O número de empresas em recuperação judicial no Brasil atingiu um patamar recorde no primeiro semestre de 2026. De acordo com levantamento da consultoria RGF Bizdoc, 7.980 CNPJs estavam submetidos ao mecanismo até o fim de junho, utilizado por companhias para renegociar dívidas e tentar evitar a falência. O volume representa alta de 8% em comparação com dezembro de 2025 e crescimento de 21,2% em 12 meses.
Entre os setores que mais concentram pedidos estão agronegócio e comércio. Especialistas apontam que o cenário é influenciado por fatores como juros elevados, dificuldades de gestão e problemas financeiros enfrentados pelas empresas. A ampliação e a simplificação do acesso à recuperação judicial também contribuíram para que negócios de menor porte recorressem ao instrumento jurídico.
Segundo a RGF Bizdoc, mesmo quando são retiradas da conta microempresas, organizações não governamentais, filiais e companhias inativas, o número de empresas em recuperação judicial continua expressivo. O levantamento foi divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo.



