Política

Ciro Gomes lança plano de governo com renda mínima e união de impostos

 

O candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) registrou seu plano de governo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (9/8). O documento apresenta as principais propostas de Ciro caso seja eleito, como, por exemplo, acabar com o Preço de Paridade Internacional (PPI) da Petrobras e retomar o Plano Nacional de Imunizações (PNI).

O político propõe uma série de medidas econômicas, como reforma tributária e fiscal, com redução de 20% dos subsídios e incentivos fiscais ainda no primeiro ano de seu possível mandato. Ele também adiantou que pretende juntar impostos, como ISS, IPI, ICMS, PIS e Cofins.

Ainda no âmbito econômico, Ciro promete taxar 0,5% sobre fortunas de mais de R$ 20 milhões e recriar imposto sobre lucros e dividendos. A expectativa é de que as medidas garantam R$ 200 bilhões ao governo federal, segundo o texto.

Outra proposta é elaborar legislação trabalhista específica para funcionários de empresas que prestam serviços em aplicativos, como a Uber e o iFood. Para os serviços de streaming, a sugestão é criar cota obrigatória de investimento e visibilidade na produção local audiovisual. Outra medida é a recriação do Ministério da Cultura.

O programa ainda sugere finalizar a reforma da Previdência a partir de três pilares: renda básica garantida, uma parte associada ao regime de repartição e a última vinculada ao de capitalização.

Além do fim da PPI, Ciro promete tornar a Petrobras uma empresa voltada para a produção de energias renováveis. A meta é de que, até 2030, o Brasil possa eliminar a utilização da energia termoelétrica.

A chapa anunciou que pretende criar medidas de combate à corrupção, como a volta da prisão em segunda instância e a abertura completa do sigilo bancário e fiscal dos integrantes do primeiro e do segundo escalão do governo.

O plano de governo também prevê a implantação do Sistema Único de Segurança Pública, que já é previsto na Lei 13.675/2018. Caso aprovada, a medida instituiria um sistema em que diversos agentes da segurança pública nacional atuariam em conjunto, como no compartilhamento de informações e coordenando ações.

Outra medida é a implementação do Plano Emergencial de Pleno Emprego, que promete gerar 5 milhões de empregos nos primeiros dois anos de governo por meio do investimentos em obras de infraestrutura. Já no Ensino Médio, a proposta é instalar um ensino profissionalizante integral, com estágios remunerados pelo governo.

Informações do Metrópoles

Política

Em plano de governo, Bolsonaro promete reformas e reafirma correção da tabela do IR

 

O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi o último candidato a registrar a candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele declarou um patrimônio de R$ 2,3 milhões à justiça, o mesmo que declarou em 2018. No registro, seu plano de governo, de 48 páginas, foi apresentado. O documento ressalta que a conjuntura mundial é incerta, com países do G7, por exemplo, sofrendo com a inflação e a redução na oferta de energia, o que segundo a visão do texto, deve se agravar nos próximos anos.

Apesar de apontar dificuldades em realizar reformas nos últimos anos de governo, culpando a pandemia da Covid-19 e a guerra na Ucrânia, o novo plano fala em continuar tentando implementar novas reformas, com o objetivo de melhorar a eficiência dos gastos públicos. Entre as mudanças citadas estão: reduzir a carga tributária, avançar na legislação trabalhista, desburocratizar e desregular as normas para favorecer a criação de empresas e o empreendedorismo, com redução da tributação de empresas nacionais e também dos impostos de importação. O plano prevê ainda a correção na tabela do imposto de renda para isentar quem ganha até 5 salários mínimos por mês – promessa feita na campanha de 2018, mas que não foi cumprida.

Entre os pontos defendidos no texto estão liberdade e vida, onde especifica especialmente as liberdades econômica, religiosa, de expressão, para a defesa dos direitos e uso responsável dos recursos naturais. O documento também fala de dignidade para menos favorecidos, solidariedade social e voluntariado, além de equilíbrio socioeconômico regional.

