Educação

UFRN fica em segundo lugar entre federais do Nordeste em ranking internacional

 

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi classificada como a segunda melhor instituição de ensino superior de todo o Nordeste, segundo a mais recente 20ª edição do Webometrics Ranking of World Universities, que classifica as universidades com base em iniciativas de transparência, excelência e visibilidade.

No ranking nordestino, a liderança ficou com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), seguida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), na terceira posição.

No Brasil, a UFRN ficou em 12º lugar. A melhor instituição brasileira, de acordo com o levantamento, é a Universidade de São Paulo (USP), que figura como a 71º melhor na categoria em todo o mundo.

Apenas duas instituições potiguares estão listadas pelo Webometrics Ranking of World Universities. Além da UFRN, o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) também é citado, ficando com o 87º lugar no país.

O levantamento, que avalia instituições de ensino em todo o mundo, utiliza uma metodologia abrangente composta por três métricas principais: visibilidade, transparência e excelência.

A visibilidade mede o impacto online relacionado à instituição, como as citações dos autores mais relevantes da universidade, enquanto a excelência refere-se ao número de pesquisas entre as 10% mais citadas em diversas disciplinas.

METODOLOGIA – O ranking baseia-se em três indicadores: Visibilidade, que avalia o número de redes externas que conduzem às páginas web da instituição; Transparência, que considera o número de citações dos 310 melhores autores da instituição (excluindo os 20 primeiros); e Excelência acadêmica, que avalia o número de artigos entre os 10% mais citados em 27 áreas, em um período de cinco anos (2018 a 2022).

O Cybermetrics Lab, organização responsável pelo ranking Webometrics, é vinculado ao Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), agência pública de fomento à pesquisa científica e tecnológica da Espanha.

Educação

Mais uma tragédia: RN tem o maior número de alunos fora da série adequada no Ensino Médio

Cenário expõe a dificuldade do RN de promover a aprendizagem. Pesquisa indica que distorção tende a ser irreversível – Foto: Magnus Nascimento

 

Os dados do Censo Escolar 2023, do Ministério da Educação (MEC), revelaram que o Rio Grande o Norte é o Estado do País com a pior taxa de distorção idade-série do ensino médio, isto é, 39,1% dos estudantes. O indicador é o dado estatístico que acompanha, em cada série, o percentual de alunos da rede pública que têm idade acima da esperada para o ano em que estão matriculados. São Paulo, com 11,8% de distorção, e Ceará, com 15,2%, são os melhores do País nesse quesito. No ensino fundamental, o RN ocupa a 4ª pior taxa de distorção do País, com 22,6% dos alunos fora do ano escolar adequado para a idade. A secretária de Estado da Educação, Socorro Batista, foi procurada, mas não se pronunciou.

Para especialistas ouvidos pela TRIBUNA DO NORTE, o cenário expõe uma dificuldade do Estado de promover aprendizagem. O índice de distorção idade-série é fortemente influenciado pela porcentagem de estudantes que foram reprovados ou que abandonaram os estudos durante um determinado ano letivo, explicam professores e gestores. A pesquisa indica também que a distorção idade-série tende a ser um processo irreversível, pois um aluno que enfrenta atrasos no início da educação básica, seja por reprovação ou abandono, tende a permanecer nessa situação até concluir o ensino médio ou, possivelmente, até abandonar os estudos completamente.

“Essa distorção é resultado de muitas reprovações”, analisa a professora e doutora em educação, Cláudia Santa Rosa. “Quando a aprendizagem não acontece, abrem-se os canais, as portas, para registramos mais reprovações. Com isso, o aluno quebra um fluxo natural que seria estudar e ser aprovado, isso acontece porque nós ainda temos um ensino muito ruim. A gente não consegue garantir uma escola capaz de promover aprendizagem. Se o aluno não aprende, ele reprova”, destaca.

A professora Daniela Terto, que atua no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), acrescenta que a pandemia teve impacto no percentual de distorção no ensino do Estado. “A gente acabou retrocedendo com a pandemia e os dados trazem esse reflexo. É histórico essa posição do RN, o ensino médio é a etapa da educação básica que é um gargalo, é um problema não só potiguar, mas também nacional. A própria reforma do ensino médio amplia essa precarização do nível de ensino, da educação, e a juventude tem menos interesse”, comenta.

