O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (21) um novo plano tarifário para medicamentos genéricos importados, que prevê alíquota zero pelos próximos dois anos, aumento para 100% em agosto de 2028 e elevação para 200% a partir de 2029. A medida faz parte da estratégia do governo para incentivar a instalação de fábricas da indústria farmacêutica em território norte-americano e reduzir a dependência de produtos fabricados no exterior.
Segundo Trump, a política busca estimular a repatriação da produção de medicamentos genéricos aos Estados Unidos. Em publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que as tarifas funcionarão como uma penalidade para empresas que optarem por manter a fabricação fora do país. Atualmente, os medicamentos genéricos representam cerca de 90% das prescrições dispensadas nos Estados Unidos e aproximadamente 70% deles são produzidos no exterior, de acordo com a Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA).
O novo anúncio complementa a política tarifária apresentada no início deste ano para medicamentos de marca e patenteados, que prevê tarifas de até 100%, com exceções para países que firmaram acordos comerciais com Washington. Suíça, Japão, União Europeia e Coreia do Sul obtiveram alíquota reduzida de 15%, enquanto o Reino Unido garantiu tarifa zero por três anos. Empresas como Pfizer, AstraZeneca e Novo Nordisk também firmaram compromissos de ampliar investimentos nos Estados Unidos em troca da suspensão das tarifas.
A indústria farmacêutica reagiu com cautela ao anúncio. A Association for Accessible Medicines, entidade que representa fabricantes de medicamentos genéricos, informou que ainda analisa os detalhes da política. O diretor-executivo da organização, John Murphy, afirmou que o setor seguirá defendendo medidas que garantam a estabilidade da indústria e o acesso da população a medicamentos de baixo custo.
Com informações da Folha de S.Paulo