O plano também critica governo anteriores ao dele e afirma que o modelo de gestão implantado de 2019 para cá produz e distribui riqueza, gerando recordes na geração de empregos e aumento de benefícios sociais, facilitando a abertura de empresas e incentivando a busca pela autonomia.  O plano ainda diz que o governo deve propiciar a todos, incluindo indígenas, quilombolas, ribeirinhos e outros a liberdade para usar os recursos naturais de forma responsável.

Bolsonaro promete manter esforços para garantir a estabilidade econômica e a sustentabilidade da dívida pública por meio da consolidação do ajuste fiscal no médio e longo prazo, reduzindo a relação entre a dívida pública e o PIB. Entre as diretrizes do plano está ainda o fortalecimento da promoção de integridade e do combate à corrupção. Segundo o texto, a ampliação, a consolidação e a priorização das estruturas de controle interno em todas as áreas serão uma prioridade para coibir e evitar desvios de recursos públicos.

O documento assinala ainda que o governo Bolsonaro tem primado por defender e promover o regime democrático brasileiro, buscando cooperação com outras democracias. Na conclusão, o texto diz que não se trata de um plano de governo para impor ideologias, mas para propiciar aos brasileiros melhoria do bem-estar e a possibilidade de viver um passo histórico, quando o país deixa claro a vontade de caminhar para a frente, preocupado com o presente, mas olhando para o futuro. Ainda no final, o texto diz que todas as propostas estão alicerçadas na garantia dos diritos humanos e em um conjunto de políticas públicas que garantam a liberdade econômica, deixando para o Estado sua função primeira, a fim de dedicar esforços para o cidadão: “Neste contexto, ninguém fica para trás”.

Deu na Jovem Pan

Política

Fecomércio recomenda aos candidatos ao governo privatização da Caern

 

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Norte (Fecomércio) iniciou a entrega de um documento com propostas aos candidatos ao governo do Estado, no qual defende a privatização da Caern (Companhia de Águas e Esgotos do RN). “A questão da privatização da Caern precisa estar no radar do futuro governo.

A empresa chega a perder até 65% da água tratada que distribui, operando com uma rede de tubos depreciada e precisando ser mais efetiva na fiscalização das ligações clandestinas”, aponta a Fecomércio no documento entregue ontem à governadora Fátima Bezerra, candidata à reeleição, a primeira que participou de uma série e encontros na sede da entidade. Amanhã, a entrega do texto será ao candidato Fábio Dantas (Solidariedade).

O documento foi denominado “RN em Foco” e consiste em apresentar o que os setores de comércio e turismo considera como prioritário para o próximo governo.

Entre as propostas, estão a privatização da Caern, redução de ICMS sobre energia elétrica das empresas do setor do Turismo, atenção à relicitação do Aeroporto Aluizio Alves e a regulamentação da Lei Geral das MPEs.

“Juntos, os setores de Comércio, Serviços e Turismo contabilizam mais de 200 mil empreendimentos no estado, que geram ocupação e renda para 440 mil pessoas. Estes negócios pagam R$ 774 milhões em salários. O setor responde por 79% do PIB potiguar e por 77% do ICMS recolhido aos cofres públicos. Por isso, não poderíamos deixar de ter uma participação efetiva neste momento”, disse Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio.

Ao responder sobre o setor de águas e esgotos, a governadora disse ontem que, se for reeleita, haverá a ampliação da rede de saneamento básico do Estado, com investimentos da Caern, em parcerias com a iniciativa privada.  Ela não comentou diretamente sobre a sugestão de privatizar a Companhia, mas a resposta sinaliza que não há intenção de acatar a proposta da Fecomércio.

Durante o encontro, Fátima Bezerra também prometeu ampliar investimentos em, no mínimo, R$ 1 bilhão com recursos próprios, caso seja reeleita. Ela anunciou a intenção de construir um novo porto industrial no litoral norte. Além disso, a chefe do Executivo disse que, em um eventual segundo mandato, pretende fortalecer ações de fomento ao turismo e desenvolver um amplo plano de manutenção e recuperação das estradas. A petista afirmou que o Rio Grande do Norte terá condições de gerar cerca de 100 mil empregos com carteira assinada entre 2023 e 2026.