Além de liderar o ranking nacional negativo de distorção idade-série no ensino médio, com 39,1% dos estudantes, o RN também figura entre os primeiros quando o assunto é distorção nos anos iniciais e finais do ensino fundamental. O Rio Grande do Norte aparece na 4ª posição nacional, com 22,6% dos alunos em defasagem entre a idade prevista e a série escola que frequentam. Conforme apontam os especialistas, a distorção idade-série pode ser desencadeada pela reprovação do estudante, evasão escolar ou entrada tardia no sistema de ensino.

A própria adoção do ensino no modelo integral de maneira precária no Estado pode ser um fator que contribui para a distorção idade-série, diz Daniela Terto. “A educação em tempo integral seria muito boa, se a nossa juventude tivesse a oportunidade de só estudar o dia todo, mas a gente sabe que são filhos da classe trabalhadora que precisam também ajudar em casa e não tem condições de ficar na escola o dia todo, então essa própria ampliação da jornada acaba dificultando a permanência da juventude nas escolas e contribuindo para essa distorção”, diz.


Matrículas

Em quatro anos, a rede estadual do RN registrou uma queda de 12,6% no número de alunos matriculados no ensino fundamental, de acordo com dados divulgados pelo Censo Escolar 2023, do Ministério da Educação (MEC). Em números absolutos a redução foi de 11,4 mil estudantes, entre 2019 e 2023. Conforme a Lei de Diretrizes da Educação Nacional (LDB), estados e municípios compartilham a responsabilidade pela oferta do ensino fundamental. A queda também foi denunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado (Sinsp-RN).

A presidente do Sinsp-RN , Janeayre Souto, diz que a queda tem impacto nos repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). “O Fundeb é um fundo nacional bancado por estados, municípios e pela União que tem como fator determinante o número de matrículas nas escolas. Quem tem mais estudantes recebe mais recursos, então como nos últimos anos o Estado vem perdendo alunos, vem também perdendo dinheiro”, diz.

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) mostram que em 2019, o RN tinha 33.365 matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental e 57.516 estudantes matriculados nos anos finais do EF. Em 2023 houve diminuição nas duas etapas do ensino fundamental, foram 27.636 matrículas nos anos iniciais e 51.752 nos anos finais. A reportagem da TRIBUNA DO NORTE tentou entrevistar a secretária de Estado da Educação, Socorro Batista, mas não houve resposta.

A presidente do Sinsp-RN também criticou o que chama de ciclo vicioso da educação do Estado. “É bom ter a clareza que o Estado é obrigado a ofertar o ensino fundamental, de acordo com a Constituição, assim como os municípios. Na política educacional do Estado existe um ciclo vicioso que muito atrapalha: tirar professores da sala de aula, não estou falando de readaptados, colocá-los em desvio de função ilegal nas mais diversas funções, contratar professores temporários acima do limite legal permitido”, aponta.

A especialista em educação, Cláudia Santa Rosa, acrescenta que o encolhimento da educação básica no Rio Grande do Norte, sobretudo nos anos iniciais do ensino fundamental, tem reflexos negativos na formação dos estudantes nas séries subsequentes. “É preciso investir forte no processo de alfabetização, um planejamento para a criança que está lá na pré-escola, na educação infantil, de modo que a gente garanta o desenvolvimento integral dessa criança também no ensino fundamental”, diz.

 

Piores Estados em distorção idade-série no Ensino Médio

1º Rio Grande do Norte: 39,1%
2º Bahia: 35,7%
3º Amapá: 34,9%
4º Pará: 34,7%
5º Sergipe: 32,9%
6º Rio de Janeiro: 32,6%
7º Amazonas: 29,4%
8º Piauí: 28,4%
9º Paraíba: 28,3%
10º Acre: 28%.

