Itamaraty nega vistos a integrantes do governo Trump que viriam ao Brasil

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil

Ministério das Relações Exteriores negou nesta sexta-feira (24) os pedidos de visto de dois integrantes do governo do presidente Donald Trump que planejavam viajar ao Brasil nos próximos dias.

Segundo reportagem publicada pelo jornal norte-americano The Washington Post, o secretário-assistente para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado, Riley Barnes, e o subsecretário-assistente Samuel Samson pretendiam preparar uma ação para questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro.

Os dois integrantes do governo norte-americano são subordinados ao secretário de Estado Marco Rubio, apontado como um dos principais aliados da família Bolsonaro em Washington.

Governo vê tentativa de reforçar discurso sobre urnas

Reservadamente, fontes do governo afirmaram a CNN Brasil que a viagem teria como objetivo reforçar o discurso de contestação ao sistema eletrônico de votação brasileiro.

Segundo essas fontes, a iniciativa estaria alinhada às declarações recentes do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que voltaram a questionar o processo eleitoral.

Ministros classificam iniciativa como “ousadia”

Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) ouvidos, sob reserva, pela CNN afirmaram que o envio de representantes de outro país para questionar a lisura das eleições brasileiras seria uma “ousadia”.

Ao mesmo tempo, integrantes do governo e ministros das duas Cortes ressaltaram que a presença de observadores internacionais durante as eleições é uma prática comum.

Segundo eles, essas missões têm como objetivo promover intercâmbio de experiências, ampliar o conhecimento sobre o processo eleitoral brasileiro e acompanhar a votação, sem interferir no pleito.

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