Dois suspeitos do atentado contra Cabo Deyvison têm prisão preventiva decretada

Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte informou nesta quinta-feira (18) que a Justiça decretou a prisão preventiva de José Antônio da Costa e Vinicius Gabriel da Silva Freitas, apontados como autores do atentado que matou o assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, e deixou ferido o vereador Cabo Deyvison, em Mossoró.

O crime ocorreu na noite da última segunda-feira (15), em frente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), enquanto o vereador realizava uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Durante a ação criminosa, Cabo Deyvison foi atingido por disparos nas pernas e segue internado com quadro de saúde estável. Já Alyson Dyego foi baleado nas costas e morreu ainda no local.

As investigações avançaram rapidamente graças a uma força-tarefa integrada envolvendo a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Polícia Militar do Ceará, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil do Ceará, Polícia Científica e outros órgãos de segurança.

Prisão da dupla no Ceará

Os dois suspeitos foram localizados e presos na tarde da última terça-feira (16), no município de Beberibe, no Ceará. Eles foram abordados por equipes da Polícia Militar cearense na rodovia CE-040, na altura do distrito de Parajuru, enquanto viajavam em um táxi que havia saído de Mossoró.

Segundo a investigação, após o atentado, os criminosos fugiram em um Toyota Corolla utilizado na ação. O veículo apresentou problemas mecânicos durante a fuga, obrigando os suspeitos a abandoná-lo e se esconder em uma área de mata.

Na manhã seguinte, os investigados teriam invadido a residência de um casal, roubado o carro da família e sequestrado um dos moradores. A vítima foi mantida sob grave ameaça, com a cabeça coberta, no banco traseiro do veículo, sendo libertada posteriormente nas proximidades da comunidade Maísa, em Mossoró.

Durante a abordagem policial no Ceará, um dos suspeitos tentou destruir um aparelho celular, possivelmente para eliminar provas relacionadas ao crime. Um colete balístico também foi encontrado durante as diligências.

As prisões em flagrante foram homologadas pela Justiça cearense. Com base nas provas reunidas pela Polícia Civil, a Justiça decretou nesta quinta-feira (18) a prisão preventiva dos dois investigados, que agora respondem por homicídio qualificado consumado, tentativa de homicídio qualificado e sequestro com cárcere privado.

Esconderijo e armas apreendidas

Outro avanço importante ocorreu na manhã desta quinta-feira, quando equipes da Polícia Militar do Rio Grande do Norte localizaram um esconderijo utilizado pelos suspeitos no bairro Maísa, em Mossoró.

No local foram apreendidos um fuzil calibre 5.56 com munições compatíveis, uma pistola calibre .40 e 19 munições do mesmo calibre. De acordo com a Polícia Civil, as armas possuem características compatíveis com as utilizadas no atentado e passarão por exames periciais.

A descoberta fortalece os indícios de autoria e materialidade já reunidos ao longo das investigações.

Perícia identificou suspeitos no carro usado no crime

A Polícia Científica do Rio Grande do Norte também teve papel decisivo na elucidação do caso. Exames periciais realizados no Toyota Corolla utilizado na ação permitiram a identificação positiva dos dois investigados.

Segundo a Polícia Civil, o resultado técnico-científico reforça as demais provas coletadas e evidencia a importância da preservação da cena do crime, realizada inicialmente pela Polícia Militar, o que possibilitou a coleta adequada de vestígios pelos peritos.

Investigações continuam

Apesar das prisões e das apreensões realizadas, a Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para identificar possíveis coautores e esclarecer completamente a motivação do atentado.

Os materiais apreendidos, laudos periciais e demais elementos probatórios seguem sendo analisados. O processo será conduzido pela Justiça do Rio Grande do Norte, após a autoridade judicial responsável pela audiência de custódia no Ceará declinar da competência para julgar o caso.

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