A chuva de meteoros Orionídeas atinge seu pico de atividade nesta quarta-feira (21) e poderá ser observada em todo o Brasil. Em condições ideais, o fenômeno pode produzir cerca de 20 meteoros ou mais por hora. O melhor período para acompanhar o espetáculo será na segunda metade da madrugada, especialmente após a meia-noite, quando a Lua já tiver se posto.
Segundo o astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do projeto Exoss, parceiro do Observatório Nacional, os meteoros das Orionídeas são rápidos e brilhantes, podendo deixar rastros luminosos no céu. Eles podem atingir velocidades de até 66 quilômetros por segundo.
O nome da chuva vem da constelação de Órion, onde fica seu radiante, região do céu de onde os meteoros parecem surgir. O ponto está próximo da estrela Betelgeuse, mas os rastros podem aparecer em diferentes partes do céu. Órion é conhecida por abrigar as Três Marias.
A chuva pode ser observada de todas as regiões brasileiras, com leve vantagem para o Norte e o Nordeste, onde a constelação aparece mais elevada no horizonte.
Fenômeno é causado por detritos do cometa Halley
As Orionídeas são formadas por partículas deixadas pelo cometa Halley, que passa próximo à Terra a cada 75 ou 76 anos. Quando a Terra atravessa essa região de detritos, os fragmentos entram na atmosfera em alta velocidade e produzem os rastros luminosos.
Em 2026, o período de atividade da chuva vai de 2 de outubro a 7 de novembro. O cometa Halley também é responsável por outra chuva de meteoros, as Eta Aquáridas, observadas em maio.
Como observar as Orionídeas
Não é necessário utilizar telescópios ou outros equipamentos. A recomendação é procurar um local escuro, longe da iluminação das cidades, e olhar na direção nordeste ou norte, mantendo o campo de visão um pouco afastado da constelação de Órion para aumentar as chances de observar rastros mais longos.
O céu precisa estar limpo para favorecer a observação. Também é importante apagar as luzes próximas e aguardar alguns minutos para que os olhos se adaptem à escuridão.
O que são chuvas de meteoros?
As chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra atravessa regiões do espaço com partículas deixadas por cometas ou asteroides. Ao entrar na atmosfera em alta velocidade, esses fragmentos aquecem e produzem os rastros luminosos conhecidos como meteoros.
O estudo desses fenômenos ajuda cientistas a compreender a composição dos cometas, a formação do Sistema Solar e a quantidade de partículas que entram na atmosfera terrestre. Essas informações também contribuem para a avaliação de riscos para equipamentos e veículos espaciais.
Dicas para fotografar o fenômeno
Para registrar os meteoros, a recomendação é utilizar uma câmera com lente grande-angular, abertura ampla e ISO elevado. Exposições entre 10 e 15 segundos podem ajudar a capturar os rastros luminosos. Celulares com recursos avançados de fotografia noturna também podem ser utilizados.
Alguns meteoros mais brilhantes, chamados de bólidos, podem apresentar coloração esverdeada e deixar rastros persistentes por alguns segundos.
Como colaborar com a ciência
A rede Exoss recebe relatos e registros de meteoros enviados pelo público. Imagens e vídeos de fenômenos luminosos podem ser encaminhados pela plataforma Exoss/IMO Fireball Report, com informações precisas sobre o horário da observação.
A Exoss é uma rede colaborativa apoiada pelo Observatório Nacional, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O projeto reúne estações de monitoramento e registros de diferentes regiões para estudar as características e as órbitas dos meteoros.



