Foto: George Piskov/Pexels
Todos os cortes de carne bovina ficaram mais caros no primeiro semestre de 2026, segundo dados do IBGE. Entre janeiro e junho, o peito bovino registrou a maior alta (10,9%), seguido da picanha (10,66%) e do filé-mignon (10,22%). A alcatra subiu 9,48%, enquanto as menores variações foram do patinho (6,61%) e do cupim (5,75%).
Alta de preços de janeiro a junho de 2026 (em %):
- Peito: 10,90%
- Picanha: 10,66%
- Filé-mignon: 10,22%
- Lagarto redondo: 9,59%
- Alcatra: 9,48%
- Acém: 9,33%
- Capa de filé: 9,27%
- Costela: 9,20%
- Contrafilé: 8,73%
- Pá: 8,50%
- Músculo: 7,53%
- Lagarto comum: 7,24%
- Coxão mole: 7,02%
- Patinho: 6,61%
- Cupim: 5,75%
*Fonte: IPCA-15 (IBGE)
Segundo especialistas, a principal razão foi o aumento das exportações para a China antes do limite de isenção tarifária imposto pelo país asiático, o que reduziu a oferta de carne no mercado interno.
Em janeiro, a China impôs uma sobretaxa de 55% sobre as exportações de carne bovina brasileira que ultrapassarem 1,1 milhão de toneladas em 2026. Abaixo desse volume, a tarifa permanece em 12%.
“A medida de salvaguarda da China subverteu a lógica do mercado. O Brasil, tipicamente, exporta mais no segundo semestre do que no primeiro. Esse ano vai exportar mais no primeiro do que no segundo”, explica Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado.
Com menos carne disponível no Brasil, os preços subiram. A expectativa é de um alívio temporário nos próximos meses, com a redução das compras chinesas. No entanto, segundo Iglesias, a tendência é de nova alta no fim de 2026, impulsionada pela retomada da demanda da China, pelo aumento do consumo nos Estados Unidos e pelos impactos do El Niño sobre a produção de gado.




