Um empresário de 29 anos teve prisão preventiva decretada pela justiça estadual após ser suspeito de agressão contra a esposa em um imóvel localizado na Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, no sábado (29).
Pedro Camara Gurgel Gadelha foi preso após ser abordado por patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-101.
A ocorrência foi registrada por volta das 20h15. Após a chegada dos agentes e a confirmação da situação, ele foi encaminhado à Delegacia de Plantão da Zona Sul, em Natal, onde foi enquadrado em medidas previstas na Lei Maria da Penha.
Segundo informações da Polícia Civil, a confirmação da preventiva aconteceu após ele ter passado por audiência de custódia ainda no domingo (30).
Em buscas realizadas no Processo Judicial eletrônico (PJe), foram encontrados outros processos na Justiça relacionados aos crimes de desacato e anatocismo (prática de cobrar juros sobre juros acumulados).
Pedro está detido em uma unidade prisional que ainda não foi divulgada.
Defesa da vítima emite nota à imprensa
Em nota enviada à imprensa, a advogada Mikarla Câmara, responsável pela defesa da vítima de agressão doméstica, informou que a mulher segue recebendo assistência jurídica e acompanhamento durante todas as etapas do caso.
Segundo a defesa, estão sendo adotadas as providências necessárias para garantir a proteção da integridade física e emocional da vítima.,
Acompanhe a nota na integra:
NOTA À IMPRENSA
Diante da repercussão do caso de violência doméstica, esta defesa informa que a vítima está recebendo assistência jurídica e acompanhamento em todas as etapas, com a adoção das providências necessárias à proteção de sua integridade física e emocional.
A atuação desta defesa é estritamente técnica, voltada à proteção dos direitos da vítima e à apresentação dos elementos relevantes ao processo, sempre em respeito às atribuições constitucionais do Ministério Público, à independência do Poder Judiciário e ao devido processo legal.
O ciclo da violência pode envolver controle, manipulação, ameaças, medo e enfraquecimento emocional. Julgamentos precipitados, exposição indevida e culpabilização apenas ampliam o sofrimento da vítima e afastam outras mulheres da rede de proteção.
Solicitamos à imprensa e ao público responsabilidade na divulgação das informações e nos comentários, especialmente para preservar a intimidade da vítima.
Os fatos seguirão sendo apurados pelas autoridades competentes. À sociedade cabe acolher e proteger a vítima, jamais julgá-la.
Após a audiência de custódia, o acusado permanece preso e à disposição da Justiça.
MIKARLA GÓIS CÂMARA ADVOGADA – OAB/RN 22.328



