 2,6 anos para o “payback” – o tempo de retorno do investimento. Em Alagoas e Piauí, 2,7 anos. Ceará e Pará vêm em seguida, com um prazo de aproximadamente 2,8 anos.

Na outra ponta da lista, nos estados do Amapá, Paraná e Roraima a aposta na energia solar residencial leva mais de quatro anos para dar frutos. Em Santa Catarina, mais de cinco anos.

O levantamento da Greener considera sistemas residenciais de 4 kWp, de baixa tensão. No cálculo, foram considerados tempo de obra, início da operação, reajustes tarifários e preço de equipamentos.

Na média brasileira, considerando todos os estados, houve redução de 25% de payback entre janeiro de 2023 e janeiro de 2024. Ou seja, o retorno do investimento ficou mais rápido.

O valor do sistema na baixa tensão residencial caiu de R$ 4,39/Wp para R$ 3,17/Wp no período. Com isso, o preço médio de um sistema fotovotaico residencial passou de R$ 17.560 no início do ano passado para uma média de R$ 12.680 neste ano.

Energia solar residencial: tempo de retorno em cada estado brasileiro

Mato Grosso: 2,6 anos
Alagoas: 2,7 anos
Piauí: 2,7 anos
Ceará: 2,8 anos
Pará: 2,8 anos
Rio de Janeiro: 2,8 a 2,9 anos
Mato Grosso do Sul: 2,9 anos
Minas Gerais: 2,9 anos
Bahia: 3 anos
Distrito Federal: 3 anos
Pernambuco: 3 anos
Rio Grande no Norte: 3 anos
Tocantins: 3,2 anos
Amazonas: 3,3 anos
Goiás: 3,3 anos
São Paulo: 3,3 a 4,2 anos
Sergipe: 3,3 a 3,9 anos
Maranhão: 3,4 anos
Acre: 3,6 anos
Espírito Santo: 3,6 anos
Paraíba: 3,6 anos
Rio Grande do Sul: 3,8 a 4,4 anos
Amapá: 4 anos
Paraná: 4 anos
Roraima: 4,1 anos
Santa Catarina: 5,1 anos

Informações da Gazeta do Povo

 

Educação, Tecnologia

IMD lança novo centro de excelência em tecnologias avançadas: Lance

 

O Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) inaugura na próxima sexta-feira, 26, às 16h, o Leading Advanced Technology Center of Excellence (LANCE), um centro de excelência em tecnologias avançadas voltado para projetos de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

Dispondo de um rico ecossistema tecnológico, o centro vai apoiar pesquisas nas áreas de Redes Móveis (5G e 6G), Aplicações Inteligentes e Imersivas, Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquinas, além de outros campos futuristas.

O LANCE ocupa um andar inteiro no prédio do Núcleo de Pesquisa e Inovação em Tecnologia da Informação (nPITI), disposto em uma área total de 330m² no Campus Central da UFRN. Sua criação é resultado de um investimento de cerca de R$ 18 milhões, realizado pela empresa Lenovo do Brasil, por meio de incentivos fiscais da Lei de Informática.

A estrutura deve dar suporte aos projetos realizados em parceria entre a UFRN e várias instituições de tecnologia (big techs, universidades, núcleos de pesquisa etc.), além de apoiar futuros projetos de PD&I com empresas e setor público e pesquisas da universidade como um todo.

Laboratórios

O LANCE compreende um conjunto de quatro laboratórios: o de Inovação em Inteligência Artificial; o de Serviços e Aplicações da Internet do Futuro; o de Tecnologias Educacionais Assistivas e Multimídia; além do Lenovo Accessibility Lab.

Sua estrutura tecnológica inclui três redes sem fio convergentes (duas 5G privadas e uma WiFi6); uma nuvem privada de 20 servidores; uma rede de dados ótica de 14 switches totalmente definida por software;e uma plataforma de testes completa para casos de usos diversos, além de dispositivos inteligentes como óculos de realidade aumentada, kit de internet tátil e luvas inteligentes.

