Os contratos futuros do petróleo Brent registraram forte alta nesta segunda-feira (13), impulsionados pelo aumento das tensões no Oriente Médio e pelo temor de uma interrupção no fornecimento global de petróleo após o anúncio do novo fechamento do estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás. A informação é da Folha de S.Paulo.
Logo na abertura dos mercados, na noite de domingo (12), o barril do Brent chegou a US$ 78,99. Durante a madrugada, atingiu US$ 79,80, avanço de 4,97% em relação ao fechamento da sexta-feira (10), aproximando-se da marca de US$ 80, nível que não era registrado desde a semana anterior.
Ao longo da manhã, os preços perderam parte da força, mas permaneceram em alta. Por volta das 11h15, o Brent era negociado a US$ 78,64, valorização de 3,46%. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançava 3,47%, cotado a US$ 73,89.
A alta ocorreu após a Guarda Revolucionária do Irã anunciar, no sábado (11), o fechamento do estreito de Hormuz. Como os mercados estavam fechados, a reação dos investidores só ocorreu na abertura das negociações na Ásia, na noite de domingo.
Apesar do anúncio iraniano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que o estreito “está aberto”. Ainda assim, o tráfego marítimo na região caiu significativamente depois que dois petroleiros foram atingidos por ataques atribuídos ao conflito.
A escalada da crise entre Estados Unidos e Irã também aumentou a preocupação dos mercados. Nesta segunda-feira, os dois países voltaram a trocar ataques militares, colocando em xeque o cessar-fogo firmado em abril e reduzindo as perspectivas de um acordo definitivo para encerrar o conflito.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que o acordo atravessa uma crise, mas negou que o país tenha sido o primeiro a descumprir os compromissos assumidos. Já o governo americano acusa Teerã de retomar as hostilidades ao atacar países aliados dos Estados Unidos.
Outro ponto de tensão envolve o controle do estreito de Hormuz. O Irã insiste em manter sua soberania sobre a região, enquanto Trump declarou que os Estados Unidos passarão a administrar o tráfego marítimo no local e cobrarão pelo serviço, ampliando a disputa entre os dois países.
Apesar da escalada militar, o governo iraniano informou que continua mantendo negociações diplomáticas com Qatar, Paquistão e Omã na tentativa de evitar um agravamento do conflito.
Enquanto isso, as forças americanas afirmaram ter realizado ataques contra sistemas de defesa aérea, radares, mísseis, drones e embarcações iranianas, alegando que a operação busca impedir novos ataques contra navios mercantes e embarcações civis que cruzam o estreito de Hormuz.




