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Embarcação de brasileiro é atacada por ‘gangue de orcas’ e quase afunda em alto mar

 

Um grupo de oito orcas atacou e quase afundou o veleiro de um brasileiro que navegava de Lisboa para Ibiza no começo do mês de junho. Ataques de cetáceos à barcos estão sendo registrados com frequência na região do estreito de Gibraltar, e cientistas ainda não sabem exatamente as motivações por trás deles.

No momento do ataque Luis Eduardo Lima filmava, achando que os animais apenas brincavam com a embarcação, que estava desligada. Mas logo percebeu que seu iate era o alvo.

O grupo quebrou o leme do barco em apenas 20 minutos, quando parou de atacar. No entanto, voltaram uma hora mais tarde para terminar o serviço, o que obrigou o proprietário a navegar por sua vida e ancorar no porto mais próximo.

Quando Lima voltou para a costa, compartilhou algumas fotos para mostrar os danos sofridos. Ele também escreveu que as orcas estavam ensinando seus filhotes a caçar e atacar, usando seu iate de campo de treino.

A suspeita principal é que algum evento traumático, provavelmente uma orca ferida pela passagem de um barco ou por alguma armadilha, desencadeou a violência das interações.

“As orcas estão fazendo isso de propósito. Não sabemos a origem nem a motivação, mas o comportamento defensivo baseado no trauma, como origem de tudo isso, ganha mais força para nós a cada dia”, disse Alfredo López Fernandez, biólogo da Universidade de Aveiro.

Deu no Metrópoles

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Embarcação naufraga na Grécia e mata ao menos 78 pessoas

Um migrante é transferido por equipes de resgate, após uma operação de resgate, depois que seu barco virou em mar aberto

 

Ao menos 78 pessoas morreram, 104 foram resgatadas e quatro foram hospitalizadas na cidade de Kalamata, após o naufrágio de uma embarcação com migrantes perto da península do Peloponeso, sul da Grécia, informou a Guarda Costeira nesta quarta-feira, 14.

A embarcação, que estava com centenas de migrantes, de acordo com uma fonte do Ministério das Migrações, afundou em águas internacionais, a 47 milhas náuticas (87 quilômetros) da costa grega. Após uma ampla operação, dificultada pelos fortes ventos, 104 pessoas foram resgatadas. Quatro delas estavam em condição crítica e foram transportadas de helicóptero para um hospital de Kalamata, no sul do Peloponeso. O número de mortos pode aumentar, segundo a Guarda Costeira, que já atualizou três vezes o balanço da tragédia.

As autoridades gregas informaram que, no momento do naufrágio, nenhuma pessoa a bordo usava colete salva-vidas. As nacionalidades das vítimas não foram divulgadas. Um avião de vigilância da agência europeia Frontex detectou a presença da embarcação na tarde de terça-feira, mas os passageiros “rejeitaram a ajuda”, de acordo com um comunicado divulgado pelas autoridades portuárias gregas.

A operação de resgate teve a participação das patrulhas da Guarda Costeira, de uma fragata da Marinha, de um avião e um helicóptero da Força Aérea, além de seis barcos que já estavam na região. “A partir das primeiras horas da quarta-feira, uma grande operação de resgate foi iniciada em Pilos, depois que um barco de pesca naufragou com um grande número de migrantes a bordo”, afirmou a Guarda Costeira.

Tudo indica que o barco partiu da Líbia e tinha a Itália como destino, segundo as autoridades. Também nesta quarta-feira um veleiro em dificuldades, com 80 migrantes a bordo, que navegava nas proximidades de Creta, também foi resgatado e rebocado pela Guarda Costeira até o porto de Kaloi Limenes, no sul da ilha, perto da Líbia, informou a polícia portuária grega. Grécia, Itália e Espanha são os principais destinos de dezenas de milhares de pessoas que tentam chegar à Europa, partindo da África e do Oriente Médio.

Com uma longa fronteira marítima, a Grécia é uma rota frequente de imigrantes procedentes da vizinha Turquia. O país enfrenta crescentes tentativas de entrada por vias próximas das ilhas Cíclades a até o Peloponeso, para evitar as patrulhas no Mar Egeu, mais ao norte, cenário de muitos naufrágios, muitas vezes fatais. A Grécia é acusada, com frequência, de rejeitar “ilegalmente” a presença de barcos de migrantes.

Informações da AFP