O presidente Lula (PT) ordenou que o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, procure o ministro André Mendonça (STF) a fim de restabelecer uma relação e reduzir os atritos com investigadores da corporação e o magistrado. As divergências foram derivadas da relatoria de Mendonça nos casos Master e do roubo ao INSS.
Segundo o SBT News, ministros de Lula tem acompanhado o momento de tensão entre os dois. Não há registros de que os dois já tenham conversado sobre os casos. Ambos já afirmaram publicamente estar abertos ao diálogo.
A postura de Mendonça é motivo de incômodo na PF, que não está restrita a conversas de bastidor há tempos. Em julho, o diretor-geral da PF acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) contra medidas de Mendonça no caso INSS. Andrei reclamou do acesso ao material bruto da investigação pelo STF e com possibilidade de fazer pesquisa, antes mesmo de passar pelo crivo da polícia.
Os investigadores começaram a argumentar que Mendonça adotou um método de “superpoderes” na figura de relator, o que o equipararia a investigador, o que comprometeria a preservação dos processos.
No início do mês, o ministro da Justiça, Welington César, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, procuraram Mendonça para debater a crise nos casos, que ouviram do ministro que ele não tem conseguido agir como um supervisor das investigações nem ter acesso aos dados.
Deu no Diário do Poder



