Zema acusa Lula de conivência com esquema de Vorcaro

O cenário político nacional foi sacudido nesta quinta-feira (7) por declarações contundentes de Romeu Zema.

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República subiu o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, questionando o “silêncio ensurdecedor” do Palácio do Planalto diante dos desdobramentos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.

A operação, que investiga um sofisticado esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes no sistema financeiro, atingiu nesta semana novas camadas da classe política e do alto escalão bancário.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Zema criticou a postura omissa do governo federal e sugeriu que o receio de retaliações internas imobiliza o atual mandatário.

Tenho sido o pré-candidato que mais tem colocado a boca no trombone, não tenho rabo preso. E o que o Brasil precisa são de líderes que não têm o rabo preso, porque o presidente tá lá caladinho também, com certeza, porque tem muita gente do PT envolvida“, afirmou o político mineiro.

A investigação da Polícia Federal, que já resultou no bloqueio de valores que alcançam a cifra de R$22 bilhões, apura irregularidades na gestão de instituições financeiras e o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

A quarta fase da operação, deflagrada recentemente, focou na corrupção de gestores e na obstrução de justiça, com buscas e apreensões que miraram figuras influentes em Brasília.

Entre os pontos de maior tensão, as investigações apontam para suspeitas de propina envolvendo a aquisição de instituições financeiras e transações com “expressivo deságio”, beneficiando nomes do espectro político que compõem a base ou a órbita de influência do atual governo.

Zema aproveitou o momento para contrastar o atual governo com sua trajetória em Minas Gerais.

Segundo ele, o país carece de um “capital moral” que permita reformas profundas no Legislativo e no Judiciário sem as amarras da “compra de votos” ou do loteamento de cargos.

Para o pré-candidato, o silêncio de Lula sobre os escândalos recentes reforça a percepção de uma gestão acuada por antigos vícios de coalizão.

A fala de Zema ecoa em um momento de fragilidade para o Planalto nas pesquisas de opinião.

Deu no Diário do Poder

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