Investigações envolvendo Lulinha mudam clima no entorno de Lula e acendem alerta eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria mudado o comportamento nas últimas semanas após a divulgação das investigações da Polícia Federal envolvendo seu filho, Fábio Luís, conhecido como Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Segundo relatos de integrantes do governo ao jornal O Globo, o presidente, que vinha mantendo um perfil mais descontraído, passou a demonstrar maior preocupação com os desdobramentos do caso e seus possíveis reflexos na campanha pela reeleição.

Ainda de acordo com O Globo, Lula tem afirmado publicamente que eventuais responsáveis por irregularidades devem responder pelos próprios atos e que não interferiu nas investigações. Nos bastidores, porém, o presidente reconheceria a dificuldade de separar sua imagem política das crises envolvendo o filho e o ex-auxiliar. Além disso, disputas internas no PT e na própria campanha também estariam incomodando o petista, que defende maior união entre os aliados.

A preocupação ganhou força após uma pesquisa Datafolha apontar Lula com 47% das intenções de voto no segundo turno, uma oscilação negativa de um ponto percentual em relação ao levantamento anterior. Flávio Bolsonaro aparece com 43%. Para integrantes da campanha petista, o desgaste provocado pelas investigações já teria sido captado pela pesquisa. Embora a diferença esteja dentro da margem de erro, o resultado teria servido como alerta para o grupo que trabalha pela reeleição do presidente.

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