A governadora reconheceu ainda a importância das micro e pequenas para o crescimento econômico do Estado. “Um dos segmentos mais impactados positivamente pelo equilíbrio das contas do estado tenha sido justamente as pequenas e microempresas. “Antes da nossa gestão, a falta de um calendário de pagamento e os atrasos contínuos dos salários aos servidores estaduais trouxeram enormes prejuízos, não só para as famílias vítimas desses atrasos e falta de previsibilidade. Mas as empresas prestadoras de serviços e o comércio em geral também sofreram muito”, disse.

O presidente da Fecomércio, Marcelo Queiroz, afirmou que o encontro serve para facilitar o diálogo com a classe política para construir um Estado mais forte. “A Fecomércio é a entidade de maior representatividade do setor de comércio, serviços, turismo, somos o maior gerador de empregos, maior recolhedor de ICMS e não poderíamos deixar de ouvir os candidatos ao Governo do Estado, levando os nossos anseios, nossas preocupações e tudo isso foi discutido com as demais entidades”, afirma.

Na parte administrativa, o documento entregue pela Fecomércio sugere melhorar a relação com os poderes financeiramente autônomos. De acordo com a entidade, órgãos como Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público e Defensoria Pública encerram exercícios financeiros com sobras orçamentárias, que não são devolvidas ao Executivo. A privatização da Companhia de Águas e Esgotos do Estado (Caern) também é outro ponto que a Fecomércio entende como essencial para o próximo mandato.

Informações da Tribuna do Norte

Judiciário

TSE exclui coronel do Exército de grupo de fiscalização das eleições

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu excluir um membro das Forças Armadas do grupo de fiscalização do sistema eleitoral. Trata-se do coronel do Exército Ricardo Sant’Anna, que solicitou o credenciamento junto ao Tribunal, na qualidade de técnico, como representante do Ministério da Defesa nas eleições 2022.

O ofício foi enviado nesta segunda-feira, 8, ao ministro Paulo Sérgio Nogueira, assinado pelo presidente do Tribunal, ministro Edson Fachin, e pelo vice-presidente, ministro Alexandre de Moraes. No documento, os ministros mencionam que o motivo do desligamento foi a ‘disseminação de informações falsas a fim de desacreditar o sistema eleitoral brasileiro” que se prestaram a “fazer militância” contra as urnas eletrônicas.

“A posição de avaliador da conformidade de sistemas e equipamentos não deve ser ocupada por aqueles que negam prima facie o sistema eleitoral brasileiro e circulam desinformação a seu respeito”, diz o ofício, que defende a fiscalização deve ser exercida por representantes que se mostrem “publicamente imbuídos dos nobres propósitos de aperfeiçoamento do sistema eleitoral e de fortalecimento da democracia”, reforçando o desligamento do coronel.

“À vista dos fatos narrados, serve o presente Ofício para comunicar a Vossa Excelência o descredenciamento do Coronel Ricardo Sant’Anna dos trabalhos de fiscalização, a partir desta data, rogando-se a esse Ministério, caso entenda necessária nova designação, que substitua o aludido militar por técnico habilitado para as funções”, conclui.

Deu na Jovem Pan

Política

Lula registra no TSE desejo de abrir “torneiras” de dinheiro público do Brasil

 

O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o plano de governo de Lula para a eleição deste ano à Presidência. O documento traz alguns detalhes de como os petistas planejam configurar a administração na questão econômica.

Um dos pontos principais da política econômica petista é a revisão do teto de gastos, um tema que vem aparecendo em discursos de pré-campanha de Lula nas últimas semanas. O PT propõe rever a medida adotada durante o governo de Michel Temer (MDB), que funciona como um mecanismo contra o endividamento público.

