O Rio Grande do Norte registrou chuvas acima da média histórica entre fevereiro e abril de 2026, com acumulado médio de 404,4 milímetros no período, segundo levantamento da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN).
De acordo com o levantamento, o volume supera a média climatológica esperada para o trimestre, que era de 382,3 milímetros, o que representa um desvio positivo de 5,8%, dentro da normalidade, mas com distribuição significativa em diversas regiões potiguares.
No recorte regional, o Oeste Potiguar apresentou os maiores índices, com 507,6 milímetros, resultado 11,6% acima da média histórica. Já o Agreste Potiguar registrou 325 milímetros, com crescimento de 15,6% em relação ao esperado.
Segundo a EMPARN, a regularidade das chuvas ao longo dos meses contribuiu para o desenvolvimento das atividades agrícolas, recuperação de pastagens e aumento da recarga dos reservatórios em várias áreas do estado. A ausência de veranicos prolongados também favoreceu o cenário observado.
O órgão destacou ainda a influência de fatores oceânicos no comportamento climático do período, como a presença de uma La Niña fraca no início de 2026 e o aquecimento das águas do Atlântico Sul.
Apesar do desempenho positivo na maior parte do Rio Grande do Norte, o Seridó Oriental apresentou índices abaixo da média no trimestre analisado.




