O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu de 2,4% para 2,2% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026. A estimativa foi divulgada nesta terça-feira (13), no relatório Perspectiva Econômica Mundial(WEO, na sigla em inglês). Para 2027, a projeção é de desaceleração, com avanço de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). As informações são do Metrópoles.
Segundo o FMI, a perda de ritmo da economia brasileira está relacionada a condições monetárias restritivas, à redução do estímulo fiscal e às incertezas no cenário internacional. A taxa básica de juros, a Selic, está em 13,75%, conforme os dados informados no texto de referência.
Apesar da revisão para baixo, a projeção do fundo para 2026 é superior à estimativa do governo federal, que prevê crescimento de 2%, e à do Banco Central, que projeta expansão de 1,8%, segundo o Relatório de Política Monetária divulgado em 24 de setembro.
Brasil deve crescer menos que outras economias emergentes
A previsão para o Brasil também fica abaixo da estimativa para outras economias emergentes. O FMI projeta crescimento de 7% para a Índia e de 4,5% para a China em 2026.
Na América Latina e no Caribe, a expectativa é de expansão de 2,3% neste ano e de 2,5% em 2027. Para 2026, houve uma redução de 0,1 ponto percentual em relação à projeção anterior, de 2,4%.
FMI eleva previsão para a economia mundial
Na contramão da revisão para o Brasil, o FMI aumentou a estimativa de crescimento da economia global em 2026, de 3% para 3,1%. Para 2027, a previsão passou de 3,2% para 3,4%.
O resultado indica uma perspectiva de crescimento mundial superior à esperada anteriormente, embora persistam incertezas relacionadas ao cenário internacional.
Preço do café sobe após chuvas em Minas Gerais
O relatório também destacou os efeitos das condições climáticas sobre os preços das commodities brasileiras. Segundo o FMI, os preços do café subiram 8% após chuvas intensas em Minas Gerais atrasarem a colheita e aumentarem as preocupações com a qualidade da safra.
FMI defende transferência de renda contra inflação
Em outro capítulo do relatório, divulgado na semana anterior, o fundo avaliou medidas para proteger a população dos aumentos de preços provocados por choques de oferta, como os relacionados a guerras e à pandemia de Covid-19.
Na avaliação do FMI, subsídios generalizados não são a forma mais eficiente de proteger as famílias da inflação. A instituição defende transferências de renda temporárias e direcionadas aos grupos mais vulneráveis, como alternativa com melhor relação entre custo e efetividade.
A recomendação considera que esse tipo de auxílio permite concentrar os recursos públicos nas famílias mais afetadas pela alta dos preços de produtos essenciais.