“Vamos recolocar os pobres e os trabalhadores no Orçamento. Para isso, é preciso revogar o teto de gastos e rever o atual regime fiscal brasileiro, atualmente disfuncional e sem credibilidade”, diz o texto do plano de governo de Lula.

O planejamento econômico do PT fala em viabilizar “um novo regime fiscal”, que “possua flexibilidade e garanta a atuação anticíclica”, ou seja, que permita ao governo federal elevar os gastos públicos com o objetivo de aquecer a economia.

Ainda segundo o plano de governo, esse novo regime fiscal vai estar “vinculado à criação de uma estrutura tributária mais simples e progressiva”, que incluirá o pagamento de mais impostos pelo que o documento classifica como “super-ricos”.

Deu no Terra Brasil Notícias

Política

De brigas e acusações de roubo a uma chapa presidencial; Entenda o lobby político que uniu o PT de Lula ao PSB de Alckmin

 

Após uma das eleições nacionais mais disruptivas, ocorridas em 2018 e que pulverizou o aparecimento de novas lideranças políticas, o pleito deste ano promete ser um dos mais polarizados da história recente. Com o tabuleiro político não mais focado no embate entre tucanos e petistas, o cenário forçou velhos conhecidos a se reposicionarem entre aqueles que apoiam ou não o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Isso fez com que o eleitor pudesse enxergar cenas que não imaginaria até anos atrás. Adversários no segundo turno das eleições presidenciais, opositores e defensores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e antigos aliados que passaram a se atacar voltaram a se aproximar. O caso mais emblemático envolve a união entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB). Em 2006, os dois travaram um duro embate na disputa presidencial daquele ano.

Dezesseis anos depois, o petista e o agora ex-tucano estão juntos, lado a lado, em uma chapa presidencial – dentro do PT, não são raros os políticos que dizem que a dupla demonstra um entrosamento surpreendente. Nesta reportagem, a Jovem Pan elencou os principais casos de figuras políticas que costuraram alianças improváveis nas eleições deste ano.

Em 2006, Lula e Alckmin viveram o auge de sua rivalidade. Durante a disputa presidencial, tanto o candidato petista quanto o então tucano foram ao segundo turno e protagonizaram uma série de acusações mútuas. Primeiro, durante o debate ocorrido em 24 de outubro daquele ano na TV Record, Alckmin alegou em suas considerações iniciais que o governo Lula baseava-se em duas premissas: “Parado na economia e acelerado nos escândalos”. O Partido dos Trabalhadores, no ano anterior, se viu imerso no caso do mensalão – o governo foi acusado de compra de votos parlamentares. Ao responder sobre a razão pela qual cinco de seus ministros haviam sido denunciados, Lula afirmou: “Ministério Público no meu governo não engaveta nenhuma denúncia”.

Uma semana antes da discussão entre os candidatos, Geraldo participou de um evento na cidade de Americana (SP) e questionou “quem era o chefe da quadrilha de 40 ladrões” e duvidou da índole do governante: “Sobre caráter, eu acho difícil que o presidente Lula possa discorrer sobre esse tema”. Em setembro do mesmo ano, Alckmin comparou o petista a um “ladrão de carros” e disse que quem assistia às atuações do governo federal poderia enxergar uma “sofisticada organização criminosa”.

Lula, então, ganhou direito de resposta e alegou que o Brasil sabia quem havia deixado o Estado de São Paulo “refém do crime organizado”. “E os paulistas também sabem quem mandou engavetar mais de 60 CPIs para que seu governo não fosse investigado”, acusou. Anos depois, em 2017, ambos se reencontraram um ano antes das eleições presidenciais. “Depois de ter quebrado o Brasil, Lula diz que quer voltar ao poder, ou seja, ele quer voltar à cena do crime”. Passada a eleição e boa parte do governo de Jair Bolsonaro, através de uma costura realizada por Márcio França (PSB), seu antigo vice-governador na última vitória para comandar o Estado de São Paulo, a dupla selou o outrora impensável acordo para compor uma chapa presidencial. Desde o início das tratativas, o petista e o agora pessebista disseram que o cenário político atual exige que políticos deixem as diferenças de lado em favor de uma união.

