O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã neste sábado (27) ao afirmar que o país pode “não existir mais” caso Washington intensifique as ações militares. A declaração foi feita após o anúncio de novos ataques das forças americanas contra alvos iranianos.
A nova escalada aconteceu após um petroleiro ser atingido no Estreito de Ormuz por um suposto projétil iraniano. O episódio ocorre duas semanas depois de um acordo de cessar-fogo provisório entre os dois países, que já vinham em conflito há cerca de quatro meses.
Os dois lados acusam o adversário de violar o acordo. No Irã, a televisão estatal informou sobre explosões na cidade de Sirik, no sul do país. A Guarda Revolucionária Iraniana afirmou ter realizado ataques contra bases dos Estados Unidos no Kuwait e no Bahrein como resposta às ofensivas americanas.
Segundo a Guarda Revolucionária, instalações militares dos EUA foram atingidas, incluindo a base de Ali al-Salem, no Kuwait, e a base naval da Quinta Frota, no Bahrein. O grupo declarou que novas ações contra o Irã receberiam uma resposta militar.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que os ataques americanos foram uma reação ao que classificou como ações iranianas contra navios comerciais. Segundo o órgão, os alvos incluíram estruturas de vigilância, sistemas de comunicação, defesa aérea, depósitos de drones e equipamentos ligados ao lançamento de minas.
A tensão aumentou após dois ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz. O último deixou o petroleiro danificado, mas toda a tripulação permaneceu em segurança, segundo uma agência de segurança marítima do Reino Unido.
O Irã não confirmou diretamente os ataques contra navios, mas informou que a Guarda Revolucionária realizou disparos de advertência contra embarcações que tentavam atravessar áreas consideradas restritas pelo país.
O conflito também afeta o transporte de petróleo na região. Centenas de navios ficaram parados no Golfo Pérsico durante o período de tensão, enquanto rotas alternativas passaram a ser utilizadas para evitar riscos no Estreito de Ormuz, uma das principais passagens marítimas de energia do mundo.
O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, afirmou que Washington cumpriu o acordo de cessar-fogo e responsabilizou o Irã por uma possível retomada dos confrontos. “O Irã assinou um acordo de cessar-fogo. Nós o respeitamos”, declarou.
Com informações da Folha de São Paulo