 

Deu na Tribuna do Norte

Concursos, Educação

Prefeitura de Natal dá autorização à realização de concurso para professor

Foto: SME/PMN

O prefeito Álvaro Dias assinou, na última sexta-feira (23), a autorização para o processo que culminará com a realização do concurso para professor da Rede Municipal de Natal. Serão 710 novas vagas criadas na Lei Complementar Nº 241, de 19 de Janeiro de 2024 publicada no DOM do dia 30 de Janeiro.

Ao assinar a autorização para o trâmite do concurso, o prefeito falou sobre a importância para a Rede de Ensino e para seus alunos. “Isso vai fortalecer a educação, priorizar ensino e trazer melhores condições de aprendizado para todos os alunos da Rede Municipal de Ensino”, avaliou Álvaro Dias.

A carga horária para os professores aprovados será de 30 horas semanais, com remuneração de Professor “N”, de R$ 3.315,41, que vale pelo período do estágio probatório. O concurso ainda está em fase de organização e será realizado este ano.

“A realização do concurso público para o cargo de professor efetivo da Rede Municipal de Natal é mais uma ação importante da gestão do prefeito Álvaro Dias. São 710 novas vagas, o que significa que a nossa rede municipal vai se fortalecer com a chegada de novos profissionais”, avalia a secretária de Educação do Município, Cristina Diniz,  destacando que a última vez que a Prefeitura do Natal realizou um concurso público para professor efetivo foi no ano de 2015. “Agora, vamos abrir espaço para o vínculo efetivo de professores, destacando a criação do cargo de professor para o Atendimento Educacional Especializado”, complementou.

710 vagas

Professor pedagogo para Educação Infantil e Ensino Fundamental – 450
Professor do Atendimento Educacional Especializado AEE – 60
Professor de Arte / Dança – 05
Professor de Arte / Artes Visuais – 06
Professor de Arte / Teatro – 06
Professor de Arte / Música – 05
Professor de Educação Física – 15
Professor de Ensino Religioso – 25
Professor de Geografia – 13
Professor de História – 15
Professor de Inglês – 15
Professor Intérprete de Libras – 10
Professor de Língua Portuguesa – 30
Professor de Matemática – 40
Professor de Ciências da Natureza – 15

Cidade, Educação

Prefeitura debate revitalização da Ribeira com direção do Colégio Salesiano São José

Foto: Alex Régis

 

O prefeito Álvaro Dias recebeu, na manhã desta quarta-feira (21), uma comissão do Colégio Salesiano São José, tendo à frente o diretor geral, padre Ilmário Pinheiro. O chefe do Executivo municipal recebeu das mãos do gestor religioso um projeto de ampliação e modernização da instituição escolar que dialoga com o da revitalização do bairro da Ribeira, onde o Salesiano está situado há décadas.

Álvaro Dias classificou de “arrojado” o projeto de reforma e modernização do Colégio Salesiano, acrescentando que casa com o espírito e a filosofia de sua gestão de investir na Ribeira e no Centro Histórico. “O Salesiano, que fica entre os dois bairros, é justamente dentro do foco que nós pretendemos modernizar e revitalizar para trazer as pessoas de volta e criarmos um movimento comercial, turístico e econômico importante para a cidade do Natal”, observou Álvaro.

Na visão do diretor-geral do Salesiano, padre Ilmário Pinheiro, o momento é muito oportuno porque o colégio está investindo e fazendo melhorias para que continue a prestar um serviço de qualidade. Ele destacou que a instituição precisa crescer no conjunto e o entorno também precisa melhorar, e como a Prefeitura demonstra interesse em estabelecer o processo de revitalização da Ribeira, a reunião teve por objetivo estabelecer um diálogo para que a linguagem de um objetivo único dê também condições do Salesiano somar forças com o município.

