Caso Pétala: acusado pode pegar pena mínima de 30 anos de prisão

Foto: Reprodução

José Alves Teixeira Sobrinho, preso pela morte da menina Pétala Yonah Silva Nunes, de 7 anos, pode enfrentar pena de 20 a 40 anos de reclusão, com aumento de até metade por se tratar de vítima criança, o que eleva a punição para cerca de 30 a até 60 anos de prisão, além de ocultação de cadáver, segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Norte em coletiva nesta quarta-feira (22).

De acordo com o delegado Márcio Lemos, diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o caso é enquadrado como vicaricídio, modalidade criminal em que a vítima é utilizada como forma de atingir emocionalmente outra pessoa, no caso a mãe da criança, ex-companheira do suspeito. A investigação aponta que a dinâmica do crime estaria ligada a conflitos pessoais e tentativa de provocar sofrimento psicológico.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito confessou o crime durante o interrogatório e apresentou diferentes versões ao longo do depoimento, o que ajudou a investigação a confrontar contradições e consolidar a linha de apuração. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e permanece à disposição do sistema prisional.

Além do vicaricídio, José Alves também responde por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A polícia informou ainda que aguarda laudos periciais do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep), que devem complementar a investigação e confirmar oficialmente detalhes da causa da morte.

O inquérito segue em andamento e deve ser concluído após a análise de todo o material apreendido e dos resultados periciais.

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