Foto: Fellipe Sampaio/STF
O ministro Gilmar Mendes defendeu, em conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a Polícia Federal conteste decisões de André Mendonça que considerar excessivas ou ilegais. A orientação ocorreu em meio à crise entre a PF e o STF envolvendo as investigações sobre o Banco Master e o INSS.
Segundo a Coluna do Estadão, Gilmar avaliou que o governo, o Ministério da Justiça e a própria PF demoraram a reagir às decisões de Mendonça.
Entre os exemplos citados estão a restrição ao acesso de investigadores a parte do material das apurações e a ordem para concentrar processos relacionados aos casos em seu gabinete.
Na avaliação de Gilmar, a direção da PF pode recorrer ao Judiciário contra eventuais ordens ilegais e, em uma situação extrema, até impetrar um mandado de segurança. O ministro, porém, defendeu que o impasse seja resolvido preferencialmente por meio de uma articulação institucional com o presidente do STF, Edson Fachin.
A conversa com Lula ocorreu após novas revelações sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No mesmo dia, Lula também se reuniu com Fachin.



