JP Morgan corta recomendação para real e títulos brasileiros após reeleição de Lula

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), que garantiu ao petista o quarto mandato na Presidência, levou o JP Morgan a rever sua visão sobre o Brasil. O banco reduziu a recomendação para o real e para os títulos públicos do país de “overweight” (acima da média do mercado) para “marketweight” (em linha com o mercado).

Na leitura do banco, o impacto não será uniforme entre os setores. As empresas cíclicas voltadas ao mercado interno tendem a registrar quedas acentuadas, enquanto as exportadoras devem se sair melhor, favorecidas pela desvalorização do real.

Os analistas alertam ainda que a volatilidade pode ser intensa o suficiente para disparar os circuit breakers (mecanismo que suspende temporariamente as negociações na Bolsa diante de quedas bruscas) e afirmam esperar que ao menos parte desse movimento se concretize.

O que monitorar

Com a disputa encerrada, o JP Morgan aponta três frentes a serem acompanhadas de perto:

  • a postura da oposição, já que Flávio Bolsonaro não reconheceu o resultado;
  • a composição do novo governo;
  • a reação do mercado, sobretudo a forma como as oscilações de preços e expectativas podem influenciar os rumos da política econômica.

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