A reeleição de Lula e a derrota de Flávio Bolsonaro são vistas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como um alívio momentâneo. Apesar disso, a Corte ainda teme a pressão política, principalmente em torno da eleição para a presidência do Senado, prevista para fevereiro de 2027.
O presidente do Senado tem o poder de decidir sobre a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF. Para aprovar o afastamento, são necessários 54 votos, dos 81 senadores.
Disputa pelo Senado
A possível recondução de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ao comando da Casa é acompanhada de perto pelo Supremo. Ele conta com apoio de partidos do Centrão e de setores do governo. União Brasil e PP já declararam apoio à sua permanência.
Entre os possíveis concorrentes estão Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, e Tereza Cristina (PP-MS). Marinho afirmou que o impeachment de ministros não será sua única pauta, mas defendeu a análise de eventuais denúncias de crimes de responsabilidade.
Outras preocupações
Ministros avaliam que o STF continuará no centro de conflitos entre o governo e o Congresso, que terá uma bancada bolsonarista expressiva a partir de 2027. A derrota de Flávio, porém, é vista como um fator que pode reduzir os atritos entre os Poderes.
A Corte também acompanha os desdobramentos da investigação sobre o Banco Master. A Polícia Federal prepara relatórios com menções a ministros encontradas no material apreendido, incluindo dados do celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição.
Edson Fachin solicitou, em 13 de outubro, o envio de todas as referências a integrantes do STF. Ainda não há prazo para a conclusão dos documentos, e ministros não esperam recebê-los até o fim de 2026.
Com informações da Folha de S.Paulo


