O ex-presidente Jair Bolsonaro inicia uma semana decisiva para a manutenção de sua prisão domiciliar humanitária. O prazo inicial de 90 dias da medida, concedida pelo ministro Alexandre de Moraes após uma internação por broncopneumonia, termina na próxima quarta-feira (24), em meio a novos questionamentos sobre o cumprimento das condições impostas pelo Supremo Tribunal Federal.
O principal fator que mudou o cenário foi a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 mm registrada em nome de Bolsonaro. A arma estava com um militar responsável por sua segurança, que alegou transportá-la para manutenção. Diante do episódio, Moraes autorizou a Polícia Civil do Distrito Federal a ouvir o ex-presidente em depoimento presencial marcado para terça-feira (23), na residência onde ele cumpre a medida.
Além do depoimento, a defesa terá de prestar esclarecimentos ao STF sobre as condições da prisão domiciliar. Os advogados deverão informar se foi contratado um profissional de saúde para acompanhar Bolsonaro durante a noite e confirmar a rotina dos agentes de segurança que atuam na residência.
A defesa reconheceu que a arma pertence ao ex-presidente, mas argumentou que ela apresentava defeito e havia sido enviada para conserto. Segundo os advogados, assessores retiraram o percussor do armamento sem o conhecimento prévio de Bolsonaro, alegando preocupação com os efeitos de medicamentos psiquiátricos utilizados por ele.
Nos bastidores, aliados demonstram preocupação com uma eventual revogação da prisão domiciliar. Publicamente, porém, sustentam que não houve descumprimento das regras estabelecidas pelo STF e que não haveria motivo para o endurecimento da medida. Enquanto isso, o vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias, protocolou pedido para que Bolsonaro retorne ao sistema prisional.
Deu no Diário do Poder




