Astronautas da Expedição 74, a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), participam de uma pesquisa que busca viabilizar a produção em larga escala de células-tronco sanguíneas com potencial de aplicação em tratamentos médicos na Terra.
O experimento, chamado InSPA-StemCellEX-H2, analisa como a microgravidade pode influenciar o cultivo e a expansão dessas células, usadas em terapias contra cânceres do sangue, distúrbios imunológicos e outras doenças graves.
Produção de células-tronco
O estudo investiga o processo de “expansão” de células-tronco derivadas do corpo humano, etapa em que elas são multiplicadas em laboratório para uso clínico. Atualmente, esse procedimento já é realizado na Terra, mas enfrenta limitações relacionadas à qualidade e à capacidade funcional das células produzidas.
Segundo pesquisadores, durante a expansão em ambiente terrestre, as células podem perder parte da capacidade de se diferenciar em diferentes tipos de células sanguíneas, o que afeta sua eficiência em tratamentos.
Essas células são essenciais para a formação de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, fundamentais no tratamento de pacientes submetidos a procedimentos como quimioterapia e transplantes de medula óssea.
Microgravidade como alternativa
Os cientistas avaliam que o ambiente de microgravidade no espaço pode oferecer condições mais estáveis para o cultivo celular, reduzindo interferências físicas no processo de crescimento.
De acordo com o pesquisador Tobias Niederwieser, da BioServe Space Technologies, a ausência de gravidade pode favorecer a manutenção da qualidade das células-tronco durante a expansão.
A expectativa é que essa condição permita ampliar a produção celular e reduzir riscos de rejeição em aplicações futuras na medicina terrestre.
Aplicações na medicina
A pesquisa também busca avaliar a possibilidade de criação de estoques mais amplos de células-tronco para uso terapêutico, ampliando o acesso a tratamentos para doenças hematológicas e imunológicas graves.
Após o experimento no espaço, as amostras são enviadas de volta à Terra para análises laboratoriais detalhadas.
A Estação Espacial Internacional tem sido utilizada em diversos estudos biomédico




