O ministro Luiz Fux assume a presidência da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto, substituindo Gilmar Mendes, que deixa o cargo por rodízio regimental após um ano no comando. A apuração é de Malu Gaspar, d’O Globo.
A mudança interessa ao relator das investigações do caso Master, André Mendonça, pois Fux acompanha os votos do relator no colegiado, ao contrário de Gilmar, que votou contra as prisões preventivas de Henrique e Felipe Vorcaro.
O controle da pauta das sessões presenciais passa de Gilmar para Fux, o que reduz a possibilidade de julgamentos inseridos de última hora, como ocorreu na semana passada com as prisões do pai e do primo do banqueiro Daniel Vorcaro.
Na sessão, Gilmar argumentou que a investigação apresenta semelhanças com os métodos da Operação Lava-Jato. Mendonça rebateu, afirmando tratar-se da maior fraude financeira da história do país, com elementos de crime organizado, incluindo fuzis e infiltração policial.
O ministro Dias Toffoli permanece afastado do caso desde fevereiro, quando a Polícia Federal entregou ao presidente do STF um documento com indícios de conexões entre ele e Vorcaro. Seu afastamento deixa a Turma com quatro votantes, abrindo margem para empates, que favorecem os investigados.
Daniel Vorcaro também teve sua segunda proposta de delação rejeitada pela Polícia Federal e pela PGR. O STF manteve o pai do banqueiro preso, mas Mendonça deve mantê-lo em sala especial na superintendência da PF, contrariando pressão da corporação.