“A reunião nos deu orientações muito específicas e esse caminho conjunto pode nos ajudar,no intuito de tornar a Ribeira um lugar ainda melhor. Nós temos um projeto de melhorias físicas para o Salesiano e para atualizar a sua estrutura com o propósito de oferecer novos recursos para os nossos alunos. Quanto mais a Ribeira e seu entorno estiverem também crescendo, nós poderemos ofertar uma qualidade de serviço ainda mais eficiente. O Colégio Salesiano é um símbolo na Ribeira e durante todos esses anos, mesmo em meio aos desafios, nós não desistimos de investir e de manter neste bairro um colégio de excelência. Agora, com o crescimento e a revitalização da Ribeira, o colégio deve aparecer ainda mais como um espaço de excelência na educação”, ressaltou o diretor.

Para o educador Mário Sérgio de Oliveira, que durante 46 anos trabalhou no Colégio Salesiano e atualmente é o secretário-adjunto de Gestão Escolar da Secretaria Municipal de Educação, a visita dos gestores do Salesiano, que incluiu também a diretora Kenya Cristina de Oliveira, foi para aprimorar a ideia da Prefeitura e, especialmente, do prefeito de fortalecer o bairro da Ribeira. “É um projeto de visibilidade que vai proporcionar condições e despertar o interesse dos pais de alunos para com uma escola histórica situada no bairro da Ribeira, o coração da cidade de Natal, mas que hoje atravessa algumas dificuldades. Nós só poderemos minimizar essas dificuldades se fizermos desse projeto uma ação sólida para botar o bairro da Ribeira no lugar que merece. O Colégio Salesiano será ampliado e associado a isso ganhará uma estruturação diferente que vai desde a acessibilidade a cursos que serão oferecidos para a comunidade da cidade do Natal”, ressaltou Mário Sérgio.

Praça Augusto Severo

Durante a reunião com os dirigentes do Colégio Salesiano, o prefeito Álvaro Dias reiterou a disposição de fazer gestões junto ao Governo do Estado no sentido de obter a cessão de algumas praças de Natal. Ele citou principalmente a praça Augusto Severo, localizada na Ribeira, defronte ao Salesiano, que está com obras de sua reforma paralisadas. A intenção é que a Prefeitura assuma o projeto, dentro da proposta de revitalização da Ribeira.

“A praça Augusto Severo é um logradouro importante e histórico da Ribeira e, por conseguinte, da cidade de Natal. E a Prefeitura entende que, com a revitalização da Ribeira, poderá dar um novo aspecto à praça que se encontra danificada no momento. Temos o firme propósito de transformar o bairro da Ribeira, arquitetonicamente, comercialmente, culturalmente e turisticamente”, apontou o prefeito.

Educação

Governo Lula não repassa verba para lanches do Núcleo de Educação da Infância (NEI), da UFRN, e início das aulas deve atrasar

 

A direção da escola NEI (UFRN)  divulgou um comunicado nessa sexta-feira (16) informando que o Governo Federal não realizou o repasse para alimentação.

Com isso, as aulas poderão ser suspensas a partir da próxima semana, caso os pais não contribuam o suficiente para garantir a alimentação dos alunos.

Confira abaixo o comunicado recebido por todos os pais:

Boa noite!Caros pais e associados da ANEI.Visando esclarecer a verdadeira situação que o NEI está passando nesse início do ano letivo 2024 viemos repassar algumas informações importantes: ▪️Sobre as doações para a ANEI: Até a data de hoje, 15/02, recebemos 90 doações no mês de Fevereiro. O que corresponde a 25% das famílias com perfil socioeconômico acima de 3 salários mínimos.▪️O governo federal até o presente momento não repassou os recursos do lanche escolar. O setor de nutrição da escola contactou a ANEI na data de hoje(15.02) e enviou uma lista de itens a serem doados,  pois o estoque da escola é insuficiente para o início das turmas na próxima semana. Sem o auxílio da ANEI,  a escola provavelmente teria que suspender as aulas já na  próxima semana ou comunicaria que cada família mandasse o lanche do seu filho. A situação do lanche escolar sem os repasses do governo só irá piorar,  e será a ANEI a fonte de recursos para suprir as demandas iniciais.▪️Paralelo a isso, o acordado era que a ANEI ajudaria com um recurso de 50% a mais sobre o valor já existente do repasse do lanche. O preocupante, é que a solicitação que nos foi enviada,  necessita nesse momento que a associação arque com o valor integral desse lanche. E a associação não conseguirá manter esse auxílio integral por muito tempo. ▪️Com essa breve descrição e atualização aos associados,  queremos mais uma vez enfatizar a importância das doações para que juntos e unidos,  consigamos manter uma escola e um lanche digno para nossos filhos. Somente nos conscientizando que essa doação é primordial que iremos fazer do NEI uma escola melhor. Nós contamos com todos vocês.