A equipe que atua no LANCE conta com pelo menos 50 profissionais, entre pesquisadores, bolsistas e estudantes, que se capacitaram atuando na prática em diversos projetos de PD&I. Entre as áreas de atuação da equipe estão as de Ciência da Computação, Engenharia de Software, Engenharia de Telecomunicações e Engenharia Elétrica.

Marco

“O LANCE foi concebido sob a missão de impulsionar o avanço das tecnologias mais recentes em diversos campos da TI e estimular a colaboração entre pesquisadores e instituições. Para isso, projetamos um ambiente dotado de um rico ecossistema de tecnologias, que representa um marco significativo tanto para a UFRN e o Rio Grande do Norte como para o país”, afirma o diretor do Centro, professor Augusto Venâncio Neto.

Ele explica que a infraestrutura tecnológica e de pesquisa trazida pelo LANCE deve “colocar a UFRN no radar mundial das iniciativas de desenvolvimento das tecnologias futuristas, que são aquelas que estão ultrapassando as fronteiras atuais da inovação e do progresso tecnológico, como são os casos da Inteligência Artificial, do 5G e da Realidade Virtual e Aumentada”.

O docente ainda ressalta que tudo isso deve trazer impactos positivos e significativos para o setor produtivo. “Um aspecto crucial do nosso trabalho é o estímulo ao desenvolvimento econômico e tecnológico da região. Ao atrair grandes empresas da área de TI para o estado, o LANCE vai contribuir para a criação de um ecossistema vibrante de inovação e empreendedorismo”.

Conquista

Para o diretor geral do IMD, professor José Ivonildo do Rêgo, o novo centro de pesquisas “representa uma grande conquista para o ecossistema de inovação do Rio Grande do Norte na área de Tecnologia da Informação”.

Ele lembra que o LANCE “é fruto de uma parceria bem-sucedida com a big tech Lenovo, que se associou ao Instituto por meio da liderança do professor Augusto Venâncio Neto e de um grupo de pesquisadores da UFRN e de outras instituições. Foi isso o que permitiu que tivéssemos agora um dos mais importantes conjuntos de laboratórios para áreas como Redes Avançadas, Inteligência Artificial e Realidade Virtual”.

Informações da ASCOM IMD

Política, Tecnologia

Projeto que cria Marco Legal do Hidrogênio Verde no RN avança na Assembleia Legislativa

Foto: João Gilberto

 

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou nesta terça-feira (16) o projeto de lei que institui o Marco Legal do Setor de Hidrogênio Verde e da Indústria Verde no Estado. A matéria é de autoria do Governo do Estado, e teve como relator o deputado estadual Hermano Morais (PV), presidente da CCJ.

“O projeto foi discutido em audiência conjunta com outras comissões e analisamos com profundidade, ouvimos e aproveitamos sugestões apresentadas por especialistas no assunto. É um projeto volumoso, complexo, de grande importância para o desenvolvimento do RN, que já vem se notabilizando na produção da energia limpa e tem agora uma nova oportunidade. Por isso é preciso haver lastro e embasamento legal para a atividade se desenvolver contribuindo para o crescimento do RN”, disse Hermano Morais durante a apresentação do relatório.

O projeto governamental também cria o Programa Norte-Rio-Grandense de Hidrogênio Verde e da Indústria Verde. O líder do Governo na Casa, deputado Francisco do PT, ressaltou a importância do debate em torno do assunto e fez um apelo aos demais parlamentares para que o colegiado de líderes possa permitir a votação célere da proposta em plenário. “Essa é uma matéria fundamental que o mundo inteiro está discutindo e esse projeto de lei foi elaborado com profunda participação de diversos setores da sociedade já começa a servir de inspiração para outros estados”, completou.

