Quem estiver na fila para votar às 17h poderá exercer o direito ao voto mesmo após o encerramento do horário oficial. Nesses casos, a votação continua até que todas as pessoas que já aguardavam sejam atendidas, conforme as regras da Justiça Eleitoral.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após as 17h, somente quem já estiver na fila poderá votar. Para isso, são distribuídas senhas que garantem o atendimento.
As duas últimas pessoas a votar são convidadas a acompanhar o encerramento da seção eleitoral e receber uma via do Boletim de Urna. A participação ou a recusa é registrada em ata. Os procedimentos também podem ser fiscalizados por representantes de partidos, federações e coligações.
Como é feita a identificação dos eleitores?
Antes de votar, o eleitor deve apresentar um documento oficial com foto. Os mesários conferem os dados e a imagem no Terminal do Mesário. Quem tem biometria cadastrada também passa pela leitura da impressão digital.
Caso a biometria não esteja cadastrada ou a digital não seja reconhecida após quatro tentativas, são adotadas medidas adicionais de segurança. Entre elas, estão a confirmação do ano de nascimento e, quando necessário, a identificação biométrica de um integrante da mesa receptora.
A urna registra a biometria do mesário responsável por liberar a votação. Em caso de suspeita de irregularidade, esse registro permite identificar quem autorizou o procedimento. Quando há falha no reconhecimento, a urna também armazena a última impressão digital apresentada pelo eleitor.
Por isso, a assinatura no Caderno de Votação, sozinha, não é suficiente para liberar a urna.
O que acontece depois das eleições?
A fiscalização continua após o encerramento da votação. A Justiça Eleitoral realiza cruzamentos entre os registros de comparecimento às urnas e os de justificativa eleitoral para identificar possíveis inconsistências que precisem ser verificadas.
No entanto, a existência de registros de votação e justificativa para o mesmo turno não significa, necessariamente, que houve irregularidade. Um eleitor pode, por exemplo, apresentar uma justificativa por acreditar que não chegará à seção a tempo e, depois, conseguir comparecer e votar.
Por isso, cada situação deve ser analisada individualmente. Os mecanismos de identificação, registro e fiscalização ajudam a garantir a segurança e a transparência do processo eleitoral.