 

Informações do Blog do BG

Educação, Política

MEC gastou R$ 10,2 mi para realização de evento ideologizado sobre educação

 

O Ministério da Educação (MEC) repassou pelo menos R$ 10,2 milhões para a realização da Conferência Nacional de Educação (Conae) para tratar sobre as diretrizes do Plano Nacional de Educação (PNE), documento que define os rumos da educação brasileira pelos próximos dez anos. Os altos gastos, segundo fontes ouvidas pela Gazeta do Povo, poderiam ser consideravelmente menores se o evento tivesse sido realizado em formato híbrido, como ocorreu com a Conae 2022, sob o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bancou cerca de 1.900 viagens para levar os participantes à etapa nacional, que aconteceu em Brasília nos últimos dias de janeiro. Dos R$ 10,2 milhões, R$ 3,6 milhões foram gastos com passagens e R$ 3,1 milhões para o pagamento de diárias dos convidados. A Universidade de Brasília (UnB), local que sediou a etapa nacional, recebeu R$ 3,5 milhões para os gastos com estrutura e pagamento de funcionários.

Nos pagamentos a pessoas físicas, é possível encontrar repasses de até R$ 29 mil. Como a Gazeta do Povo mostrou, a Conae 2024 foi palco para a agenda ideológica esquerdista com promoção de ideologia de gênero e oposição ao homeschooling. Durante os debates, participantes conservadores foram hostilizados e teve até o presidente Lula pedindo apoio aos professores para as eleições de 2024.

Servidores da UnB receberam remuneração de R$ 8 mil a R$ 29 mil para organizar a Conae

Servidores da UnB também ganharam uma renda extra pela realização do evento. Foi o caso de uma programadora de audiovisual, que recebeu R$ 29.238,88 para trabalhar para o evento – 2,5 vezes mais que o salário bruto que recebe na universidade. Outro que recebeu a remuneração similar o dono de uma empresa de audiovisual. Ele não é servidor público.

Um membro da Faculdade de Educação da UnB recebeu R$ 13.960,70 para integrar a Comissão de Acolhimento da Conae. Além disso, duas professoras da instituição receberam pagamento no mesmo valor. Outros nove servidores da UnB receberam R$ 8.497,74 por serviços prestados. Foram aproximadamente R$ 477 mil gastos apenas com pagamentos a pessoas físicas. Os dados foram tirados do Portal da Transparência da Finatec, que é uma fundação de apoio da Universidade de Brasília, e foi a responsável pela execução da etapa nacional da Conae 2024.

A Finatec respondeu, por meio de nota (leia abaixo na íntegra), que a programadora de audiovisual foi contratada como designer gráfico, o empresário participou da seleção pública, e que as professoras da UnB exerceram funções específicas no evento, “com remuneração conforme normativos legais”. Os salários das docentes da UnB vão de R$ 25 mil a R$ 20 mil, segundo o Portal da Transparência do Governo Federal.

A própria Finatec recebeu R$ 284.266,17 pelos trabalhos operacionais e administrativos para a realização da conferência. “Os recursos destinados à Finatec têm como propósito o ressarcimento de despesas operacionais e administrativas, conforme preconiza o art. 1º da Lei nº 8.958/1994 c/c o art. 6º do Decreto nº 7.423/2010. Essa destinação assegura a adequada aplicação dos recursos públicos envolvidos”, respondeu o órgão.

Conae para elaboração do PNE já tinha sido realizada no governo anterior

Outro ponto controverso diz respeito à própria necessidade de se promover o evento, uma vez que a Conae para a elaboração do PNE já tinha sido realizada no governo anterior. O Fórum Nacional de Educação, organizador direto da conferência, desconsiderou os resultados da Conae realizada em 2022 durante o governo Bolsonaro.

