As forças do Irã anunciaram o fechamento do estreito de Hormuz por tempo indeterminado após dispararem contra duas embarcações que, segundo Teerã, tentaram navegar por uma rota considerada não autorizada. O anúncio foi divulgado pela imprensa estatal neste sábado (11), já madrugada de domingo no horário local e divulgado pela imprensa estrangeira.
Em comunicado, a Guarda Revolucionária informou que uma das embarcações foi “atingida e imobilizada” após, segundo o governo iraniano, colocar a segurança marítima em risco ao desligar seus sistemas de navegação. Horas depois, Teerã afirmou ter atingido um segundo alvo, mas não revelou a identidade dos navios envolvidos.
Ainda de acordo com o comunicado, outras embarcações tentaram cruzar o canal por uma rota não autorizada e ignoraram os alertas para mudar o trajeto. O governo iraniano declarou que nenhum navio poderá transitar pelo estreito enquanto persistir o que classificou como “interferência dos Estados Unidos na região”.
EUA respondem com novos ataques
Pouco depois do anúncio iraniano, os Estados Unidos realizaram uma nova ofensiva contra o país. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que “o Irã tomou uma decisão ruim” e que o país “pagará por isso”.
A nova troca de ataques ampliou ainda mais a tensão no Oriente Médio. Mais cedo, o líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, declarou que a vingança pela morte de seu pai, Ali Khamenei, representa uma “demanda da nação” e que “certamente deverá” acontecer.
Nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o fim do cessar-fogo entre os dois países e revogou a licença que autorizava a venda de petróleo bruto iraniano.
Ataques deixam mortos e feridos
Segundo o chefe do centro de relações públicas e informação do Ministério da Saúde do Irã, ataques americanos realizados na quarta-feira (8) e na quinta-feira (9) deixaram 17 mortos e 115 feridos em seis cidades iranianas.
O governo iraniano, no entanto, não divulgou informações sobre vítimas na nova rodada de ataques registrada neste sábado.
Por outro lado, o Comando Central dos Estados Unidos informou que as forças americanas atingiram 140 alvos militares iranianos apenas no sábado, elevando para mais de 300 o total de alvos atacados ao longo de três noites de operações.
Segundo os militares americanos, os bombardeios tiveram como objetivo reduzir a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e embarcações comerciais que transitam livremente pelo estreito de Hormuz.
Retaliação iraniana atinge bases na região
Em resposta, a Guarda Revolucionária informou, neste domingo (12), que destruiu um centro de comando e controle e hangares de drones em uma base localizada na Jordânia, país aliado dos Estados Unidos.
Além disso, o Irã afirmou ter atacado um radar militar americano no Kuwait, plataformas de apoio e reabastecimento de porta-aviões dos EUA em Omã, além de destruir um centro de manutenção de caças e uma instalação de comando e controle no Qatar.
Enquanto isso, os Emirados Árabes Unidos informaram que interceptaram mísseis e drones lançados pelo Irã. Ao mesmo tempo, sirenes de alerta soaram no Bahrein, e explosões foram registradas em Doha.




