Fotos: reprodução | Francisco de Assis/CMN
A Federação formada pelo PT, PV e PCdoB enfrenta um impasse na montagem da nominata para deputado federal em 2026. Pela legislação eleitoral, o grupo poderá apresentar até nove candidatos, mas o PT, sozinho, já extrapolou a cota que lhe caberia dentro da composição.
Hoje, o partido tem seis pré-candidatos colocados na disputa: Natália Bonavides, Fernando Mineiro, Marleide Cunha, Odon Júnior, Brisa Bracchi e Alexandre Lima. O problema é que há espaço para apenas cinco nomes petistas na chapa da Federação Brasil da Esperança.
Nos bastidores, a pressão se concentra sobre Alexandre Lima, ex-secretário estadual do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf). Integrantes do partido defendem que ele retire sua pré-candidatura para abrir caminho para a vereadora de Natal, Brisa Bracchi. A disputa tem origem nas correntes internas do PT. Cada tendência partidária indicou um nome para compor a nominata, mas a Democracia Socialista (DS), grupo liderado pela deputada estadual Isolda Dantas, acabou apresentando dois pré-candidatos: Brisa e Alexandre.
O entendimento das demais correntes é que não cabe aos outros grupos abrir mão de suas indicações para acomodar uma situação criada dentro da própria DS. Por isso, a cobrança recai sobre a tendência de Isolda para que resolva internamente o impasse.
A preferência de parte da DS é pela manutenção da candidatura de Brisa, considerada um quadro com maior potencial eleitoral e visibilidade na capital. Alexandre, no entanto, resiste à pressão e não demonstra disposição para deixar a disputa.




