Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro acreditam que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve prorrogar a prisão domiciliar humanitária que termina nesta quinta-feira (25). A avaliação leva em conta as condições de saúde do ex-presidente e o entendimento de que a medida pode evitar maior desgaste político durante o período eleitoral.
O pedido de extensão foi protocolado pela defesa na terça-feira (23). Os advogados alegam que Bolsonaro continua necessitando de acompanhamento médico especializado e que seu quadro clínico apresenta características permanentes, apesar da estabilidade registrada nos últimos meses.
Um relatório médico anexado ao pedido aponta riscos como instabilidade postural, alterações de equilíbrio, possibilidade de quedas, broncoaspiração e necessidade de monitoramento cardiovascular, respiratório e fisioterápico contínuo. A defesa também destacou que o ex-presidente passou por uma cirurgia no ombro direito durante o período em prisão domiciliar.
Os advogados sustentam que a estabilidade do quadro de saúde está relacionada aos cuidados recebidos em casa, com acompanhamento da família e da equipe médica. Como precedente, citaram o caso do ex-presidente Fernando Collor, autorizado por Moraes a cumprir pena em regime domiciliar por razões de saúde.
Nos bastidores, aliados avaliam que um eventual retorno ao regime fechado poderia fortalecer a mobilização da base bolsonarista e se transformar em ativo político para a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). Antes da domiciliar, Bolsonaro estava preso no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília.
A defesa também considera que o inquérito sobre a apreensão de uma arma registrada em nome do ex-presidente não deve influenciar a decisão do STF. Em depoimento à Polícia Civil, Bolsonaro afirmou que solicitou apenas o conserto do equipamento e negou que a arma tenha sido retirada de sua residência por integrantes de sua equipe de segurança.
Com informações da CNN Brasil




