Uma revisão publicada em 2021 pela revista científica JAMA reforçou que a maioria dos pacientes com Glaucoma não apresenta sintomas nas fases iniciais da doença. O dado preocupa especialistas porque o quadro costuma evoluir de maneira silenciosa e progressiva.
De acordo com a coluna de Liana Tito Francisco, do Estadão, o glaucoma compromete lentamente o nervo óptico, estrutura responsável por transmitir as imagens ao cérebro. Na maioria dos casos, a perda visual começa pela visão periférica e avança gradualmente até atingir a região central da visão. Em estágios mais graves, a doença pode provocar cegueira irreversível.
Doença possui diferentes tipos
Os médicos classificam o glaucoma a partir de dois critérios principais. O primeiro considera a origem da doença. Nesse caso, o glaucoma pode ser primário, quando não existe uma causa identificável, ou secundário, quando surge após traumas, inflamações oculares ou uso de determinados medicamentos.
O segundo critério leva em conta a anatomia do olho. Assim, os especialistas dividem a doença entre glaucoma de ângulo aberto e glaucoma de ângulo fechado.
O tipo de ângulo aberto é o mais comum. Entre os principais fatores de risco estão a pressão intraocular elevada, idade acima de 40 anos, histórico familiar e fatores étnicos, já que a população negra apresenta maior incidência da doença.
Diagnóstico precoce ajuda a evitar perda de visão
Apesar da gravidade, especialistas destacam que o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de controle da doença. Os oftalmologistas identificam o glaucoma por meio de exames realizados em consultório, como a avaliação do fundo de olho e a medição da pressão intraocular.
Quando os médicos descobrem a doença ainda nas fases iniciais, conseguem controlar sua progressão de forma mais eficaz e preservar a qualidade da visão do paciente.
Tratamento controla avanço da doença
O glaucoma não tem cura, mas possui tratamento para controle da pressão ocular e redução do risco de perda visual. Entre as opções terapêuticas estão o uso de colírios, procedimentos a laser — como a trabeculoplastia seletiva — e, em alguns casos, cirurgia.
Os especialistas recomendam acompanhamento oftalmológico regular, principalmente para pessoas que possuem fatores de risco. Segundo médicos, as consultas não devem servir apenas para atualizar o grau dos óculos, mas também para identificar doenças silenciosas antes que causem danos permanentes à visão.




