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O Ministério da Justiça do governo Lula enviou ofícios a órgãos públicos solicitando o retorno de policiais federais, rodoviários federais e policiais penais cedidos para atuar em outras instituições, incluindo tribunais.
A medida segue uma determinação anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu o retorno dos agentes para reforçar as atividades de segurança pública e o combate ao crime organizado.
Segundo o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges, cerca de 100 pedidos de retorno foram encaminhados a mais de 50 órgãos das esferas federal, estadual e municipal.
Nos bastidores do Judiciário e da Polícia Federal, a iniciativa tem gerado questionamentos. Integrantes da corporação avaliam que a medida pode afetar equipes que atuam junto a magistrados, incluindo o gabinete do ministro do STF André Mendonça, relator de investigações que atingem aliados do governo, como os casos do INSS e do Banco Master.
O governo, por sua vez, sustenta que a decisão faz parte de uma política de fortalecimento da segurança pública e da valorização das atividades-fim das forças policiais.
A medida também reacendeu críticas da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), que argumenta que o número de delegados cedidos representa uma parcela reduzida da corporação e que os desafios da segurança pública estão relacionados a questões estruturais da carreira.