O ano de 2015 foi de muitas turbulências para a chapa Dilma Rousseff e Michel Temer, eleitos em 2014 com 54.501.118 votos. Sob a acusação de estar sendo escanteado, o vice-presidente chegou a escrever uma carta à mandatária onde a acusa de “desconfiança” a ele e ao MDB e de enxergá-lo como um “vice decorativo”. A ala petista, então, passou a afirmar que o ex-presidente da Câmara dos Deputados estava arquitetando uma ruptura no governo. Pressionada pela crise política da época, evidenciada pela Operação Lava Jato, e pela pressão vinda do Parlamento, que acusava o Planalto de realizar pedaladas fiscais (ato de atrasar pagamentos de maneira proposital para melhorar artificialmente as contas públicas), além do não apoio do Partido dos Trabalhadores no processo de cassação do então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, no Conselho de Ética, o processo de impeachment da então presidente foi aprovado na Câmara e, meses depois, Dilma Rousseff foi destituída do cargo. Desde então, petistas e emedebistas se distanciaram no cenário nacional.

Em 2017, porém, Temer e Lula voltaram a se reencontrar. Ambos retomaram o diálogo e , em 2022, o emedebista sinalizou que lutaria em prol da ala pró-Lula em seu partido ao tentar adiar a convenção da sigla, de maneira que Simone Tebet não fosse a candidata da legenda e o MDB passasse a apoiar a chapa petista que disputará o Planalto. O movimento contou com o apoio declarado do senador Renan Calheiros (PE) e de lideranças de pelo menos 11 Estados. Calheiros ameaçou judicializar a convenção, mas recuou. O partido oficializou o nome da senadora Simone Tebet como candidata à Presidência da República, o que não impediu caciques e diretórios emedebistas de decidirem caminhar com Lula. O exemplo mais recente vem do Rio de Janeiro, berço político do bolsonarismo. Lá, a seção fluminense do MDB decidiu apoiar a candidatura do ex-presidente, apesar do nome de Tebet. A moção de apoio, inclusive, foi aprovada com o voto favorável do ex-ministro Moreira Franco, um dos nomes mais próximos a Temer, em quem, até hoje, recai a pecha de golpista.

Chefe da pasta de Meio Ambiente durante os governos Lula – entre 1 de janeiro de 2003 a 13 de maio de 2008 -, Marina Silva era filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) e passou a enfrentar resistência interna em 2009. Dessa maneira, a política acertou a sua saída da sigla e filiou-se ao Partido Verde (PV). Mesmo com a disputa à Presidência no ano seguinte, foi em 2014 que a acreana passou a ser vista como um “perigo” pelo PT, que liderou uma série de ataques à política. Cotada para ir ao segundo turno, líder nas pesquisas eleitorais de intenção de voto em setembro do mesmo ano e com um recall de quase 20 milhões de votos na eleição anterior, Marina foi retratada nas campanhas eleitorais televisivas do PT como alguém que seria um perigo às políticas beneficiárias.

“A autonomia do Banco Central que a Marina defende é outro perigo para o país. Tornar o Banco Central independente é tirar do presidente da República e do Congresso Nacional, eleitos pelo povo, as decisões sobre a política econômica para o país para entregá-las aos bancos”, afirmou trecho de vídeo veiculado pelo PT em ataque à ex-companheira. Dilma Rousseff, que buscava a reeleição, também foi à TV para endurecer os ataques e questionou as promessas de Marina: “Como é que você acha que ela vai conseguir esse apoio sem fazer acordos? E será que ela quer? Será que ela tem jeito para negociar? Sonhar é bom, mas eleição é hora de botar o pé no chão e voltar à realidade”, declarou.

