Foto: Vinícius Schimidt/Metrópoles
As facções criminosas no Brasil já não vivem apenas do tráfico de drogas. Segundo a Polícia Federal, esses grupos passaram a atuar em vários tipos de negócios ilegais e até em setores da economia formal.
Em entrevista à coluna Mirelle Pinheiro, o delegado Alexandre Custódio Neto afirmou que organizações como PCC e Comando Vermelho cresceram muito nos últimos anos e ampliaram sua influência dentro e fora dos presídios.
De acordo com ele, as facções passaram a controlar áreas, impor regras e aumentar o poder financeiro por meio de diferentes atividades criminosas.
Por isso, a PF avalia que combater essas organizações exige mais do que prender criminosos ou apreender drogas.
Facções atuam em várias atividades criminosas
Segundo a Polícia Federal, integrantes das facções não atuam apenas no tráfico de drogas. As investigações apontam envolvimento com tráfico de armas, contrabando, roubo de cargas, golpes pela internet, fraudes bancárias e apostas ilegais.
De acordo com o delegado, muitos criminosos têm seus próprios esquemas, mas utilizam a estrutura e a proteção oferecidas pelas facções.
Isso faz com que as organizações continuem funcionando mesmo quando alguns integrantes são presos.
Economia legal entrou na mira das facções
A Polícia Federal afirma que criminosos ligados a facções também estão sendo encontrados em atividades legais da economia.
Segundo as investigações, há casos envolvendo setores como postos de combustíveis, mercado imobiliário, agronegócio e entretenimento.
A preocupação da PF é que grupos criminosos utilizem dinheiro obtido de forma ilegal para ampliar influência nesses mercados.
Para o delegado, a violência e a intimidação também podem ser usadas como ferramentas para eliminar concorrentes.
PF vê risco de influência política e reforça integração
Outro ponto de preocupação é a tentativa das facções de ganhar influência política em algumas cidades. Segundo a PF, o objetivo seria fortalecer o controle de territórios e proteger interesses dos grupos criminosos.
Para enfrentar esse cenário, forças federais e estaduais atuam juntas por meio das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos).
A avaliação da Polícia Federal é que a troca de informações e as operações conjuntas aumentam a capacidade de combate às facções em todo o país.




