Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
A sete meses do primeiro turno das eleições, a avaliação negativa do governo Lula (PT) chegou a 40%, segundo nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (7). Avaliam a gestão como ótima ou boa 32%, enquanto outros 26% a veem como regular e 1% não opinou.
No levantamento anterior, de dezembro do ano passado, a avaliação negativa (respostas “ruim/péssimo”) marcava 37%. Ou seja, ela oscilou desde então para cima, mas dentro da margem de erro —que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A positiva registrava os mesmos 32% de agora, enquanto o índice de quem classifica o governo como regular era de 30%.
O Datafolha entrevistou 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais dos dias 3 a 5 deste mês. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-03715/2026.
Reprovação do trabalho de Lula como presidente
A aprovação do trabalho de Lula como presidente vai no mesmo sentido: 49% desaprovam, ao passo que 47% pensam o contrário. Outros 4% não souberam responder. Em dezembro, a desaprovação era de 48%, e a aprovação, 49%. Naquele mês, 3% disseram não saber.
Como as oscilações ocorreram dentro da margem de erro, o resultado indica uma manutenção do quadro captado no fim do ano passado, sem uma mudança que seja significativa do ponto de vista estatístico na percepção dos entrevistados sobre a atuação do mandatário.
A desaprovação é maior entre homens do que entre mulheres: 54% contra 45%. Entre quem tem escolaridade média, 54% desaprovam e 42% aprovam. Na faixa do fundamental, 38% desaprovam e 57% aprovam. Entre os com ensino superior, são 52% contra 44%.
A maior distância entre os índices de aprovação e desaprovação, no que tange aos principais segmentos da população, aparece entre os evangélicos. Nesse grupo, o saldo é negativo em 36 pontos: 66% desaprovam o presidente, enquanto 30% aprovam.
Com 40% de ruim ou péssimo, o atual presidente fica atrás apenas de José Sarney e Jair Bolsonaro, que registraram índices de avaliação negativa de 65% e 46%, respectivamente.
Deu no Folhapress