A CCJ ainda aprovou duas propostas de autoria do deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa. A primeira, reconhece como de utilidade pública a Associação de Cursos Profissionalizantes, Educacional e Esportes de Currais Novos. A segunda, que institui no Estado o “Março Azul-Marinho”, mês dedicado à campanha de prevenção e combate ao câncer colorretal.

Ainda na Comissão, também foram avalizados dois projetos da deputada Cristiane Dantas (SDD). Um deles dispõe sobre a obrigatoriedade da assinatura física das pessoas idosas em contratos de operação de crédito firmados por meio eletrônico ou telefônico. Já a segunda iniciativa da parlamentar aprovada reconhece como Patrimônio Material, Histórico, Cultural, Paisagístico, Turístico e Religioso do RN a Paróquia de Sant’Ana e São Joaquim, em São José de Mipibu.

O colegiado também aprovou matéria de autoria da deputada estadual Divaneide Basílio (PT), que reconhece a Associação Desportiva, Cultural e Social – PGGA como sendo de utilidade pública para o Estado. No final da reunião, o deputado Hermano Morais revelou que a CCJ já analisou 103 projetos em 6 reuniões realizadas desde o início do ano.

 

 

Tecnologia

Legis Vídeo da ALRN é destaque durante congresso de comunicação pública em São Paulo

 

O Legis Vídeo desenvolvido, pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, para acesso simplificado às atividades legislativas gravadas ganhou destaque durante o primeiro dia do Congresso de Comunicação Pública Sudeste, realizado pela Escola Legislativa de Araras (SP) nesta quinta (4) e sexta-feira (5). O evento reuniu cerca de 300 profissionais interessados na interseção entre comunicação pública, cidadania e democracia.

Mário Sérgio, diretor de Gestão Tecnológica da ALRN, teve a oportunidade de apresentar o sistema a uma audiência diversificada, composta por comunicadores públicos, gestores de comunicação, servidores públicos, jornalistas, estudantes e pesquisadores.

“Estamos felizes pela participação no evento e pelo interesse demonstrado pelo público em nosso sistema. Isso reforça o compromisso da Assembleia do RN com a transparência legislativa e o engajamento cívico. O Legis Vídeo representa um avanço significativo na democratização do acesso às atividades legislativas, facilitando a transparência e o acompanhamento do trabalho parlamentar pela sociedade”, destacou Mário Sérgio.

A presença do Legis Vídeo no congresso demonstra o interesse crescente na ferramenta, que visa simplificar o acesso às atividades legislativas gravadas.

O congresso debateu as premissas da comunicação pública, enfatizando seu papel fundamental em servir ao interesse público e fortalecer a democracia. Temas como cidadania, democracia e combate à desinformação foram abordados, ressaltando a importância do Legis Vídeo como uma ferramenta que promove a transparência e o engajamento cívico.

O Legis Vídeo é uma aplicação web que oferece acesso aos vídeos das ações legislativas da ALRN, permitindo que o público visualize as sessões e reuniões parlamentares transmitidas pela TV Assembleia. Com recursos de busca e filtros, o sistema proporciona uma experiência intuitiva e eficiente para os usuários interessados em acompanhar o trabalho legislativo no estado.

A ALRN já firmou parceria com o Tribunal de Contas do Estado para disponibilização do sistema Legis Vídeos. A parceria se estende à Câmara Municipal de Natal, à Câmara da cidade paulista de Barretos, Astral, entre outros.

Tecnologia

Xiaomi lança carro elétrico SU7 e surpreende pelo preço

 

Um dos carros elétricos mais aguardados chega oficialmente às lojas: Xiaomi SU7, inédito veículo da marca famosa em smartphones. O carro é rival de modelos de ponta como Tesla Model 3 e Porsche Taycan. O SU7 teve os valores revelados nesta quinta (28) e surpreende pelo preço. O CEO da Xiaomi, Lei Jun, promete que seu carro é o mais acessível dentro da categoria.

O SU7 será lançado em três versões, com opções diferentes de autonomia e desempenho. A versão de entrada tem preço inicial de 215.900 yuans, cerca de US$ 29 mil ou R$ 148,9 mil em conversão direta. Um valor muito competitivo, equivalente a um SUV compacto a combustão.