“Esse gasto de R$ 10 milhões sequer deveria ter sido feito. Não há como dizer que não houve debate na Conae 2022, porque as etapas foram cumpridas. Seguimos todo o rito legal”, afirma Helber Ricardo Vieira, ex-secretário-adjunto de Educação Básica do MEC na gestão Bolsonaro. “Agora gastaram R$ 10 milhões apenas para imprimir uma legitimação de um discurso partidário”, completa.

Em resposta a um requerimento de informação apresentado pela deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP), o MEC afirma que a Conae 2022 não possuía propostas concretas em relação a objetivos, metas e estratégias do PNE. Eles acrescentam que o projeto de lei com as diretrizes do PNE deveria ter sido apresentado ao Congresso Nacional até 2022, conforme a lei que rege o PNE, e que isso não ocorreu.

“As falhas de coordenação federativa, a falta de contribuição objetiva da Conae 2022 e o não envio do Projeto de Lei do PNE ao Congresso Nacional no prazo estipulado em lei ensejaram atuação do atual governo no sentido de tomar um conjunto de providências visando à elaboração do Plano Nacional de Educação para a próxima década”, aponta o documento assinado por Maurício Almeida Prado, atual coordenador-geral de Planos Decenais da Educação. O documento também aponta que o MEC considera que houve tempo hábil para a realização da Conae e ampla divulgação para as etapas municipais e estaduais.

“Então, no final de 2022, a conferência foi realizada, até porque havia um prazo exigido por lei. Inclusive, havia muita pressão. Porque ela foi realizada depois da eleição e o governo do PT queria fazer essa Conae, mas havia uma imposição legal de fazê-la ainda em 2022”, relata Vieira. Ele conta que os debates foram realizados também na esfera municipal e estadual.

A Gazeta do Povo ouviu, em outubro, a mestre em Educação Anamaria Camargo, que criticou a falta de métricas no documento-base apresentado pelo governo Lula. “É um plano de educação para não ter nenhuma métrica efetiva para aprendizagem e desempenho. Eles dizem explicitamente que isso não deve ser medido”, explica Camargo. Ainda segundo ela, “boa parte dessa pauta política e ideológica que está nesse documento traz práticas que vão contra o que já é comprovadamente benéfico para a educação”.

Formato híbrido teria economizado verba gasta da Conae 2024

Em relação aos gastos diretos com os participantes, foram 1904 viagens pagas para os representantes da Conae. O que gerou uma despesa de R$ 6,7 milhões para os cofres públicos. O valor médio por viagem saiu por R$ 3.538,36. Os dados são do painel de viagens do próprio governo federal.

Segundo a lei que instituiu o Plano Nacional de Educação, no art. 6º, devem ser realizadas pelo menos duas conferências nacionais de educação durante os dez anos de vigência do PNE. As conferências devem ter o intervalo de até quatro anos entre elas, pois têm como objetivo “avaliar a execução deste PNE e subsidiar a elaboração do plano nacional de educação para o decênio subsequente”.

O evento realizado pelo governo Bolsonaro aconteceu no formato híbrido, o que diminuiu consideravelmente os custos. Segundo Helber Vieira, que participou da Conae 2022, os valores gastos ficaram em cerca de R$ 380 mil, incluindo diárias e passagens. O custo teria sido 27 vezes menor que o da equipe de Lula. A Gazeta do Povo não conseguiu confirmar essa informação oficialmente.

O MEC deve apresentar, até o final de fevereiro, o projeto de lei com o Plano Nacional de Educação para os próximos dez anos. Segundo o ministro da pasta, Camilo Santana, já houve negociação com o Congresso Nacional para que o texto seja apreciado antes do recesso parlamentar de junho.

