Fecomércio-RN pede que Senado deixe votação sobre fim da escala 6×1 para depois das eleições

A Fecomércio-RN aderiu a uma mobilização nacional de entidades do comércio, serviços e turismo para pressionar o Senado a não votar, antes das eleições, a proposta de emenda à Constituição que prevê mudanças na jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.

A campanha foi lançada neste fim de semana pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em conjunto com federações e sindicatos ligados ao setor. As entidades defendem que uma alteração nas regras de jornada seja submetida a uma discussão mais ampla antes de avançar no Congresso.

O principal argumento das organizações empresariais é que a mudança pode elevar os custos de setores que dependem de funcionamento durante seis ou sete dias da semana. A CNC sustenta que uma alteração geral da jornada poderia atingir especialmente micro e pequenas empresas e ter reflexos sobre contratações, preços e informalidade.

A entidade também relaciona a discussão ao atual cenário econômico, citando juros elevados, restrições ao crédito e endividamento das empresas e das famílias. Esses fatores são utilizados pela confederação para defender que uma eventual mudança seja acompanhada de estudos sobre os impactos econômicos e de um período de transição.

No Rio Grande do Norte, o presidente da Fecomércio-RN, Marcelo Queiroz, afirmou que comércio, serviços e turismo possuem características distintas e defendeu que essas diferenças sejam consideradas pelo Congresso.

“A nossa defesa é pelo diálogo, pela negociação coletiva e por uma transição responsável. Trata-se de encontrar um equilíbrio que proteja o trabalhador, preserve as empresas e garanta empregos”, afirmou.

A posição das entidades empresariais é pela manutenção da negociação coletiva como instrumento para definir jornadas de acordo com as características de cada atividade. A CNC argumenta que acordos entre empregadores e trabalhadores permitiriam adaptações específicas por setor e região.

A mobilização ocorre em meio ao avanço da discussão sobre a redução da jornada no Congresso e à proximidade das eleições.

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