A senadora Tereza Cristina (PP-MS) sinalizou a aliados nesta quinta-feira (30) que aceitou o convite para compor como candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026. As informações são do Metrópoles.
A definição, no entanto, ainda depende de aval da Federação União Progressista, formada pelo PP e pelo União Brasil, além da aprovação oficial do Partido Progressistas em convenção partidária.
Após a sinalização da senadora, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, iniciou conversas com diretórios estaduais para avaliar o apoio à composição.
Até o momento, a federação vinha adotando uma posição de neutralidade na disputa presidencial, com o objetivo de preservar alianças regionais e fortalecer candidaturas aos governos estaduais e ao Congresso Nacional. Integrantes da cúpula do PP ainda avaliam que uma aliança formal com o PL enfrenta resistências.
O nome de Tereza Cristina é defendido pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que considera a senadora uma escolha estratégica para a chapa. A avaliação é de que a ligação dela com o agronegócio pode ampliar o apoio ao projeto político de Flávio Bolsonaro e aproximar a Federação União Progressista da candidatura.
Quem é Tereza Cristina
Tereza Cristina, de 72 anos, é senadora pelo Mato Grosso do Sul e líder do PP no Senado. Empresária e produtora rural ligada ao agronegócio, ela foi deputada federal entre 2015 e 2019 e ocupou o cargo de ministra da Agricultura durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.
Nas últimas semanas, a senadora vinha sendo pressionada por integrantes do PL, representantes do setor empresarial e lideranças do agronegócio para aceitar a vaga de vice.
Antes de sinalizar positivamente ao convite, Tereza Cristina demonstrava preferência por permanecer no Senado e disputar a presidência da Casa em 2027. A possibilidade de assumir a posição na chapa presidencial passou a ser discutida após conversas com dirigentes do PL.



