O Nordeste ampliou sua participação nas apreensões de armas de fogo no Brasil e passou a concentrar uma em cada três armas recolhidas no país em 2025. Quatro anos antes, em 2021, a região respondia por 25% das apreensões.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Nordeste reúne 26,9% da população brasileira.
Os dados fazem parte do estudo “A Nova Cadeia de Suprimentos do Crime: flexibilização, armas de maior poder de fogo e a ‘substituição de importações’ no mercado ilícito brasileiro”, elaborado pelos pesquisadores Bruno Langeani e Carolina de Mattos Ricardo, do Instituto Sou da Paz.
O trabalho foi publicado pelo Ministério da Justiça na coleção Pensando o Direito.
Sudeste perde participação
Enquanto o Nordeste ganhou espaço nas apreensões, o Sudeste registrou redução na participação.
Em 2021, a região concentrava 41% das armas apreendidas no país. Já em 2025, esse percentual caiu para 36%, segundo o levantamento.
Apreensões indicam armamento mais sofisticado
O estudo também aponta uma mudança no perfil das armas apreendidas nos últimos anos.
Os revólveres, que representavam 38,6% das apreensões em 2021, passaram a responder por 33,5% em 2025.
Por outro lado, as pistolas ampliaram sua participação de 20,7% para 27,8% no mesmo período. Os fuzis também registraram crescimento e passaram de 0,7% para 2% das armas apreendidas.
Cinco estados registraram alta nas apreensões de fuzis
Entre 2021 e 2024, alguns estados apresentaram aumento expressivo nas apreensões de fuzis.
A Bahia registrou crescimento de 400%. Em seguida aparecem o Pará, com 360%, o Ceará, com 263%, o Espírito Santo, com 212%, e o Rio de Janeiro, com 159%.