Nessa configuração, o Xiaomi SU7 tem bateria de 73 kWh com 700 km de autonomia no ciclo chinês, cerca de 490 km no Inmetro. Ele faz de 0 a 100 km/h em apenas 5,28s com máxima nos 210 km/h.

 

A versão intermediária é a SU7 Pro, com autonomia estendida para 830 km  e 0 a 100 em 5,7s. Ele conta com sistema de direção semiautônoma Xiaomi Pilot Max. O preço é de 245.900  yuans.

O top de linha é o Xiaomi SU7 Max. Com motores duplos, acelera de 0 a 100 km/h em 2,78segundos e atingindo uma velocidade máxima de 265 km/h. O interior também recebe atenção especial, com um volante clássico do tipo D, condução inteligente de um botão e uma variedade de controles acessíveis ao motorista. Ele custa 299.000 yuans, cerca de um terço do valor de um Taycan Turbo na China.

 

Lei Jun revelou que o Xiaomi SU7 será lançado em nove cores, abrangendo desde tons esportivos como Gulf Blue e Lava Orange até opções mais elegantes como Cinza Elegante e Azul Meteoro.

Com uma área envidraçada de 5,35 metros quadrados e vidros especialmente projetados para filtrar raios UV e infravermelhos, o Xiaomi SU7 garante conforto térmico mesmo nos dias mais quentes.

Além disso, a Xiaomi está preparando a construção de estações de supercarregamento, utilizando uma solução de superalimentação com refrigeração líquida de 600 kW, planejadas inicialmente para Pequim, Xangai e Hangzhou.

 

Neste primeiro momento, será vendido apenas na China. A Xiaomi tem atuação oficial no Brasil, mas ainda não há confirmação sobre chegada do modelo por aqui.

Tecnologia da bateria

A bateria dos carros elétricos é a principal fonte de crítica dos “haters” dessa tecnologia. Contudo, a Xiaomi se insere no contexto das novas gerações de baterias: assim como a BYD, é a tecnologia do tipo Cell-to-Body (CTB), uma inovação em que as células são ligadas à estrutura da carroceria e inclui sistema de proteção de 14 camadas.

A Xiaomi está desenvolvendo uma liga metálica própria, a Titans Metal, fabricada em fundição também exclusiva hiper-die T9100. A promessa é de uma liga de alta resistência e produzida muito mais rápida que as convencionais. A liga vai reduzir o peso do carro em 17%, melhorando a performance e autonomia.

Direção autônoma

Mirando a Tesla, a Xiaomi também está desenvolvendo o seu próprio sistema de direção autônoma com a tecnologia adaptativa BEV, o Modelo Fundamental de Mapeamento de Estradas e a Tecnologia Super-Res Occupancy Network. O hardware do sistema, incluindo dois chips NVIDIA Orin e sensores avançados, tem como objetivo colocar a marca no topo da indústria até 2024.

 

Smart Cabin com tela gigante

O conceito de design interno do Xiaomi SU7 é de uma arquitetura  “centrada no ser humano”, integrando um console central de 16,1 polegadas 3K, multimídia de 56 polegadas e um painel giratório de 7,1 polegadas, recurso típico da BYD. Esse design, aliado ao chip Snapdragon 8295 com IA, oferece uma experiência intuitiva e contínua para o usuário, estabelecendo um novo padrão para a tecnologia dentro do carro.

Internet das coisas (iOT)

Criado por uma empresa de celualres e outros gadgets, o O Xiaomi SU7 visa redefinir o conceito de um veículo inteligente. O sedã será integrado ao ecossistema Xiaomi CarIoT, suporte para mais de 1000 dispositivos domésticos inteligentes Xiaomi e conexões contínuas entre dispositivos oferecem aos usuários um ambiente versátil e conectado dentro do carro.