Deu na Gazeta do Povo

 

Educação

ASG do RN que passou em Medicina no RS pede ajuda para realizar seu sonho

 

O auxiliar de serviços gerais (ASG) Gabriel Cledson da Silva, de 27 anos, — que é do RN — conseguiu um feito: mesmo com muita dificuldade (a mãe dele é catadora de recicláveis) ele conseguiu passar em Medicina para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul  (UFRGS), que fica em Porto Alegre (RS). E agora  precisa de ajuda para conseguir se manter na capital gaúcha, cidade que fica a cerca de 4 mil km de Natal. Para conseguir recursos, Gabriel Silva abriu uma campanha de financiamento e está pedindo contribuições para realizar seu sonho.

 

No texto que apresenta a campanha de financiamento, o ASG do RN que passou em Medicina no RS explica que antes de conseguir ser aprovado, tentou 5 vezes. “Minha jornada até aqui foi marcada por desafios, mas também por determinação e sonhos. Após 6 anos de esforço incansável, finalmente conquistei a oportunidade de cursar Medicina, um sonho que sempre esteve presente em meu coração”, relata.

No dia que saiu o resultado da aprovação, Gabriel contou que estudava “de domingo a domingo”. Segundo ele, o fato de trabalhar e estudar era muito cansativo, mas seu sonho o estimulava a prosseguir. “Isso me dava forças para continuar depois de muitos nãos. Foram cinco nãos para receber uns sim”.

E acrescenta: “A reviravolta aconteceu quando fui aprovado na UFRGS, em Porto Alegre/RS. Essa é uma conquista incrível, mas também uma mudança significativa em minha vida. O desafio agora é grande: me manter em outro estado para seguir minha vocação”.

Veja o relato que ele fez sobre a aprovação no Instagram:

 

Até o momento, a campanha iniciada por Gabriel já arrecadou R$ 24.967,41, resultado da colaboração de 724 pessoas. O objetivo final por enquanto é R$ 50 mil. Na postagem que pede ajuda, Gabriel Silva explica melhor o pedido e antecipadamente agradece todas as colaborações para poder realziar o sonho de cursar Medicina.

“Hoje, estou aqui pedindo a sua ajuda para tornar esse sonho uma realidade. Cada contribuição faz a diferença e me aproxima do meu objetivo. Se quiser conhecer mais sobre a minha história e jornada, convido você a seguir minha página no Instagram: @gabriel_skyller. Agradeço de coração a todos que puderem colaborar e fazer parte desta trajetória incrível. Juntos, podemos transformar sonhos em realidade. Obrigado pelo apoio e carinho!”

Confira abaixo o vídeo da comemoração que a família do ASG do RN que passou em Medicina no RS fez para celebrar sua aprovação:

Concursos, Educação

Resultado de selecionados na primeira chamada do Sisu sai nesta terça

Página do SISU 2023 na internet. Foto: Juca Varella/Agência Brasil

 

O Ministério da Educação (MEC) anuncia os selecionados na primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2024 nesta terça-feira (30). O Sisu oferece 264.360 vagas em 127 instituições de ensino superior em todo o Brasil.

As inscrições para o Sisu 2024 ocorreram de 22 a 25 de janeiro. Os estudantes selecionados devem realizar suas matrículas entre os dias 1º e 7 de fevereiro. Durante o mesmo período, os estudantes que não foram selecionados podem manifestar interesse em participar da lista de espera.

A seleção dos estudantes pelo Sisu é baseada na média da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O sistema leva em consideração as escolhas dos candidatos inscritos e o perfil socioeconômico para a Lei de Cotas, até o limite da oferta das vagas, por curso e modalidade de concorrência.

Deu no Novo

Educação, Saúde

Maternidade Januário Cicco é a 6ª instituição federal mais elogiada do Brasil

 

Receber um elogio é sinal de valorização e reconhecimento. E sobre esse assunto, a Maternidade Escola Januário Cicco, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (MEJC-UFRN/Ebserh), entende bem. Em 2023, a Ouvidoria da maternidade recebeu 680 elogios, um aumento de 17% em relação ao ano anterior, que teve 581 registros positivos. O número coloca a MEJC em sexto lugar no ranking de instituições elogiadas do Poder Executivo, realizado pela plataforma Fala.Br, da Controladoria-Geral da União (CGU).

