O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (7), durante audiência O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que este seria o “pior momento” para a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo o parlamentar, a medida poderia gerar impactos negativos na economia e influenciar o cenário eleitoral do Brasil.
A declaração ocorreu durante debate promovido pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), órgão responsável por analisar a possível adoção de uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. Em sua fala, Flávio defendeu o adiamento da medida e afirmou que a aplicação das tarifas neste período poderia criar dificuldades políticas e econômicas.
“Impor tarifas agora criaria uma situação difícil de reverter e premiaria os responsáveis pelas ações questionadas”, afirmou o senador.
Durante a audiência, Flávio também defendeu o Pix, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro citado na investigação comercial dos Estados Unidos. O senador afirmou que a ferramenta não representa uma ameaça às empresas americanas e destacou que o sistema ampliou a inclusão financeira no Brasil.
O parlamentar também alertou para possíveis efeitos geopolíticos de uma eventual taxação, como uma maior aproximação do Brasil com a China. Além disso, mencionou temas como corrupção, decisões judiciais e regulação digital ao comentar os pontos analisados pelo USTR.
Flávio participou da audiência acompanhado do irmão, Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal. Segundo o senador, ele já realizou reuniões com autoridades americanas, incluindo o presidente Donald Trump, para defender que os Estados Unidos não adotem as tarifas contra produtos brasileiros.
Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro comentou a agenda e afirmou que o irmão esteve no Salão Oval da Casa Branca com Donald Trump. O ex-deputado classificou o encontro como “inédito”.
“No Salão Oval da Casa Branca com o Presidente da maior potência bélica e econômica do mundo, que recebeu o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência do Brasil, algo simplesmente inédito! E foi muito bom!”, escreveu.
Após a audiência, Flávio publicou um vídeo nas redes sociais em que avaliou sua participação no debate. O senador afirmou ter feito uma defesa “técnica e política” contra a aplicação das tarifas e criticou a ausência de representantes do governo federal brasileiro no encontro.
Segundo Flávio, participaram da audiência representantes de empresas, empresários e advogados, mas nenhum integrante do governo Lula teria feito a defesa oficial do Brasil.
“Tinha todo mundo lá, os defensores das empresas, dos produtos brasileiros, advogados, empresários, mas não tinha ninguém, nenhumzinho do governo Lula escalado para fazer a defesa nessa espécie de tribunal”, declarou.
O senador afirmou ainda que continuará atuando contra a aplicação das tarifas.
“Estou aqui fazendo a minha parte, mesmo sem ser o presidente da República do Brasil ainda, estou aqui fazendo o meu trabalho, defendendo aquilo que eu acredito, defendendo os interesses do povo brasileiro”, disse.
Durante o vídeo, Flávio também fez críticas ao governo Lula e afirmou que o PT estaria associado ao aumento de impostos, utilizando a expressão “tax party”. As declarações foram dadas após sua participação na audiência promovida pelo USTR.
O governo brasileiro não enviou representantes oficiais para falar durante a audiência, mas integrantes da Embaixada do Brasil em Washington acompanharam o debate, que reuniu representantes de governos, empresas e entidades para discutir os possíveis impactos das medidas comerciais.