Deu na CNN

Tecnologia

Saiba como esconder uma conversa no WhatsApp utilizando ‘código secreto’; veja o passo a passo

 

Num contexto digital cada vez mais atento à privacidade e segurança, o WhatsApp oferece uma ferramenta para proporcionar maior tranquilidade aos seus usuários.

Com a mais recente atualização, é possível ocultar conversas individuais e em grupo da tela inicial do aplicativo, protegendo-as com um código, o que aumenta significativamente a segurança da plataforma.

Situações como a necessidade de compartilhar o dispositivo com familiares ou o receio de que terceiros tenham acesso a mensagens sensíveis são preocupações comuns entre os usuários.

Atento a isso, o aplicativo já permitia anteriormente que conversas selecionadas fossem movidas para uma pasta chamada “Conversas protegidas”. Agora, é possível adicionar uma senha a essa pasta e ocultá-la completamente da página inicial do aplicativo.

Como funciona o novo recurso?

Inicialmente, o recurso opera com a senha do dispositivo ou as alternativas de biometria disponíveis, como impressão digital ou reconhecimento facial, para desbloquear as conversas.

Contudo, a novidade é a capacidade de estabelecer uma senha específica para acessar a pasta das conversas bloqueadas, o que aumenta significativamente as opções de proteção.

Para os interessados em adicionar essa camada adicional de segurança, o procedimento é fácil e está acessível a todos os usuários do WhatsApp.

Como colocar código secreto e bloquear uma conversa específica no WhatsApp?

  • Abra o WhatsApp;
  • Entre na conversa específica que deseja proteger com senha;
  • Agora clique na foto de perfil do contato ou grupo em questão para acessar as informações;
  • Role a tela e clique em “Trancar conversa”;
  • Escolha a opção, leia as informações e aperte em “Continuar”;

 

Veja o passo a passo para trancar uma conversa, que depois fica na pasta de “Conversas trancadas”

  • Com a conversa trancada, volte à tela inicial do WhatsApp e desça a tela até encontrar a aba “Conversas trancadas”;
  • Ao entrar na opção, clique em “Configurações”, no canto superior direito;
  • Agora, habilite a opção “Ocultar conversas trancadas”;
  • Vá em “Código secreto” e escolha um código. Ele pode ser uma palavra ou emojis;
  • Ao escolher o código, clique em “Avançar” e, por fim, confirme o código escolhido;

Então, aprenda a criar um código secreto para suas conversas trancadas

  • Assim, a lista de conversas trancadas não aparecerá na tela inicial do WhatsApp, mas sim quando você digitar o código secreto na barra de busca do aplicativo;
  • Pronto! Agora sua conversa está totalmente oculta e somente você saberá como acessá-la.

Descubra como encontrar uma conversa oculta usando o código secreto

Cuidados que você deve ter após ativar o recurso

Após concluir este procedimento, a conversa será ocultada e será necessário inserir seu código secreto na barra de pesquisa, localizada na aba “Conversas”.

Ao inserir o código na barra, a aba “Conversas trancadas” será exibida, e você apenas precisará desbloqueá-la utilizando sua biometria ou reconhecimento facial.

É fundamental ler todas as instruções do aplicativo de mensagens para evitar qualquer dúvida. Além disso, é importante escolher um código secreto que você possa lembrar no futuro.

Para desativar esse recurso, basta seguir o mesmo procedimento, mas realizando as ações de forma reversa.

Então, por que esse recurso é considerado um avanço significativo?

Além de proporcionar tranquilidade aos usuários preocupados com sua privacidade, essa funcionalidade representa um avanço importante na maneira como o WhatsApp reconhece e atende às necessidades de segurança digital de seus usuários.

Ao ocultar automaticamente o conteúdo das notificações das mensagens protegidas, a empresa demonstra uma compreensão clara dos riscos e vulnerabilidades relacionados ao compartilhamento de dispositivos ou à exposição acidental de informações sensíveis.

Informações do Catraca Livre