A MEJC, vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), também ficou entre as dez unidades da Rede Ebserh que registraram mais elogios do que reclamações. Em 2023, foram recebidas 1.304 manifestações de pacientes, acompanhantes, estudantes, alunos, residentes e profissionais de diferentes vínculos que atuam na maternidade. Desse total, foram registradas 386 reclamações e 29 denúncias, que representam cerca de 32% das manifestações, contra os 680 elogios, 52% do total.

Na maioria dos casos, os elogios estão relacionados à gratidão pela equipe que realizou determinado atendimento e ao reconhecimento entre colegas de trabalho. Todos os elogios recebidos são repassados para as chefias das áreas correspondentes, que compartilham a informação com a equipe e profissionais envolvidos. “É muito gratificante que a nossa Ouvidoria seja um canal para registro da satisfação dos nossos usuários em nosso serviço. Esses elogios são fundamentais para que os profissionais se sintam valorizados e reconhecidos, além de estimular os trabalhadores a manterem esse comportamento. Estar nesse ranking também reforça a importância social da nossa maternidade na cidade e no estado”, afirma a ouvidora da MEJC, Caroline Ferreira.

Nesse contexto, o reconhecimento em forma elogio pode ser alcançado pela busca diária por qualidade no atendimento. “Estamos sempre procurando melhorar a qualidade de nosso atendimento, tanto de forma profissional como humanizada aqui na Maternidade Escola Januário Cicco. Entendemos que esse ranking reflete o esforço diário, individual e coletivo dos colaboradores ao longo do ano. Portanto, esse reconhecimento reforça a nossa atenção e a motivação em cuidar dos usuários e dos acompanhantes que buscam a assistência de nossa Maternidade”, reflete a Superintendente substituta da MEJC, Sonia Maria de Medeiros Barreto.

Sobre a Ebserh

A MEJC faz parte da Rede Ebserh desde 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

Novo Notícias

Educação, Política

Governo lança programa que prevê pagamento de R$ 2.000 por ano para alunos do ensino médio

Foto: Ricardo Stuckert

 

O governo federal anunciou nesta sexta-feira, 26, o programa social Pé de Meia, que prevê uma bolsa de permanência no ensino médio de R$ 2.000 por mês para 2,5 milhões de alunos de baixa renda (até R$ 218 por pessoa na renda familiar). O objetivo da iniciativa – criada por meio de decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva – é oferecer auxílio financeiro para que os jovens e reduzir taxas de evasão escolar. “O que queremos é envolver, numa cumplicidade educadora, a sociedade brasileira e, sobretudo, envolver pais e mães no processo educacional”, afirmou o presidente.

O texto prevê repasse total de até R$ 9.200 por aluno ao longo dos três anos do ensino médio. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o investimento anual será de R$ 7,1 bilhões. A prioridade é para integrantes de famílias inscritas no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) e jovens beneficiários do Bolsa Família. E a estimativa do ministro Camilo Santana é de que a primeira parcela seja paga a partir de março de 2024. “O grande objetivo é garantir o auxílio financeiro para que esses jovens permaneçam na escola e não tenham que optar entre ter um prato de comida e estudar, porque essa é uma idade que os jovens chegam que, muitas vezes, precisam trabalhar para ajudar a família. Não é questão de escolha, de opção, é questão de necessidade”, afirmou o ministro.

Entenda como vai funcionar o Pé de Meia:

  • Efetuando a matrícula no início do ano letivo, o aluno recebe R$ 200. Com a matrícula efetuada nos três anos, são R$ 600.
  • Comprovando a frequência igual ou superior a 80% no mês ou na média do período letivo, o aluno recebe nove parcelas de R$ 200.
  • Ao concluir os três anos do EM, o aluno recebe R$ 1.000. O requisito é a aprovação e a participação em avaliações educacionais.
  • Há também um pagamento de R$ 200 aos alunos do 3ª ano que se inscreverem no Enem.
  • Alcançando a graduação no ensino médio, o valor total que poderá ser recebido por aluno será de R$ 9.200.

Informações da JP News