O Brasil foi o segundo país mais pesquisado das Américas para viagens internacionais entre maio de 2025 e abril de 2026, atrás apenas dos Estados Unidos. Os dados fazem parte do relatório “Travel Insights 2026: Focus on the Americas”, elaborado pela Amadeus em parceria com a ONU Turismo e divulgado em julho.
Entre os viajantes que chegaram a confirmar a reserva, o Brasil ficou na quarta posição, atrás de Estados Unidos, Canadá e México. O país registrou crescimento de 6% nas reservas realizadas por meio dos Sistemas Globais de Distribuição (GDS), utilizados pelo setor internacional de viagens.
O levantamento aponta aumento do interesse de mercados de longa distância pelo Brasil. As buscas feitas por viajantes dos Estados Unidos cresceram 39%, enquanto as do Canadá avançaram 35%. Também houve crescimento da procura por parte de países asiáticos, como Japão e Filipinas.
Na América do Sul, o transporte aéreo de passageiros teve alta de 5,5% no período analisado, acima da média das Américas, que registrou crescimento de 0,8%.
Para o presidente da Embratur, Bruno Reis, o desafio é transformar o interesse internacional em mais viagens ao país, com ampliação da conectividade aérea, fortalecimento da divulgação no exterior e diversificação da oferta turística.
O crescimento do turismo também aparece em outros indicadores. No primeiro semestre de 2026, o Brasil recebeu mais de 5,2 milhões de turistas estrangeiros, segundo melhor resultado da série histórica para o período. Os gastos de visitantes internacionais chegaram a US$ 4,8 bilhões até maio, recorde para os primeiros meses do ano.
A expectativa para a América Central e do Sul é de expansão do setor em 2026. Dados do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) apontam previsão de crescimento de 4,1% no Produto Interno Bruto do turismo da região, acima da média global estimada em 3,2%.
Com informações da CNN



