A mulher suspeita de praticar maus-tratos contra animais foi presa no município de Marcelino Vieira. A investigada mantinha canais em plataformas digitais onde publicava vídeos na internet com situações da vida rural e utilizava áreas restritas a assinantes para veicular agressões explícitas.
A apuração começou após o Ministério Público do RN requisitar a instauração de uma investigação policial para verificar o caso. Foram identificados conteúdos que mostravam o abate cruel de aves por meio de torção de pescoço e pisoteamento.
Os materiais indicavam que os animais continuavam se debatendo com sinais de sofrimento após os atos. As condutas ilícitas envolviam também a tortura e morte de gatos, além de agressões a cães, preás e capivaras.
A suspeita utilizava as redes sociais para comercializar os vídeos personalizados e de maior teor de crueldade de acordo com solicitações financeiras de seguidores.
O público interessado pagava mensalidades para obter o acesso aos materiais violentos e sugerir as formas como os animais deveriam ser mortos.
A apuração demonstrou que a investigada tem satisfação durante a prática dos atos de violência contra os animais, circunstância que poderia guardar relação com comportamentos descritos na literatura psicológica e psiquiátrica sob a denominação de zoosadismo.




