Casos de leptospirose têm redução de 56% em Natal em 2026, aponta SMS

Foto: Magnus Nascimento/SMS

Natal registrou uma redução de 56% nas notificações de leptospirose em 2026, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Até a Semana Epidemiológica 26, foram contabilizadas 13 notificações da doença, contra 30 registros no mesmo período de 2025.

Apesar da queda nos números, a SMS alerta para a necessidade de manter os cuidados, principalmente durante períodos de chuvas intensas e alagamentos, quando aumenta o risco de contato com água e lama contaminadas pela bactéria Leptospira, causadora da doença.

A leptospirose é transmitida pelo contato com água, solo ou objetos contaminados pela urina de animais infectados, principalmente ratos. A bactéria pode entrar no organismo por meio de ferimentos na pele ou pelas mucosas dos olhos, nariz e boca. A transmissão não ocorre pelo contato direto com os animais.

Sintomas e riscos da leptospirose

Os primeiros sinais da doença podem ser confundidos com outras infecções. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, náuseas, vômitos e olhos avermelhados.

Em casos mais graves, a leptospirose pode causar complicações nos rins, fígado e pulmões. Por isso, a orientação é procurar atendimento médico o quanto antes, especialmente após contato com água de enchentes ou lama suspeita de contaminação.

Como prevenir a doença

Entre as principais medidas de prevenção estão evitar entrar em áreas alagadas, usar botas e luvas impermeáveis durante a limpeza de locais atingidos por enchentes, proteger alimentos e caixas d’água, manter o lixo armazenado corretamente e eliminar possíveis abrigos para roedores.

A Secretaria também orienta que moradores façam a vedação de frestas, portas e ralos para dificultar a entrada de ratos nas residências.

A SMS informou que realiza o acompanhamento dos registros por meio da Vigilância Epidemiológica e mantém ações de orientação à população e controle de fatores que contribuem para a presença de roedores.

Mesmo com a redução das notificações, o órgão reforça que o diagnóstico precoce e a busca por atendimento diante dos primeiros sintomas são fundamentais para evitar o agravamento da doença.

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