Marina passou a derreter nas pesquisas, obteve pouco mais de 22 milhões de votos e não foi ao segundo turno. Em 2022, porém, a campanha de Fernando Haddad (PT) passou a considerar o nome de Marina como possível vice de sua chapa, que disputará a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. A ex-ministra foi cortejada por meses e, na reta final, cresceu entre seus correligionários da Rede Sustentabilidade a aposta de que ela aceitaria o convite de Haddad, mesmo após o acordo costurado segundo o qual Silva buscaria uma vaga na Câmara dos Deputados e serviria como puxadora de votos da legenda, a fim de dar sobrevida à sigla e expandir a bancada do partido na Casa. Na quarta-feira, 3, o ex-prefeito da capital oficializou a recusa da aliada.

Ex-presidente da Câmara dos Deputados e figura controversa no mundo político, Eduardo Cunha (PTB-SP) pretende retornar à Casa legislativa neste ano. Após ser condenado em 2017 a mais de 15 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, o político estreitou laços com o grupo do presidente Jair Bolsonaro (PL) – Cunha foi fotografado na convenção do Partido Republicanos no sábado, 30, evento que oficializou a candidatura do ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas ao governo paulista.

Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, Eduardo Cunha afirmou que pretende apoiar a reeleição de Bolsonaro pelo fato de o chefe do Executivo federal representar o antipetismo. O ex-parlamentar se notabilizou pelo embate com o PT, em especial com a ex-presidente Dilma Rousseff, e lançou um livro chamado “Tchau, Querida”, no qual relata, entre outras coisas, bastidores do processo de deposição da petista. “A questão não é gostar ou não dele. O Bolsonaro representa hoje aquilo que estou enfrentando”, argumentou. Até o momento, não houve manifestação por parte do atual chefe do Executivo federal.

Informações da Jovem Pan

Política

Pesquisa BTG/FSB: Vantagem de Lula para Bolsonaro cai para apenas 7%

 

Um levantamento feito pela FSB Comunicação por encomenda do banco BTG mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 7 pontos acima do presidente Jair Bolsonaro (PL) no 1º turno. Lula oscilou 3 pontos para baixo em duas semanas e está com 41%, enquanto Bolsonaro avançou 3 pontos para cima e ficou com 34%

Na sequência, vêm:

Ciro Gomes (PDT), com 7%;
Simone Tebet (MDB), com 3%
André Janones (Avante), com 2% – político deixou a disputa para apoiar o PT;
José Maria Eymael (DC), com 1%;
e Pablo Marçal (Pros), também com 1% cada. Os demais candidatos não pontuaram.

A pesquisa realizou 2.000 entrevistas de 5 a 7 de agosto de 2022. Está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-08028/2022. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%.

Informações do Poder 360

Política

Bolsonaro convoca apoiadores para o 7 de Setembro, durante evento em Recife

Em discurso na motociata, Bolsonaro bate em gestores: "Chega de  governadores faturarem com ICMS" - Blog da Folha - Folha PE

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a pedir, neste sábado (6/8), que apoiadores mobilizem atos e participem dos eventos no feriado de 7 de Setembro. O chefe do Executivo federal, que cumpre agenda no Recife (PE), endossou a organização de “um movimento do povo brasileiro que não abre mão da sua liberdade e que defende liberdade à sua democracia”.

“Hoje, temos um presidente que tem orgulho de dizer que acredita em Deus, que respeita os seus militares e seus policiais, que defende a família. E que deve lealdade ao seu povo. Mas nós temos algo tão ou mais importante que a nossa vida: a nossa liberdade. E a grande demonstração disso, eu peço a vocês, que seja explicitada no próximo dia 7 de Setembro”, destacou.

Bolsonaro também reafirmou que participará do tradicional desfile das Forças Armadas, em Brasília, previsto para a data. O presidente acrescentou que, no mesmo dia, deverá ir ao Rio de Janeiro à tarde para marcar presença em uma manifestação de apoiadores.

“Estarei às 10h da manhã em um grande desfile militar e, às 16h, no Rio de Janeiro. Esse movimento não é político, não é de A, nem de B, nem de C, é um movimento do povo brasileiro, que não abre mão da sua liberdade, que defende liberdade à sua democracia”, completou.

