Secretária de Infraestrutura rebate críticas e nega irregularidades na engorda de Ponta Negra

Foto: Reprodução 98 FM

A secretária de Infraestrutura de Natal, Shirley Cavalcante, rebateu nesta quarta-feira (13) críticas relacionadas à obra de engorda da praia de Ponta Negra e afirmou que não existem irregularidades na execução do sistema de drenagem do aterro hidráulico.

As declarações foram dadas durante entrevista na coletiva promovida pela Prefeitura do Natal, com participação de secretarias envolvidas nas intervenções da orla.

Segundo a secretária, a gestão decidiu esclarecer pontos que vêm sendo questionados sobre a obra, principalmente em relação à drenagem e ao funcionamento das tubulações instaladas na faixa de areia.

“Nessa apresentação, a gente quis mostrar esses pontos que foram mais divulgados, como erros de execução da drenagem, interrupções, tubulações falsas”, afirmou.

Shirley Cavalcante negou a existência de “tubulações falsas” e explicou que houve apenas o reposicionamento de uma estrutura por decisão técnica da engenharia. De acordo com ela, a mudança ocorreu porque o local inicialmente previsto apresentava contribuição de esgoto, o que poderia aumentar a contaminação da praia.

“Não existe tubulação falsa, existe uma tubulação reposicionada”, disse.

A titular da Seinfra também defendeu o funcionamento dos dissipadores de drenagem, responsáveis por conduzir a água da chuva até a faixa de areia. Segundo a secretária, a formação de espelhos d’água em períodos chuvosos demonstra que o sistema segue operando normalmente.

Outro ponto abordado durante a coletiva foi o uso de manta geotêxtil em parte da estrutura de drenagem. Shirley explicou que o material, conhecido como “bidim”, é utilizado em obras de engenharia para retenção de sedimentos e filtragem da água, sem impedir o fluxo.

“A geografia de Ponta Negra não tem para onde se jogar essa água”, declarou a secretária ao defender que o escoamento da drenagem para a praia já é previsto no Plano Diretor de Drenagem do município.

Segundo ela, a diferença de nível entre o bairro e a faixa de areia faz com que a água desça com grande velocidade, exigindo o direcionamento adequado para evitar alagamentos e danos às vias e imóveis da região.

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