O governo do presidente Lula (PT) registrou, no primeiro semestre de 2026, o maior gasto com publicidade institucional da Presidência desde o início da série histórica da Secretaria de Comunicação Social (Secom), em 2009.
Foram R$ 255,3 milhões pagos entre janeiro e junho, valor 219% superior ao desembolsado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) no mesmo período de 2022, quando tentava a reeleição e gastou R$ 79,9 milhões.
Além do montante já desembolsado, a Secom reservou outros R$ 584,7 milhões do Orçamento de 2026 para campanhas institucionais, indicando que a despesa com propaganda ainda poderá crescer ao longo do ano.
Segundo os dados, o valor pago neste primeiro semestre também representa um aumento de 57% em relação aos R$ 162,5 milhões desembolsados no mesmo período de 2025, considerando os valores corrigidos pela inflação.
Em três anos e meio de governo, a gestão petista já desembolsou R$ 1,1 bilhão em publicidade institucional da Presidência, superando com folga os R$ 634,2 milhões gastos durante os quatro anos do governo Bolsonaro.
O total também ultrapassa os valores registrados nas administrações de Michel Temer, que gastou R$ 576,6 milhões, e dos dois mandatos de Dilma Rousseff (PT), que gastou R$ 829,7 milhões. No segundo, foram R$ 229,1 milhões.
O levantamento é do Estadão/Broadcast e foi elaborado a partir de dados da própria Secom, do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop) e do Siga Brasil, considera exclusivamente os recursos destinados pela Presidência da República para publicidade institucional. Não entram nessa conta campanhas realizadas por outros ministérios, como Saúde e Educação.
Procurada pelo jornal, a Secretaria de Comunicação Social afirmou que o aumento dos investimentos tem como objetivo garantir que a população conheça políticas públicas e serviços oferecidos pelo governo federal.
A pasta argumenta ainda que os pagamentos realizados em 2026 não correspondem exclusivamente a despesas deste ano.
Segundo a Secom, apenas 17,3% do valor desembolsado no primeiro semestre refere-se a contratos de 2026, enquanto o restante corresponde à quitação de compromissos assumidos em exercícios anteriores, que podem retroagir até cinco anos.
Deu no Diário do Poder



