Dólar renova mínima em 28 meses abaixo de R$ 4,90, enquanto Bolsa cai com tensão entre EUA e Irã

Foto: B3/ Divulgação

dólar voltou a operar abaixo de R$ 4,90 nesta segunda-feira (11) e renovou o menor patamar em 28 meses, enquanto a Bolsa brasileira fechou em queda diante do aumento das tensões no Oriente Médio.

O movimento do mercado ocorreu após o presidente Donald Trump rejeitar a proposta apresentada pelo Irã para encerrar o conflito na região, elevando a aversão ao risco global.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou o pregão em queda de 1,19%, aos 181.908 pontos, no menor fechamento desde março.

A piora do humor do mercado foi impulsionada pela disparada do petróleo e pelo receio de que a pressão inflacionária dificulte novos cortes na taxa Selic no Brasil e nos juros americanos.

Papéis mais sensíveis aos juros lideraram as perdas do índice.

Dólar fecha praticamente estável

Apesar do ambiente de cautela, o dólar à vista fechou praticamente estável, cotado a R$ 4,891com leve baixa de 0,10%.

Durante o pregão, a moeda chegou a atingir R$ 4,8858, menor valor desde janeiro de 2024.

Analistas atribuíram a resistência do real ao diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, que continua favorecendo a entrada de capital estrangeiro.

Petróleo sobe após impasse diplomático

Com o agravamento das tensões geopolíticas, os contratos internacionais do petróleo voltaram a subir.

barril do Brent, referência global e usado pela Petrobras, avançou 2,88%, fechando a US$ 104,21.

Já o WTI, referência americana, subiu 2,78%, encerrando o dia a US$ 98,07.

A valorização da commodity ampliou preocupações com inflação global e aumentou as dúvidas sobre o ritmo de redução de juros ao redor do mundo.

Mercado monitora conflito no Oriente Médio

tensão internacional aumentou após Donald Trump classificar como “totalmente inaceitável” a proposta iraniana para encerrar a guerra.

Autoridades iranianas afirmaram que o país está preparado para responder a novos ataques, enquanto Trump declarou que o cessar-fogo está “respirando por aparelhos”.

O cenário mantém investidores em alerta para possíveis impactos na economia global e no mercado de energia.

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