No fim de julho, durante convenção que oficializou a candidatura de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo, Bolsonaro anunciou: “Às 16h [do dia 7 de Setembro], nossas Forças Armadas estarão desfilando na Praia de Copacabana ao lado de nosso povo”.

A realização de um eventual desfile militar em Copacabana colocou o mandatário do país em rota de colisão com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que não cedeu aos apelos do presidente e decidiu manter a cerimônia no centro da cidade, na Avenida Presidente Vargas. “Onde o Exército solicitou e onde sempre foi feito”, disse Paes nas redes sociais.

Com informações de Metrópoles
Política

Lula declara patrimônio de R$ 7,4 milhões ao TSE; Alckmin tem R$ 1 mi

Foto: Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve a candidatura a um terceiro mandato registrada neste sábado (6/8) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), informou que seu patrimônio atual é de R$ 7,4 milhões.

O valor é dividido em aplicações, sendo R$ 5,5 milhões em um fundo de previdência privada e o restante em outros investimentos e dois apartamentos, um de R$ 19,1 mil e um de R$ 94,5 mil, além de um carro avaliado em R$ 85 mil.

O valor é menor do que o declarado pelo petista em 2018, quando ele se candidatou, mas não concorreu porque foi barrado pela Lei da Ficha Limpa. Na época, Lula declarou R$ 7,9 milhões, que, corrigidos pela inflação no período, corresponderiam a pouco mais de R$ 10 milhões atualmente.

Quem também declarou um valor menor do que em 2018 foi o vice na chapa de Lula, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB). O vice de Lula declarou patrimônio de R$ 1.005.728,42, em casa, terrenos, apartamento e investimentos. Akckmin também teve queda patrimonial, se comparada a declaração de 2018 com a apresentada em 2022. Há quatro anos, ele tinha 379 mil a mais.

Com informações Metrópoles

Política

Pesquisa Brasmarket mostra Bolsonaro com 39% contra 33% de Lula

 

Pesquisa do Instituto Brasmarket, realizada em 428 cidades brasileiras, aponta que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 39,9% das intenções de voto. Em seguida está o Lula (PT), com 33,1%. Ciro Gomes (PDT) possui 6,3%. Simone Tebet (MDB) tem 1,7%, Pablo Marçal (Pros), 0,7%, Luciano Bivar (UB) possui 0,3%, Leonardo Péricles (UP) e Luiz Felipe D’Ávila (Novo), André Janones (Avante) e Vera Lúcia (PSTU) possuem 0,2%. Brancos e nulos somam 6,8% e não sabe ou não responderam 10%.

Já em relação à pesquisa espontânea, Jair Bolsonaro (PL) tem 35,5% das intenções de voto. Em seguida está o Lula (PT), com 27,1%. Ciro Gomes (PDT) possui 4%. Simone Tebet (MDB) tem 1%, Pablo Marçal (Pros), 0,6%, Luciano Bivar (UB) e Leonardo Péricles (UP) têm 0,2% respectivamente. Luiz Felipe D’Ávila (Novo) possui 0,1%. André Janones (Avante) e Vera Lúcia (PSTU), não pontuaram. Brancos e nulos são 6,8% e não sabe ou não responderam 24,5%.

Rejeição

Questionados em quem jamais votariam 48,6% dos pesquisados disseram que não votariam no ex-presidente Lula. Jair Bolsonaro segue atrás com o menor percentual de rejeição: 32,9%. Ciro Gomes não receberia votos de 2,6%. Luciano Bivar 0,4%, Simone Tebet 0,3%, Eymael 0,3%, Luiz Felipe D’Ávila 0,2%, Leonardo Péricles 0,2%, André Janones 0,2%, Pablo Marçal e Vera Lúcia 0,1%. Não rejeitam nenhum 3,6% e não sabe ou sem resposta 10,7%.

O levantamento foi realizando com 2.000 pessoas, entre os dias 30 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de 2,2%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05691/2022.

Deu na Tribuna do Tocantins