Senado renova 41 das 54 vagas, bate recorde de mulheres e aumenta maioria do PL

O Partido Liberal (PL) terá 28 representantes no Senado Federal a partir de 2027 e consolidará a maior bancada da Casa para a próxima legislatura. O resultado das eleições de 2026 também aponta mudanças em outras siglas: o Partido dos Trabalhadores (PT) passará de nove para dez senadores, enquanto o Partido Social Democrático (PSD) reduzirá sua representação de 13 para cinco parlamentares.

Ao todo, 41 das 54 cadeiras em disputa foram renovadas nas eleições deste ano. A nova composição partidária foi definida após o encerramento do segundo turno, realizado no domingo (25), e considera também a eleição de senadores para governos estaduais e a substituição por suplentes.

A redução mais expressiva será a do PSD, que perderá oito representantes em relação à composição atual. Já o PL ampliará sua bancada de 15 para 28 senadores, passando a ocupar mais de um terço das 81 cadeiras do Senado.

Menos da metade dos senadores conseguiu a reeleição

Dos senadores que encerram o mandato no início de 2027, 32 disputaram a reeleição. Desse grupo, apenas 14 conseguiram renovar o mandato, garantindo mais oito anos na Casa.

Outros dez senadores concorreram a governos estaduais. Três deles venceram ainda no primeiro turno: Cleitinho, pelo Republicanos, em Minas Gerais; Sergio Moro, pelo PL, no Paraná; e Marcos Rogério, também pelo PL, em Rondônia.

Omar Aziz deixa o Senado para governar o Amazonas

A vitória de Omar Aziz (PSD) na disputa pelo governo do Amazonas também altera a composição do Senado. Ele assumirá o Executivo estadual em 2027, e a vaga será ocupada pela suplente do PT, Cheila Moreira.

Outros dois senadores que disputaram governos estaduais no segundo turno não foram eleitos e retornarão aos mandatos no Senado. Dorinha Seabra (União Brasil), candidata no Tocantins, e Allan Rick (Republicanos), que concorreu no Acre, permanecerão na Casa até o fim de seus mandatos, previstos para 2031.

Polarização influenciou composição partidária

Para o consultor legislativo do Senado Gilberto Guerzoni, a polarização política contribuiu para as mudanças na composição partidária da Casa.

Segundo ele, a disputa presidencial levou parte do eleitorado a escolher partidos com posicionamentos ideológicos mais definidos, reduzindo a representação de siglas de centro e centro-direita.

A avaliação é de que o novo perfil do Senado poderá influenciar a definição das pautas e as articulações políticas durante a próxima legislatura, que começa em fevereiro de 2027.

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