O céu do Brasil terá um fenômeno astronômico duplo no próximo domingo (31), com a ocorrência simultânea da chamada Lua Azul e de uma microlua. Os eventos poderão ser observados em todas as regiões do país, caso as condições meteorológicas permitam boa visibilidade.
Apesar do nome, a Lua Azul não apresenta coloração azulada. O termo é usado na astronomia para definir a segunda Lua Cheia registrada dentro de um mesmo mês do calendário. Em maio de 2026, a primeira Lua Cheia ocorreu no dia 1º, permitindo que uma segunda aconteça antes da virada para junho.
Fenômeno raro acontece a cada poucos anos
Segundo especialistas, a Lua Azul ocorre, em média, a cada dois ou três anos. O fenômeno é resultado da diferença entre o calendário tradicional e o ciclo lunar, que dura cerca de 29 dias e meio.
A Lua Cheia do dia 31 atingirá o pico às 5h44 no horário de Brasília, de acordo com informações divulgadas por plataformas de observação astronômica.
Microlua deixará satélite mais distante da terra
Além de Lua Azul, o fenômeno deste fim de maio também será uma microlua. Isso acontece quando a Lua Cheia coincide com o apogeu, ponto mais distante da órbita lunar em relação à Terra.
Por causa dessa distância, o satélite deverá parecer um pouco menor e menos brilhante do que o habitual. Ainda assim, especialistas afirmam que a diferença será difícil de perceber a olho nu.
Melhor horário para observação
Astrônomos recomendam observar a Lua no início da noite de sábado (30) e domingo (31), logo após o surgimento no horizonte. O momento favorece fotografias por causa da chamada “ilusão lunar”, efeito óptico que faz a Lua aparentar tamanho maior quando está próxima da linha do horizonte.
Outro destaque da noite será a proximidade aparente entre a Lua e Antares, estrela mais brilhante da constelação de Escorpião, conhecida pela tonalidade avermelhada.
A observação poderá ser feita sem telescópios ou binóculos. Especialistas recomendam locais afastados da poluição luminosa para melhor visualização do fenômeno.




